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Uma noite, uma vida romance Capítulo 87

DUDA NARRANDO:

Quando ele me entregou o copo, o líquido vermelho vibrante me chamou a atenção. Peguei o drink e sorri para ele, bebendo lentamente pelo canudo. A mistura era ardida, queimava a garganta e fazia os olhos lacrimejarem.

Horrível. Do jeito que eu gostava.

— Que delícia — falei, lambendo os lábios de forma provocante, o que fez o barman sorrir ainda mais.

Ele estava prestes a responder, mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, senti uma presença ao meu lado. Uma aura imponente, e o cheiro... amadeirado, intenso.

— Pode colocar esse drink na minha conta e preparar outro para ela — ouvi uma voz grave e sensual dizer.

Virei-me lentamente e meu coração disparou ao reconhecer o homem que apoiava o braço no balcão ao meu lado. Era ele, o homem do aeroporto. O mesmo que me fez perder o fôlego assim que cheguei na cidade. Usava uma polo azul clara, calça jeans e sapatênis, com os cabelos loiro-escuros jogados para o lado de forma despretensiosa, e aqueles olhos verdes intensos, que agora me olhavam com um sorriso provocante.

Ele era ainda mais lindo de perto, com a barba perfeitamente desenhada e dentes brancos que brilhavam.

— Gracias — agradeci, levando o copo aos lábios sem desviar o olhar dele.

Ele segurava um copo de uísque puro, tomando um gole logo depois de mim.

— De nada — ele respondeu, fazendo um sinal de brinde com seu copo e bebendo mais um pouco.

Joguei os cabelos para o lado, tentando manter a compostura, e virei outra dose do meu drink.

O barman já havia se afastado para preparar o próximo.

— Eu sabia que ia reencontrar você — ele sussurrou, aproximando-se perigosamente do meu ouvido, me fazendo arrepiar inteira.

Adorava esse jogo de sedução, então dei um passo para trás, sorrindo provocante.

— Eu conheço você? — perguntei, fingindo confusão.

— Ainda não, mas nos vimos no aeroporto. Quando eu cheguei no México — ele disse, sem desviar os olhos, com cada palavra mais envolvente do que a outra.

— Não me lembro — menti descaradamente, mexendo no canudo do meu copo.

— Engraçado, porque eu não consigo esquecer do seu olhar — ele respondeu com uma intensidade que fez minhas pernas tremerem.

Tentei mudar de assunto, porque estava começando a perder o controle da situação.

— O que você está fazendo aqui? — questionei, achando muito estranha a coincidência de reencontrá-lo na boate.

— No México? São negócios — ele disse, bebendo de forma despreocupada.

Eu me lembrava dele de terno, definitivamente com cara de executivo.

— Não, aqui no Love Story. Você não parece o tipo que frequenta boates assim — continuei, terminando meu drink.

— Pareço qual tipo? — Ele perguntou curioso franzindo o cenho e com um sorriso de lado.

— Parece mais o tipo que frequenta restaurantes caros e dorme cedo.

O barman entregou o novo drink, e eu o peguei, ainda observando o homem ao meu lado.

— Tive um dia difícil no trabalho, precisava relaxar. Pesquisei e descobri que essa era a melhor opção para a noite — ele disse, descontraído, mas havia algo magnético nele que me atraía cada vez mais.

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