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Uma noite, uma vida romance Capítulo 80

GISELE NARRANDO:

Um garçom se aproximou com uma bandeja cheia de doses de tequila, limão e sal. Duda me chamou, animada, com aquele brilho travesso nos olhos.

— Gisa, vamos! Brinda com a gente! — ela disse, empolgada, puxando Guero junto.

Os três levantamos as doses de tequila e dissemos juntos, rindo:

— Arriba, abajo, al centro e pa' dentro! — e viramos a primeira dose.

O líquido queimou minha garganta, me fazendo esquentar.

Duda, sem hesitar, pediu mais uma.

— Duda, é melhor a gente ir com calma... — murmurei, sentindo a cabeça girar um pouco.

— Calma é tudo que eu não quero ter hoje, amiga! Vamos curtir muito — ela riu, colocando seus cabelos para trás. — Guero, você tem aquelas paradinhas pra animar a gente?

Guero, que já tinha acendido um cigarro de cannabis, deu um longo trago antes de responder:

— Tá tudo aí, Dudinha. Pode ficar à vontade. — Ele disso apontando para a mesa, e Duda sorriu como se tivesse ganhado o maior presente do mundo.

— Aaaah, eu adoro isso! — Duda comentou, pegando um saquinho com comprimidos vermelhos da mesa.

Nesse momento, uma garçonete voltou com duas margaritas fresquinhas que Guero tinha mandado trazer. Colocou também mais um balde de uísque com gelo na mesa. Duda não perdeu tempo; tomou dois comprimidos sem pensar duas vezes, os engolindo com um gole generoso da margarita, e então se virou para mim, estendendo um comprimido.

— Toma, essa é pra você — Ela disse, oferecendo o comprimido vermelho.

— Não, Duda... Eu não gosto dessas coisas que fazem alucinações, sabe? — balancei a cabeça, hesitante.

Sempre fui meio careta com drogas.

Guero logo pediu doses de curaçau azul com fogo, e eu fiquei fascinada. Já tinha feito aquela bebida várias vezes, mas nunca havia tomado. Duda virou duas doses seguidas, rindo como uma louca. Ela era completamente insana, e Guero gritava, rindo junto, enquanto pedia mais bebidas para nós.

Eu perdi a conta depois da quarta margarita.

As luzes da balada estavam mais brilhantes, as risadas mais altas. Tudo ao meu redor estava ficando um pouco turvo, mas ao mesmo tempo, eu me sentia estranhamente leve, solta.

Guero acendeu outro baseado e deu alguns tragos antes de passá-lo para Duda. Ela fumou e depois me ofereceu, com um sorriso travesso.

Lembrei da única vez que tinha fumado, com o Breno, meu ex. Foi uma experiência estranha, mas, naquela noite, decidi que iria deixar isso pra lá. Aceitei, dei alguns tragos, sentindo meu corpo relaxar um pouco e passei o cigarro de volta para Guero.

Ele me olhou de um jeito que fez as minhas pernas tremerem, como se tivesse um poder sobre mim que eu não conseguisse resistir.

A música começou a ficar mais alta, com o reggaeton pulsando no ar, e eu me peguei movendo o corpo junto ao ritmo sem pensar. Duda, com seu jeito sempre animada, logo retirou o celular do seu decote no vestido para gravar vídeos nossos, rindo e se divertindo. Aos poucos, eu me deixei levar pela música, meus quadris balançando ao som das batidas, enquanto as luzes coloridas giravam ao redor da sala. Era impossível não se entregar à euforia naquele momento.

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