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Vendida ao Sheik romance Capítulo 106

Narrado em terceira pessoa

O sol da manhã mal aquecia o jardim da frente. Khaled e Lara tomavam café em silêncio na varanda, o cheiro de cardamomo e pão fresco preenchendo o ar. Ela estava quieta, com os olhos levemente inchados de sono, e ele a observava com a mesma paciência felina de sempre.

Tudo parecia calmo.

Até que a calmaria foi quebrada pelo som de vozes se exaltando do lado de fora dos portões.

Gritos.

Um deles... familiar.

— NATÁLIA! ME DIZ ONDE MINHA FILHA ESTÁ, KHALED! SEU MALDITO!

Lara se levantou bruscamente. O corpo congelou por um segundo. Ela reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

— É o meu pai.

Khaled ergueu os olhos lentamente. Bebeu mais um gole de café, impassível.

— Ele não vai entrar — disse, seco.

— Deixa ele entrar — insistiu Lara, firme. — Quero ouvir o que ele tem a dizer.

Ele não respondeu de imediato. Cruzou os braços e observou os seguranças tentando conter Alberto do lado de fora. O homem gritava, suado, desesperado. A dignidade havia ficado no caminho.

Por fim, Khaled assentiu com a cabeça. Um gesto.

Os portões se abriram.

Dois seguranças acompanharam Alberto até o jardim. Ele vinha com as roupas amarrotadas, o rosto tomado por olheiras e um desespero que quase era visível. Assim que viu Lara, caiu de joelhos.

— Por favor… por favor, minha filha… me diz onde a Natália está. Eu te imploro!

Lara se manteve parada. O corpo ereto. O rosto sem reação.

Khaled cruzou as pernas, como quem assiste um espetáculo anunciado.

— A Natália? — ele disse, a voz baixa, cruel. — Está com um homem. Um porco gordo que pagou bem. Deve estar aproveitando cada segundo.

Alberto gritou. Um grito doído, rasgado de dentro do peito.

— Seu desgraçado! Eu vou te matar!

Se lançou pra cima de Khaled.

O HOMEM QUE RESTOU 1

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