Khaled
O silêncio se instalou entre nós depois que Lara revelou que era virgem.
Eu a encarei, surpreso.
— Como assim? Você ainda é virgem? — perguntei, ainda processando a informação.
Ela me olhou de lado e cruzou os braços, como se estivesse pronta para se defender.
— Eu sou o tipo nerd, sabe? Prefiro ficar em casa lendo livros e vendo filmes do que sair para baladas e conhecer homens.
Eu soltei um riso baixo, deixando meu olhar vagar por seu rosto. Ela era linda. Como nenhum homem antes de mim havia se encantado o suficiente para ser o primeiro?
— Então, vamos esperar até amanhã. — Falei, me inclinando levemente para perto dela. — Vamos fazer a sua primeira vez ser especial, depois do nosso casamento.
Seus olhos se arregalaram levemente antes de ela desviar o olhar.
— Você disse que gosta de livros e filmes. — Mudei de assunto, vendo que ela ainda estava um pouco desconfortável.
— Sim, gosto muito.
— Qual filme você quer ver?
Ela sorriu de leve, pensativa.
— Harry Potter.
Minha expressão deve ter sido evidente porque ela riu.
— Você não gosta de Harry Potter?
— Não entendo muito bem essa história — confessei, dando de ombros.
Lara me olhou como se eu tivesse falado a maior heresia do mundo.
— Eu gosto de controlar as coisas que são minhas.
Soltei as palavras de forma intencional, e meu sorriso carregava um significado que fez Lara desviar o olhar, visivelmente sem graça.
Coloquei Harry Potter para rodar na televisão e nos acomodamos melhor na cama. Enquanto assistíamos, comíamos e comentávamos algumas cenas. Lara ria e gesticulava enquanto falava sobre os personagens e as diferenças entre os livros e os filmes.
Eu apenas observava.
Aos poucos, ela começou a ficar mais relaxada, e em determinado momento, sem perceber, ela encostou a cabeça no meu peito e fechou os olhos.
Fiquei imóvel por alguns instantes, sentindo sua respiração tranquila contra minha pele. Então, levei uma das mãos ao seu cabelo e comecei a fazer carinho.
Olhei para o rosto adormecido dela e sorri para mim mesmo.
— Você é uma joia mais rara do que eu pensava — murmurei, baixinho.
E naquela noite, pela primeira vez, dormimos juntos, mas sem a necessidade de nada além da paz daquele momento.

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