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Vendida ao Sheik romance Capítulo 147

Adir

Ordenei que meus homens capturassem as duas mulheres durante o evento daquela noite. A instrução foi direta, objetiva. Nenhuma margem para erro. Ainda assim, apenas Laila foi trazida até mim. Quando questionei sobre Leila, informaram que ela havia deixado Dubai horas antes. Foi procurada nas ruas próximas, na residência da mãe, nos lugares que frequentava, mas não estava mais na cidade.

Respirei fundo, contendo a irritação. Leila não fugiu por acaso. Ela percebeu que algo daria errado e decidiu desaparecer, abandonando Laila. Se ambas tivessem saído juntas, sozinhas, sem a proteção de um homem, certamente chamariam atenção. Leila sabia disso. Preferiu salvar a própria pele.

Laila foi colocada de joelhos à minha frente. As mãos presas atrás do corpo, o rosto marcado pelo medo.

Adir:

— Você não deveria ter cruzado o meu caminho, Laila. Eu a avisei para permanecer distante, seguir sua vida com discrição. Mas você conspirou contra mim. Contra mim e contra o meu nome. Junto com aquele homem miserável.

Laila:

— Por favor… pelos momentos que vivemos… não faça isso comigo. Me deixe ir. Eu prometo sair de Dubai, desaparecer. Nunca mais voltarei a olhar para você. Por favor… não me mate.

Soltei uma risada baixa, carregada de desprezo.

Adir:

— Momentos? Quais momentos? Aqueles em que você era paga para fingir afeto? Não houve nada entre nós além de interesse. Nada digno de lembrança.

— Raspe o cabelo dela.

Farid aproximou-se com a máquina. O som cortante ecoou no salão silencioso. Os fios de cabelo caíram um a um sobre o chão de mármore. Laila começou a chorar de forma descontrolada, implorando, tentando se soltar. Ordenei que fosse amarrada à cadeira com mais força.

Aproximei-me lentamente.

Adir:

— Agora escolha, Laila. Você pode ser colocada em uma caixa lacrada, enviada à sua mãe… ou pode morrer queimada. Hoje estou sendo generoso. Escolha como quer morrer.

Laila:

— Não… por favor… eu aprendi. Eu nunca mais vou me meter no seu caminho. Pense na minha mãe… ela não merece isso. Por favor… eu quero que você seja feliz com Nayla.

Zayd deu um passo à frente, o olhar duro.

Zayd:

— Engraçado como o arrependimento sempre chega tarde. Quando você planejou destruir o casamento de Adir, quando tentou dopá-lo e armou aquela encenação patética, não pensou em ninguém. Pessoas como você têm uma consciência conveniente. Hoje choram, amanhã apunhalam.

Laila:

— Pensem na minha mãe… ela é doente…

Zayd:

— A condição da sua família não nos diz respeito. Se ela adoecer, haverá médicos. Se sofrer, aprenderá que escolhas têm consequências. Não suje as mãos, Adir. Vamos levá-la ao pátio superior.

Assenti sem hesitar.

Adir:

— Não faremos isso em público. Há convidados, investidores, homens importantes. Não convém causar tumulto. Levem-na para cima.

Ela foi arrastada pelos corredores. Gritava, chorava, implorava. No pátio interno, os pneus já estavam preparados. A gasolina foi despejada lentamente sobre o corpo dela. O cheiro tomou o ar.

Adir:

— Saiba de uma coisa, Laila. Eu encontrarei Leila. E ela terá exatamente o mesmo destino. Você não ficará sozinha no inferno.

Risquei o fósforo.

O fogo subiu rápido. Os gritos foram altos, desesperados, até se transformarem em silêncio. Observei sem desviar o olhar. Cada segundo foi necessário.

Capítulo 147 1

Capítulo 147 2

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