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Uma noite, uma vida romance Capítulo 95

RENAN NARRANDO:

Sento-me no escritório de vidro no último andar, uma verdadeira fortaleza suspensa na selva de pedra da Cidade do México. O luxo ao meu redor reflete cada conquista da minha carreira, após herdar todas as fazendas e empresas dos meus pais. Minha cadeira de couro preto me envolve como um trono, enquanto levemente balançado, com a estrela da minha caneta Montblanc encostada em meus lábios. Meus olhos estão fixos no celular à minha frente, repetindo uma cena íntima que gravei na noite anterior.

Duda... o nome dela ecoa na minha mente enquanto o vídeo revelava o jeito safado com que ela se entregou a mim.

Eu pude sentir o cheiro da pele dela, o gosto, aquelas tatuagens... Ela era tão linda, tinha um sorriso de safada, era intensa de uma maneira que nenhuma outra mulher tinha sido até então comigo. Não era à toa que eu me pegava apertando minha calça, sentindo meu cacete crescer dentro da cueca só de pensar em repetir a dose.

Estava completamente obcecado em olhar pra ela, mas o som da porta sendo aberta abruptamente me fez desligar a tela do celular num reflexo rápido.

– Cazzo! — murmurei irritado — Não sabe bater antes de entrar? — Minha voz carregava um tom de impaciência.

Cláudio, meu advogado, assistente e amigo de longa data entrou com aquele ar de quem sabe que está prestes a levar uma bronca, mas que, ainda assim, não tem tempo para formalidades.

— Desculpa, Renan — disse ele, fechando a porta. — Acabei de falar com o representante daquela Construtora novamente. Eles baixaram ainda mais o preço. Tem certeza que você não quer comprar?

Eu o encarei por um segundo, colocando meu celular em cima da mesa e me ajeitando na cadeira. A ideia de fazer negócios no México, para mim, tinha se tornado uma piada.

— Não, Cláudio. — Respondi, ajustando minha gravata. — Por essa pechincha, devem ser falidos ou com mais dívidas do que a gente pode contar. Mandei investigarem os últimos investimentos deles, e parece que houve várias compras de cortiços para derrubarem, mas estão sem grana para construir novos edifícios

Ele se sentou de frente para mim, desabotoando o terno com aquele jeito descontraído que só ele tinha, mesmo nas situações mais tensas.

— E por que você não faz as construções desses edifícios? Tenho certeza de que o retorno financeiro seria excelente.

Suspirei, já farto daquele papo.

— Cláudio, no momento, eu quero tirar todos os meus negócios dessa cidade maldita. Não construir. Então avise que continuo desinteressado, e não me fale mais desse assunto.

A expressão dele mudou levemente, mas ele sabia que quando eu tomasse uma decisão, era definitiva.

Ele deu de ombros.

— Tudo bem, você que sabe. — Ele se inclinou na poltrona. — Você tem uma reunião com a Vittoria por videochamada daqui quinze minutos.

— Ótimo. — Respondi sem olhar para ele, com os olhos já fixos no notebook. — Estou ansioso para tirar todos os meus investimentos da carteira dela o mais rápido possível.

Cláudio me encarou como se estivesse ouvindo aquela decisão pela milésima vez, mas ainda não conseguia aceitar.

— Eu ainda acho uma idiotice você fazer isso. — Ele me repreendeu, insistente. — A Vittoria fez seu dinheiro triplicar na bolsa de valores e, agora com essas criptomoedas, você está jogando por uma oportunidade de ouro.

Minha paciência começou a se esgotar, e o volume da raiva cresceu.

— Você não tem que achar nada sobre o que faço com meus investimentos, Cláudio. O dinheiro é meu — Levantei da cadeira, com a tensão crescendo em meus músculos. — Fazer negócios com a Vitória hoje significa dar dinheiro para aquele desgraçado do Rodrigo, e disso, eu cansei.

Fui até o armário, coloquei um pouco de uísque puro, sentindo o líquido queimado em minha garganta, mas aliviando a raiva.

— Negócios são negócios, Renan. Não pode deixar o quê a Micaela tenha feito com o Rodrigo interferir nas suas decisões.

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