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Uma noite, uma vida romance Capítulo 88

DUDA NARRANDO:

Quando saímos da boate, o frescor da noite mexicana nos cercou, mas o calor entre nós continuava a pulsar, como se o ar ao redor estivesse carregado com a eletricidade do nosso desejo. Eu olhei para Renato de lado, com um sorriso travesso brincando nos meus lábios, e ele não perdeu tempo. Num movimento rápido, me puxou pela cintura, colando nossos corpos outra vez. Seus braços fortes me seguravam, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me beijou novamente. O beijo era intenso, nossas línguas dançando juntas, como se não tivéssemos o menor interesse de parar.

Eu o envolvi pelo pescoço, deixando meus dedos se perderem entre os fios do cabelo dele, e o modo como ele me segurava, como se precisasse de mim tanto quanto eu dele, fazia meu coração disparar. A conexão entre nós era palpável, e cada segundo ao lado dele só parecia aprofundá-la.

Enquanto esperávamos o carro, estávamos tão imersos um no outro que eu mal notei o motorista estacionando ao nosso lado. Um homem de meia-idade com cabelos grisalhos saiu de um elegante Escalade preto, o mesmo carro que eu havia notado quando o vi no aeroporto. Renato, completamentecavalheiro, abriu a porta para mim com um gesto confiante.

— Entre, bella. — Ele disse com um sorriso malicioso.

Eu entrei primeiro, sentindo o toque do couro branco macio sob minhas mãos, os LEDs discretamente iluminando o interior, e o ar carregado com um suave aroma de menta. Assim que ele entrou ao meu lado, me puxou de volta para seus braços, e eu ouvi sua voz grave e sedutora dar as instruções ao motorista.

— Vamos para o meu apartamento.

Mal ele terminou de falar, nossas bocas se encontraram novamente. O carro se movia, mas eu estava completamente absorvida por ele. Sentia suas mãos percorrendo meu corpo com uma destreza que me fazia estremecer. Seus dedos passaram por debaixo do meu vestido, firmes em meu bumbum, explorando cada curva minha como se fosse sua pela primeira vez.

— Seu beijo é tão bom, você é tão linda, ragazza. — Ele sussurrou entre os beijos, com os olhos queimando de desejo.

Mordi meu lábio com um sorriso provocante, o puxando ainda mais para perto.

— Então não para de me beijar. — Eu disse, quase como um desafio, enquanto passava minhas mãos pelo peito dele, sentindo os músculos sob o tecido da camisa.

Cada vez que o carro se movia, nossos corpos se ajustavam, mais próximos um do outro, e o desejo crescia como uma onda impossível de segurar. Ele apertava meu corpo contra o dele, e eu podia sentir a rigidez entre suas pernas, o calor no ar aumentando a cada toque, a cada beijo. A ideia de fazer tudo ali mesmo passava pela minha mente mais de uma vez, e pelo jeito como Renato me beijava, sabia que ele também estava à beira de ceder.

Quando finalmente chegamos, eu mal sabia para onde estávamos indo. O motorista estacionou no subsolo de um edifício elegante. Renato saiu primeiro, me puxando pela cintura de novo, e caminhamos rapidamente até o elevador. Assim que as portas se fecharam, ele me prensou contra a parede, sua boca voltando a devorar a minha. Suas mãos exploravam meu corpo, descendo até minha coxa e subindo até o meio das minhas pernas, enquanto eu sentia sua ereção dura pressionar contra mim com força. Eu suspirei contra seus lábios, com os braços em volta de seu pescoço, o rosto apoiado no ombro dele para evitar as câmeras do elevador. A tensão magnética que eu sentia por aquele homem estava me deixando sem raciocinar direito.

Ele serviu duas doses de tequila, preparando limão e sal com a habilidade de quem já estava acostumado a impressionar.

Notei o sistema de som conectado à Alexa. Senti uma onda de animar ainda mais nossa noite passar por mim, e sem pensar duas vezes, pedi para tocar "Nostalgic". A batida suave da música preencheu o ambiente. Renato estava próximo, e enquanto a melodia começava a tocar, ele trouxe duas doses de tequila, com seus olhos encontrando os meus com uma intensidade quase palpável.

Quando ele desligou as luzes mais fortes, deixando apenas o brilho sutil do led azul e amarelo iluminando o espaço, a atmosfera mudou completamente. As cores refletiam nas paredes do apartamento, enquanto o céu estrelado lá fora parecia sincronizar-se com o momento. Era como se o universo tivesse nos envolvido naquela sensação única. A música era hipnotizante, misturando-se à vibração que preenchia o ar entre nós.

Fizemos um brinde, com nossos copos tilintando, e o olhar intenso que trocamos carregava uma confusão de expectativa e desejo. Virei a dose de tequila com facilidade, sentindo o calor descer pela garganta, enquanto Renato fez uma pequena careta ao saborear o amargor.

Eu não quis esperar mais. A intensidade do momento tomou conta de mim, e antes que pudesse raciocinar, puxei-o para mais perto e o beijei com desejo. Nossas línguas se encontraram, a pegada dele, firme e segura, me fez arrepiar. Suas mãos deslizavam pelo meu corpo com uma urgência que eu compartilhava. Sem pensar, envolvi minha perna em sua cintura, sentindo o tecido do meu vestido subir, deixando toda pele do meu bumbum exposta ao toque quente de suas mãos.

Ele me abriu, e as pequenas palmadas que deram no meu bumbum me fizeram soltar um gemido suave. Eu adorava a forma como ele sabia exatamente o que fazer, como me tocar. Renato começou a caminhar em direção à escada, subindo enquanto eu mantinha minhas pernas em torno de sua cintura. Beijei seu pescoço, mordiscando o lóbulo de sua orelha, sentindo o perfume dele tão próximo, tão intoxicante. Meu corpo inteiro estava em chamas, e quanto mais perto ficávamos do quarto, mais eu queria ele.

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