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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 152

POV/ LORENZO FERRARO

— Não é isso, Ethan. Eu não estou querendo "comer" ninguém — rosnei, sentindo o rosto esquentar. — Eu nunca fiz isso. Nunca fui a um encontro, nunca namorei. Você sabe como a minha vida foi: o Dominic, a vingança, os negócios. Sexo para mim sempre foi algo funcional, rápido, às vezes a três para não ter que criar vínculo. Eu não sei tratar uma mulher que não seja uma p****.

Ethan parou de rir. Ele me olhou com uma seriedade rara, avaliando o estrago que a minha criação tinha feito.

— Você está preocupado com a sua noiva, não está? Com a Antonella — ele adivinhou. — Lorenzo, eu estou entregando a minha irmã para você. Sei que vai cuidar bem dela. Mas saiba de uma coisa: se você não cuidar, se ela chorar por sua causa... eu sei usar uma arma muito bem.

Eu olhei para ele de volta, o olhar frio de um Conselheiro assumindo o controle.

— E eu sei usar uma faca muito bem, Ethan. Não esqueça disso.

Ele sorriu, o clima de ameaça se dissipando em camaradagem mafiosa.

— Ótimo. Então o plano é esse: chegamos na boate, você enquadra a sua garçonete assustada e deixa ela falar. Não interrompa. Só escuta. Se você quer que a Antonella te ame, precisa aprender a não ser o monstro que a Siena vê.

Chegamos na frente da La Inferno. As luzes neon vermelhas cortavam a escuridão da rua, prometendo pecados e segredos. Saímos do carro e eu senti o "frio na barriga" voltar. Eu já encarei fuzis, já fui torturado em uma cruz de ferro, mas a ideia de ter que ouvir as verdades de uma garota de vinte e poucos anos estava me deixando mais tenso do que qualquer combate.

Ajustei o punho da camisa sobre o gesso e olhei para a entrada.

— Vamos acabar com isso — murmurei.

Entramos na La Inferno e o som dos graves parecia martelar diretamente nas minhas costelas quebradas. O clima era de eletricidade pura; o octógono no centro da boate já estava montado para as lutas de aquecimento. O pré-combate era dia 14, e os soldados estavam sedentos por sangue e apostas.

Escolhemos uma mesa no mezanino, um ponto estratégico de onde podíamos vigiar todo o salão e o ringue. Ethan sentou-se ao meu lado, ainda focado no celular, mas com os olhos atentos às táticas de luta lá embaixo.

— Quero testar um cara amanhã — Ethan comentou, sem desviar os olhos da tela. — Preciso ver como está o tempo de reação dos nossos novos recrutas. Me lembra de analisar a guarda daquele peso-médio depois.

Eu mal ouvi. Meus olhos varriam o salão em busca de um rosto específico. Quando a bebida chegou, foi Luara quem serviu. Depois, um garçom trouxe os petiscos. Nada da Siena.

— Cadê a outra garçonete? — rosnei para o homem, a paciência por um fio.

— Ela está na cozinha, senhor Ferraro. Ajudando com a organização.

Bati com a mão boa na mesa, sentindo a vibração subir pelo braço. Era sempre a mesma m****. Ela estava se escondendo.

— Já volto — avisei ao Ethan, levantando-me com dificuldade. A roupa de compressão rangia sob o terno.

— Não demora, Lorenzo. A luta principal começa em dez minutos e eu quero comentar a tática de solo com você — Ethan avisou, divertido com o meu estresse.

Desci as escadas pisando alto. O ego estava em carne viva. Atravessei a boate como uma tempestade silenciosa, ignorando os cumprimentos dos soldados. Encontrei Luara perto da área de serviço.

— Onde ela está? — perguntei, seco.

— Lá atrás, Lorenzo... nos fundos, perto do descarte — ela respondeu, assustada.

CAP. 165 - Suas mãos pequenas agarraram a gola da minha camisa, puxando-me para baixo, e os lábios dela colaram nos meus. 1

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