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Uma nova chance para o Ceo romance Capítulo 98

Lizandra Narrando

Assim que a Sophie me disse que a mãe dela estava lá embaixo, um ódio tomou conta de mim tão forte que senti meu corpo inteiro ferver. Aquela mulher desgraçada não tinha o direito de aparecer do nada, muito menos de invadir a paz que a Sophie tanto lutou pra conquistar. Acompanhei ela até a portaria, firme, pronta pra o que fosse. Me coloquei ao lado da Sophie, do jeito que sempre fiz. Meu lugar é ali, protegendo ela de qualquer coisa que tente machucá-la principalmente da própria família.

Quando vi a velha abrindo os braços como se tivesse feito alguma coisa boa na vida, minha mão fechou sozinha. Minha vontade era de voar nela, juro por tudo. E a Samantha, aquela ridícula sempre foi um poço de inveja. Sempre se doeu com a beleza da Sophie, com a força dela, com tudo que ela representa. Ficava tentando diminuir a Sophie porque sabia que nunca ia chegar aos pés dela.

— Você mora bem, hein? — disse a Samantha, com aquele deboche nojento. Me deu nojo.

Eu tava prestes a perder o controle, a voz da Sophie tremendo de tanto nervoso. O jeito que ela tentava se manter firme me partiu o coração. A mãe dela jogando palavras como se não tivesse feito nada. Samantha inventando aquelas mentiras absurdas. E eu ali, respirando fundo pra não fazer uma besteira.

A situação ficou insustentável. Sophie tremeu, ficou pálida. Eu vi o desespero nos olhos dela e comecei a sentir medo de verdade. E justo nessa hora, graças a Deus, o Jhon chegou.

Ele viu o que estava acontecendo e nem pensou duas vezes. Interviu com os seguranças dele, mandando tirarem as duas dali. Mas o meu foco já era outro. Sophie não tava bem. Os olhos dela começaram a revirar e, antes que eu conseguisse reagir, ela desmaiou.

— SOPHIE! — gritei.

Mas Jhon foi mais rápido. Ele correu e segurou ela no colo antes que caísse de vez no chão. O desespero me dominou. Meu coração disparou e uma angústia tomou conta do meu peito. Saí correndo atrás dele, tremendo, com as mãos suando. Aquela imagem dela apagada, pálida, nos braços do Jhon me rasgava por dentro.

Entrei no carro. Jhon colocou a cabeça da Sophie no meu colo e eu segurei firme, alisando o cabelo dela, tentando conter as lágrimas.

— Fica comigo, por favor — eu sussurrava, quase sem voz.

O Jhon dirigia feito um louco, desviando dos carros, buzinando, abrindo caminho. Eu só conseguia olhar pra Sophie. O rosto dela sem cor, os olhos fechados, o corpo mole.

— Ela vai ficar bem — Jhon falou, tentando me acalmar, mas a voz dele também tremia.

Cada segundo naquele carro parecia uma eternidade. Minha mente girava em mil direções. E se ela não acordasse? E se tivesse acontecido algo sério com as crianças? Eu nunca me perdoaria. Aquela mulher apareceu só pra machucar de novo. E conseguiu.

Chegamos ao hospital. Jhon saiu do carro com Sophie nos braços e eu corri ao lado, gritando com a recepcionista:

— Ela desmaiou. Precisamos de ajuda, Agora! Ela tá grávida de Gêmeos.

Os enfermeiros vieram com a maca e levaram ela direto. Eu quis ir junto, mas me barraram na porta. Jhon segurou minha mão. Eu tremia tanto que mal conseguia ficar de pé.

— Ela é forte, Liz. Vai sair dessa. — ele disse.

Mas naquele momento, tudo que eu sentia era medo. Um medo sufocante de perder a minha melhor amiga, ou dela perder as nossas meninas.

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