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Vendida ao Sheik romance Capítulo 149

Pashir

Nós já estávamos atravessando o salão principal do evento quando o assistente de Adir se aproximou com urgência. O baile seguia impecável — música elegante, convidados influentes, taças de cristal circulando — mas algo claramente havia saído do controle.

— Senhor, houve um desentendimento — disse ele em tom baixo. — Envolve Khandra e Maisha.

Por alguns segundos, eu não compreendi.

Khandra estava tranquila quando conversamos mais cedo. Serena. Segura. Eu sequer sabia que ela viria ao evento naquela noite. Quanto a Maisha… eu já imaginava que aquele encontro não terminaria bem, mas não daquela forma.

Caminhei rápido na direção indicada. Quando cheguei, a segurança já havia separado as duas. Khandra ainda respirava com dificuldade, o olhar firme, a postura intacta. Maisha, por outro lado, chorava alto, chamando atenção ao redor.

Pedi que todos se afastassem.

Adir observava à distância, sério, atento. Ele não interferiu. Sabia que aquilo era meu assunto.

Olhei para Khandra. O segurança a soltou imediatamente.

— Vamos embora — falei apenas.

Mandei buscar o carro. Me despedi de Adir com um aceno breve e seguimos em silêncio até o estacionamento. Durante todo o trajeto até o veículo, Khandra não disse uma palavra. Entramos. Eu mesmo dirigi.

O silêncio dentro do carro era pesado. Não de raiva, mas de algo mais denso: expectativa.

Respirei fundo antes de falar. Eu não queria transformar aquilo em uma discussão.

— Você quer me contar o que aconteceu… ou prefere ficar em silêncio? — perguntei, com calma.

Ela respirou fundo e pediu que eu diminuísse a velocidade.

— Eu preciso que você saiba de uma coisa antes de qualquer versão que você escute — disse, olhando diretamente para mim. — Eu só reagi depois que ela me agrediu.

Continuei dirigindo, atento.

— Ela me abordou dizendo que eu estava atrapalhando a “família” dela — continuou. — Disse que eu não tinha o direito de estar ao seu lado porque não posso te dar filhos. Disse que eu deveria sair do caminho para você “fazer o que é justo”.

Fechei a mandíbula.

— E o que você respondeu? — perguntei.

— Que eu nunca impediria você de ser pai — disse. — Que seu filho será respeitado, cuidado, honrado. Mas que eu não aceitaria ser descartada como se não fosse sua esposa.

Um sorriso involuntário escapou de mim.

Ela cruzou os braços e me encarou.

— Posso saber o que foi engraçado?

— A sua postura — respondi. — Você não abaixou a cabeça. Não se explicou demais. Não implorou. Isso diz muito sobre você.

— Aquela mulher tentou me provocar — continuou. — Me chamou de egoísta, insinuou que eu estava tentando te prender. E quando eu deixei claro que não sairia da sua vida, ela perdeu o controle.

— E te bateu.

— Sim. E eu devolvi.

Soltei um leve riso, dessa vez contido.

Capítulo 149 1

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