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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 4

POV/ DOMINIC

Enquanto o comboio rugia em direção à catedral, eu observava o dorso das minhas mãos. Os calos nos dedos e as cicatrizes nos nós dos dedos eram o meu currículo. Eu me tornei um assassino para que meus irmãos pudessem comer; transformei meu peito em uma câmara de vácuo, guardando cada resquício de emoção em uma caixa de chumbo e jogando-a no fundo do Mar Tirreno. Agora, só restava o ódio, puro, destilado e letal.

A "Princesa de Prata" achava que teria um casamento de contos de fadas. Ela não sabia que o monstro estava chegando para queimar o castelo e arrastá-la de volta para o esgoto de onde eu nunca deveria ter saído.

— Lorenzo, entre pelos fundos! — ordenei pelo comunicador, minha voz plana, sem a pressa dos amadores. — Eles vão usar as mulheres como escudo, mas Alessia é o meu único alvo. Não desperdicem munição com figurantes.

O caos é a minha melodia favorita. O som das portas de carvalho explodindo e dos vitrais centenários estilhaçando sob o chumbo da minha equipe era o único hino que aquela igreja de traidores merecia. Assim que a névoa de poeira e pólvora baixou, eu a vi no altar.

O tempo pareceu desacelerar, esticando-se como um fio de seda prestes a romper. Ela era... irreal. O cabelo prateado brilhava sob a luz filtrada pelos vitrais quebrados, emoldurando um rosto de traços nobres e sobrancelhas marcantes. Os olhos verdes, de um tom tão profundo que pareciam esmeraldas brutas, fixaram-se em mim. Ela parecia um anjo caído no epicentro do inferno que eu acabara de arquitetar.

Eu esperava lágrimas. Esperava o colapso patético de uma mulher desmoronando em terror. Mas quando nossos olhos se travaram, ela não recuou um milímetro. Ela me encarou com uma fúria gélida, um desafio silencioso que disparou um arrepio elétrico pela minha espinha. Sob a máscara de Michael Myers, um sorriso distorcido e cruel surgiu nos meus lábios. Isso vai ser divertido.

O noivo, um idiota chamado Marcellos, tentou brincar de herói. Ele disparou, e senti o impacto quente da bala rasgando a carne do meu braço. A dor não foi um obstáculo; foi o combustível que faltava. Sem hesitar, devolvi o fogo com uma precisão cirúrgica no joelho dele. O grito que ecoou pela catedral foi música para os meus ouvidos enquanto ele desabava, manchando o mármore sagrado com o sangue medíocre da Eslovênia.

Caminhei pelo corredor central com a calma de um proprietário inspecionando suas terras. Meus homens neutralizavam os seguranças com a eficiência de carrascos. Eu não corria; eu estava marcando meu território.

CAP. 4 - Psicopata mafioso 1

CAP. 4 - Psicopata mafioso 2

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