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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 84

( Dois cap. em UM PARA VALER POR ONTEM))

Danielly e Patricia- me desculpem por deixar vocês esperando... E me desculpe a todos que fiquei muito, muito oucupada e não consegui.....

POV: ALESSIA LOMBARDI

Demorei horas para conseguir acalmar a Siena. Ela tremia tanto que parecia que seus ossos iam quebrar, mas não me explicou nada. O olhar dela estava longe, fixo em um ponto invisível de puro terror. A única coisa que ela repetia, entre soluços sufocados, era que precisava ir embora agora mesmo. Tentei explicar que o helicóptero seria providenciado, mas que ela deveria esperar pelo menos a poeira baixar.

Eu não queria usar o pânico dela como desculpa para falar com o Dominic; ele já andava estranho, com a cabeça em algum lugar que eu não alcançava, e o Lorenzo... bom, o Lorenzo parecia uma bomba prestes a explodir. Siena se trancou no quarto comigo e de lá não saiu nem para respirar.

O jantar daquela segunda noite foi um velório em vida. Dominic estava na cabeceira, mantendo aquela máscara de Capo impecável, mas Lorenzo estava sentado à nossa frente com a cara mais feia que já vi. Ele não encostava na comida. Apenas encarava a Siena com um olhar predatório, como se ela fosse um enigma que ele odiava não conseguir resolver.

— Trate ela direito, Lorenzo — Dominic rosnou, a voz baixa e autoritária. — Ela é minha convidada e minha amiga. Seja cordial. Amanhã cedo ela irá embora, mas a partir de agora você vai manter a porcaria da sua arma no coldre e o seu temperamento sob controle.

Lorenzo não respondeu. O silêncio dele foi pior que qualquer grito.

Na manhã do terceiro dia, vi o helicóptero partir levando a Siena. Senti um aperto no peito; eu queria protegê-la, mas havia algo muito maior acontecendo, algo que ela não queria que eu soubesse. Com a partida dela e o fim do meu ciclo menstrual, não havia mais desculpas para ficar parada. Era hora de voltar ao treinamento.

Eu esperava que o Dominic me treinasse, mas ele e o Lorenzo sumiram. Saíram às pressas para resolver algum problema da família que ninguém se deu ao trabalho de me explicar. Fui deixada para trás naquela fazenda, cercada por soldados e pelo silêncio, sem saber se eles voltariam no dia seguinte ou nunca mais.

Quem assumiu meu treino foi o Canário. E ele foi um carrasco.

Quinta, sexta e sábado foram dias de pura dor. O Canário não tinha a paciência do Dominic e muito menos a condescendência que alguns homens têm com mulheres. Ele me pressionou até o limite. Meus músculos gritavam, meus pulmões queimavam, mas eu não parei. Cada golpe que eu desferia no saco de areia era um pedaço da minha antiga fraqueza ficando para trás.

— Você está lenta, Alessia! De novo! — ele gritava, e eu voltava a lutar.

No domingo. Eu estava exausta, coberta de suor. Mas eu queria mostrar ao Dominic que a garota que ele sequestrou estava morrendo, e que em seu lugar, estava nascendo alguém que ele não conseguiria esmagar tão facilmente.

O Canário estava sendo um carrasco, mas havia algo diferente hoje. Ele soltou a arma e subiu no tatame.

— Agora é corpo a corpo. Quero ver se você aprendeu a usar o peso do seu oponente contra ele — ele rosnou.

O Canário não facilitava. Ele atacava rápido e os seus socos eram certeiros; eu precisava desviar com tudo o que tinha para não ser atingida em cheio. Às vezes ele me acertava, mas nunca com força total para não me machucar de verdade. Eu me movimentava pelo tatame o mais rápido que conseguia, sentindo minha respiração curta e o suor escorrendo.

Em um certo momento ele esticou o braço tentando me agarrar pelo pescoço. No reflexo, eu me abaixei e o braço dele passou no vazio, por cima da minha cabeça.

Aproveitei a brecha no mesmo segundo. Levantei desferindo um soco forte no antebraço dele, desviando sua atenção e antes que ele pudesse se recuperar, passei a perna por trás das dele. Dei uma rasteira seca. O Canário perdeu o apoio e caiu de joelhos no tatame, soltando um grunhido de surpresa.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som da minha respiração ofegante e descompassada. Olhei para aquele homem enorme no chão e uma descarga de adrenalina atingiu meu peito. Eu ri. Uma risada alta, vitoriosa, sentindo pela primeira vez que eu não era apenas uma boneca sendo moldada, mas uma lâmina sendo forjada no fogo.

— Não cante vantagem antes do tempo.

A voz veio das sombras, profunda, carregada de uma autoridade que me fez travar no lugar. Um arrepio gélido subiu pela minha espinha, mas não era de medo. Era algo que começava no baixo ventre e subia como fumaça.

Dominic estava encostado na parede com os braços cruzados sobre o peito largo tencionavam o tecido da camisa escura, desenhando os. Ele me observava com aqueles olhos bicolores que pareciam perfurar não só a minha pele, mas a minha alma.

— Se você se deixar levar pela euforia de um acerto, o inimigo te derruba no segundo seguinte — ele continuou caminhando lentamente para dentro do tatame. Cada passo dele parecia diminuir o oxigênio do lugar. — A confiança excessiva é a fenda na armadura.

Senti minha garganta secar. Meus olhos traíram minha vontade e desceram involuntariamente para os braços dele, onde as veias saltavam sob a pele bronzeada. O cheiro dele sândalo e algo puramente masculino começou a me envolver.

— Por que você não vem aqui então? — desafiei. Limpei o suor da testa com as costas da mão, sustentando o olhar. — Vem aqui e me derruba você mesmo, se eu sou tão fácil assim de ler. Ou está com medo de uma Lombardi?

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