OLIVIA
Eu estava deixando meus filhos pela primeira vez e ia ficar fora por um tempo, e isso não me deixou nada bem. Eu deveria ter partido ontem com Nathan, mas não consegui. Tínhamos uma reunião marcada logo cedo lá. Por isso eu me encontrava no aeroporto, sentada em um avião para Macau, esperando a decolagem.
Eu teria de ir direto do aeroporto para a reunião. Meu marido também ia viajar naquele dia. Ele adiou o plano dele para passar tempo comigo e com as crianças. Eu achava que deixar as crianças para trás incomodava nós dois.
Eu não sabia se eles tinham mandado os homens deles me seguirem até Macau. Eles nunca me disseram nada. No entanto, eu não me sentia preocupada, mesmo que Nathan quisesse fazer alguma coisa, ele faria isso em Vila Nova, não no exterior. Pelo menos eu esperava que não. Por fim, decolamos e eu adormeci. Eu fui acordada pela aeromoça quando pousamos.
As pessoas já estavam desembarcando. Eu peguei minha bolsa e saí também. Quando saí do desembarque, Nathan estava lá me esperando. Ele chamava atenção, parado ali, elegante no terno. Quando finalmente me avistou, um sorriso se abriu no rosto dele, deixando-o ainda mais bonito.
Eu esperava que ele não estivesse aprontando nada. Seria um desperdício perder um homem tão bonito.
— Sra. Walker, está pronta.
Eu não estava, mas assenti mesmo assim. Não havia mais nada que nós pudéssemos fazer. Já estávamos ali e a reunião estava prestes a começar.
— Vamos dar o pontapé inicial nas negociações.
Ele me conduziu até o carro e nós fomos para a empresa. Eu nem consegui me trocar, pois estávamos com o tempo apertado.
— Não se preocupe, você está ótima.
Nós descemos e entramos. Minhas mãos começaram a suar. Havia uma coisa que eu odiava mais do que qualquer outra: conhecer pessoas novas. Nunca se sabia o que iria acontecer ao conhecer pessoas novas. Ou elas já odiavam você de primeira, ou gostavam de você de primeira. Uns fingiam e sorriam, outros não escondiam o desdém. Era tudo horrível. Não importava quem você fosse, a menos que fosse alguém como meu marido e o falecido Nick Jones.
Nós entramos e fomos bem recebidos pela assistente pessoal. Ela nos levou até a sala onde a reunião ia acontecer. Um homem já estava lá quando entramos. Eu não sabia quem ele era, mas ele sorriu e se levantou quando nos viu.
— Bom dia, vocês devem ser do Grupo Jones, devem ser os CEOs.
Nathan estendeu a mão para um aperto.
— Sim, eu sou Nathan Walker, e esta é minha co-CEO, Srta. Olivia Walker.
Por que ele me apresentou como Senhorita em vez de Senhora? Eu afastei esses pensamentos. Ele podia ter se enganado. Eu estendi a mão e o homem a apertou, olhando para mim. Eu puxei a mão de volta e recuei um passo.
— Vão ter de perdoar minha aparência. Vim direto do aeroporto.
Ele sorriu.
— Sem problemas, você está... fofa.
Eu franzi a testa, mas, antes que eu dissesse qualquer coisa, entraram mais dois homens. Eles se apresentaram. O que nós tínhamos encontrado era o COO. Os que entraram eram o CEO e o assessor jurídico deles.
Pareceu um bom começo, e eles pareciam ansiosos, ou não haveria necessidade da equipe jurídica. A reunião transcorreu bem, e o COO nos acompanhou para fora.
— É por isso que eu gosto de trabalhar com você. Vamos, vamos embora.
Nós fomos para o hotel. Eu tomei banho, comi alguma coisa e dormi. Quando acordei, já era final da tarde. Havia no meu quarto um carrinho com comida e um bilhete.
— Coma e venha me encontrar no lounge.
Era de Nathan. Eu comi, tomei banho de novo e então fui ao lounge para me encontrar com ele. Ele estava com uma bebida na mão.
— Você chegou. Parece bem descansada.
Eu assenti e me sentei.
— Certo, dê uma olhada neste documento. Foi o que eu redigi depois da nossa reunião de manhã.
Eu peguei o documento e fui lendo. Um garçom veio e anotou meu pedido. Nathan ficou ali em silêncio enquanto eu examinava o documento. Minha bebida chegou e eu fui dando goles enquanto lia. Não demorou para eu começar a sentir sono de novo.
— Acho que ainda estou cansada. Vou subir para descansar mais um pouco. Mas isto está bom. Eu gostei. Cobre tudo o que discutimos, envie para eles e peça a opinião deles.
Eu o deixei ali. Eu mal consegui manter os olhos abertos enquanto me afastava. Talvez eu tivesse subestimado o quanto eu estava cansada. Voltar para o meu quarto pareceu uma missão. Meus olhos estavam tão pesados que eu mal conseguia mantê-los abertos.
Quando cheguei ao quarto, eu fui direto para a cama e apaguei antes mesmo de minha cabeça encostar no travesseiro.

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