Khandra
Assim que entramos na casa, Pashir fechou a porta atrás de nós com um movimento firme, como se quisesse isolar o mundo inteiro do lado de fora. Eu ainda carregava o peso dos dias no hospital com Omar, o cansaço físico, a tensão emocional… mas bastou ele me olhar daquele jeito para tudo isso se misturar com desejo.
Ele me puxou pela cintura e me jogou no sofá sem delicadeza alguma. Não foi violência — foi fome. Fome acumulada de dias em que o corpo precisou esperar enquanto a vida exigia força.
Eu ri, provocando.
Ele se abaixou, rasgou minha lingerie sem cerimônia, levou o tecido até o rosto, respirou fundo e guardou no bolso, como se fosse um troféu. Aquilo fez meu corpo reagir na hora.
Pashir tirou a camisa devagar, sem pressa, consciente do efeito que causava. O corpo dele era forte, marcado por disciplina e poder. Ele se ajoelhou entre minhas pernas e me tocou como quem já conhecia cada reação minha.
Quando a boca dele me alcançou, eu perdi o controle.
— Não para… — minha voz saiu baixa, quebrada, sem filtro.
Os dedos dele me prenderam, firmes, precisos. O ritmo era calculado para me tirar o ar, para me lembrar exatamente de quem eu era quando estava com ele. Quando gozei, foi intenso, quase doloroso, e ele não se afastou até sentir tudo.
Antes que ele dissesse qualquer coisa, me ajoelhei diante dele.
— Agora é a minha vez — murmurei, olhando direto nos olhos.
O sorriso dele foi lento, perigoso.
Ele se livrou da roupa com pressa dessa vez, e eu o provoquei sem piedade, usando a boca, a língua, as mãos, ouvindo cada respiração pesada, cada gemido contido. Quando ele perdeu o controle, eu sabia que tinha feito exatamente o que queria.
Ele me puxou de volta para o sofá, me colocou de quatro e me tomou com força. O impacto me arrancou um gemido alto demais para quem vive cercada de empregados — mas, naquele momento, eu não me importava.
— Diz meu nome — ele ordenou, a voz rouca.
— Pashir… — gemi, sentindo as pernas falharem.
O ritmo aumentou, intenso, possessivo. Quando gozei novamente, foi junto com ele. Caímos no sofá, ofegantes, e ele me beijou com força, como se quisesse me ancorar ali.
Eu já estava pronta para continuar quando o celular dele começou a tocar.
Ele ignorou. Tocou de novo.
Suspirei.
— Atende — falei. — Se insistem assim, é porque é importante.
Ele olhou a tela. Sahir.
Colocou no viva-voz enquanto beijava meu pescoço.
Ligação
Sahir:


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