GISELE NARRANDO:
Um garçom se aproximou com uma bandeja cheia de doses de tequila, limão e sal. Duda me chamou, animada, com aquele brilho travesso nos olhos.
— Gisa, vamos! Brinda com a gente! — ela disse, empolgada, puxando Guero junto.
Os três levantamos as doses de tequila e dissemos juntos, rindo:
— Arriba, abajo, al centro e pa' dentro! — e viramos a primeira dose.
O líquido queimou minha garganta, me fazendo esquentar.
Duda, sem hesitar, pediu mais uma.
— Duda, é melhor a gente ir com calma... — murmurei, sentindo a cabeça girar um pouco.
— Calma é tudo que eu não quero ter hoje, amiga! Vamos curtir muito — ela riu, colocando seus cabelos para trás. — Guero, você tem aquelas paradinhas pra animar a gente?
Guero, que já tinha acendido um cigarro de cannabis, deu um longo trago antes de responder:
— Tá tudo aí, Dudinha. Pode ficar à vontade. — Ele disso apontando para a mesa, e Duda sorriu como se tivesse ganhado o maior presente do mundo.
— Aaaah, eu adoro isso! — Duda comentou, pegando um saquinho com comprimidos vermelhos da mesa.
Nesse momento, uma garçonete voltou com duas margaritas fresquinhas que Guero tinha mandado trazer. Colocou também mais um balde de uísque com gelo na mesa. Duda não perdeu tempo; tomou dois comprimidos sem pensar duas vezes, os engolindo com um gole generoso da margarita, e então se virou para mim, estendendo um comprimido.
— Toma, essa é pra você — Ela disse, oferecendo o comprimido vermelho.
— Não, Duda... Eu não gosto dessas coisas que fazem alucinações, sabe? — balancei a cabeça, hesitante.
Sempre fui meio careta com drogas.

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