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Uma noite, uma vida romance Capítulo 81

GISELE NARRANDO:

Duda jogava dinheiro para as strippers, notas de dólares que os seguranças de Guero tinham deixado na nossa mesa, e me incentivava a fazer o mesmo. No início, hesitei, mas logo me vi atirando notas para as mulheres que dançavam, com seus corpos deslizando pelo palco com ainda mais energia. Uma sensação nova tomou conta de mim, algo entre a empolgação e a liberdade. Nunca tinha sentido nada parecido antes, e, por um momento, esqueci de todas as preocupações.

— Vamos pra pista de dança! — Duda gritou no meu ouvido, com aquele sorriso contagiante, já puxando Guero pela mão.

Guero, sempre com seu ar de comando, foi na frente, abrindo caminho enquanto as pessoas se afastavam para nos deixar passar. Eu estava bem no meio deles, acompanhando o ritmo da música com Duda ao meu lado, que flertava abertamente com alguns caras que nos olhavam. A pista estava cheia, mas não importava. A música parecia me guiar, fazendo meu corpo se mover de um jeito que eu nem sabia que era capaz.

Quando nos misturamos à multidão, sentimos uma dose extra de adrenalina. Dançávamos, tomamos mais algumas doses de tequila. Senti meu corpo quente, minha nuca suada, e algo dentro de mim despertava mais a cada batida. Fechei os olhos, permitindo-me apenas sentir. O calor, a música, o ritmo me envolvendo, e, quando os abri, vi Duda dançando com um moreno alto e forte, com seus corpos colados. Ela deu um sorriso para mim, como se soubesse exatamente o que eu estava sentindo.

Foi então que meus olhos encontraram os de Guero. Ele estava mais perto do que eu percebia, seus olhos azuis fixos nos meus, um sorriso confiante nos lábios. Aquele sorriso me desarmou, e, quando ajeitei os cabelos para trás, senti que ele se aproximava ainda mais, invadindo meu espaço de forma natural.

Ele se inclinou e sussurrou no meu ouvido:

— Você é a mulher mais linda aqui essa noite.

Seu rosto estava tão próximo que eu podia sentir a barba dele roçar levemente no meu ombro, causando um arrepio que percorreu meu corpo inteiro. Ri, tentando disfarçar o nervosismo, mas algo nele me deixava desconcertada.

— Ah, que mentira… você deve falar isso pra todas — respondi, tentando parecer desinteressada, mas sentindo meu coração acelerar.

Guero molhou os lábios, e seu olhar me prendeu mais ainda. Meu corpo continuou a dançar, como se estivesse em sintonia com o dele. Ele colocou a mão na minha cintura, me puxando suavemente para mais perto.

— Claro que não, bebecita. Só estou falando isso porque é verdade — ele disse, com sua voz baixa, quase uma carícia.

Mordi os lábios, sentindo o calor aumentar entre nós.

Ele era lindo, tinha um cheiro amadeirado irresistível, e o jeito como seus olhos azuis me olhavam… me fascinava. Quando desviei o olhar por um segundo, meu corpo já se movia de forma natural, minhas mãos instintivamente pousando no pescoço dele. A música que tocava agora era mais lenta, mais íntima, e senti a perna de Guero entre as minhas enquanto dançávamos ainda mais colados.

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