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A Ascensão da Menina Indesejada romance Capítulo 166

A Rua da Paz fervilhava com o alvoroço das multidões.

De repente, uma saraivada de palavrões explodiu de dentro de um cassino.

Um dos atendentes brutamontes rosnou: "Sem dinheiro? Cai fora! Acha que isto aqui é caridade?"

Dois seguranças parrudos arremessaram um jovem porta afora.

Depois de uma sequência de socos e pontapés, o rapaz só conseguiu encolher-se em posição fetal, braços protegendo a cabeça, apavorado demais para revidar.

No meio do vai e vem barulhento, ninguém parou para olhar.

Afinal, cenas assim não eram novidade.

De cada dez apostadores, nove saíam derrotados. Essa era a dura realidade de quem entrava naquele antro de jogo.

No melhor dos casos, perdiam tudo. No pior, a família se despedaçava.

Para o povo, esses jogadores não mereciam pena.

Quando os seguranças se afastaram, o homem se ergueu devagar, ainda gemendo da surra.

Cuspiu com raiva na direção da casa de jogos. "Malditos! Sabem com quem estão mexendo? Sou irmão da Srta. Monson! Tiveram a ousadia de encostar em mim? Esperem só, vão se arrepender!"

Com o rosto inchado e marcado de hematomas, Blake Holmes mancou adiante, rosnando impropérios entre os dentes.

Quando estava prestes a despejar sua fúria em quem quer que lhe barrasse o caminho, um pesado lingote de prata brilhou diante de seus olhos.

"Dinheiro!" Os olhos de Blake cintilaram enquanto ele se lançava para agarrá-lo, mas a outra pessoa recolheu a mão num átimo.

Ele franziu o cenho, irritado, e cravou um olhar furioso na recém-chegada.

Nona Melton inclinou-se e sussurrou: "Quer prata? Venha comigo."

Nona virou-se e saiu, com Blake atrás dela como cão correndo atrás de osso.

Logo, Nona o conduziu a um beco ermo.

Ali estava uma mulher com um chapéu de véu, esperando em silêncio.

Os olhos de Blake luziram. Ele foi direto até Willow, estendeu a mão e exigiu, grosseiro: "Estou sem dinheiro. Passe mais, agora."

O rosto de Willow ficou lívido de raiva. Para Blake, ela nunca fora mais que uma vaca leiteira.

Ele a importunava por dinheiro a cada dois ou três dias.

No começo pedia pouco, mas logo passou a exigir pelo menos milhares a cada vez.

Blake se esbaldava em todos os vícios: bebida, jogo e mulherio.

Torrava cada moeda que lhe caía às mãos.

Willow fervia por dentro. "Eu o mataria aqui mesmo", pensou.

Mas, lembrando-se de que ainda precisava dele, engoliu o ódio a contragosto.

Willow desamarrou a bolsinha de dinheiro da cintura e a entregou a Blake.

Ele a tomou, radiante, mas, ao pesá-la na mão, a expressão escureceu. "Que porcaria é essa? Isso não dá para nada."

Espiou por dentro e encontrou apenas uma dúzia de moedas.

Chacoalhando a bolsinha, Blake zombou: "O que é isso? Sou seu irmão. É assim que me trata?"

A desfaçatez dele fez o sangue de Willow ferver.

Os olhos de Willow marejaram de imediato, e as lágrimas começaram a escorrer-lhe pelo rosto. "Mano... eu... eu não posso te dar mais dinheiro daqui para frente..." soluçou.

Blake rosnou: "Como é que é? Tá dizendo que vai abandonar a mim e à mamãe agora?"

Com os olhos esbugalhados de fúria, ele disparou: "Sua ingrata! Não esqueça que foi a mamãe quem pavimentou seu caminho para entrar na família Monson. Agora que ela está velha, você dá as costas? Que tipo de desalmada é você?"

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