Passei por meu irmão, ignorando sua cara de poucos amigos, se ele queria bajular a bruxa mentirosa era um problema dele, eu não iria compactuar com isso.
Meu povo estava feliz, não tinha como negar, finalmente poderíamos viver como uma alcateia unida novamente, como tinha sido há anos atrás. O exílio havia acabado.
Mas a que custo?
Eu tinha aceite do que nunca a maldição nunca seria quebrada por mim, eu jurei nunca tocar em uma mulher virgem. Por isso tinha ido pelo caminho oposto, fui contra tudo e contra todos para nunca chegar perto de uma garota inocente.
Abri a boate para me assegurar que ficaria o mais distante o possível, minha cama era frequentada pelas mulheres mais quentes, desinibidas e confiantes que conhecia.
Por isso eu não conseguia deixar de me perguntar: o que diabos tinha me dado para levar Bridget para a cama?
Parte e mim continua a dizer que a encenação dela, com o magrelo do começo da noite, foi o que me levou a pensar que ela era meu tipo.
Mas quando ela me enfrentou na frente de todos, eu vi que era confiante e não abaixava a cabeça fácil.
Mesmo assim não aplacou minha indignação, ela não tinha o direito, nenhum deles tinha o direito de me enganar a ponto de me fazer engravidar uma mulher contra minha vontade.
Eles poderiam não entender, eu sabia bem que alguns acreditavam que eu nunca quis ser o Alfa, mas não poderiam estar mais enganados.
Eu apenas queria me manter longe da sujeira e imundice, que cercava essa maldição.
— Quanah! — ouvi Peta me chamar, ele era meu irmão do meio e apesar de se parecer tanto comigo fisicamente, não podíamos ser mais diferentes em todo o resto.
A começar pelos olhos, e então a mãe, caráter e muito mais.
— O que é irmão? Tenho coisas muito importantes para fazer como Alfa. — resmunguei revirando os olhos com aquelas palavras, qualquer coisa era bom para manter aquele traidor longe.
— Você não pode tratá-la desse jeito, a garota foi tão usada quanto você e veja só como ela está agindo!
Me virei com suas palavras e avistei ela ajudando a cuidar dos feridos. Meu povo, estava ali ferido porque todos correram para protegê-la.
Os cabelos ruivos estavam caídos como uma cortina vermelha e sedosa, cobrindo seu rosto, enquanto ela ajudava a fazer uma atadura no braço de um dos meus homens.
Seth alargou o sorriso com algo que ela disse e eu apurei meus ouvidos, para conferir o que estavam dizendo.
— Eles não eram de nada. Teríamos acabado com mais uma horda deles.
— Mesmo assim agradeço muito o que fizeram, arriscaram a vida por mim. Nem ao menos me conhecem. — a voz dela era amigável e, mesmo sem ver eu podia sentir que sorria.
— Você ajudou a quebrar a maldição, meus ancestrais falavam sobre isso, esperamos por muitos anos. — ele estendeu a mão boa em sua direção. — Meu nome é Seth.
— Bridget, me chamo Bridget.
Assistindo a cena de longe eu não conseguia parar de pensar que esse deveria ser o curso natural das coisas, ela deveria ter se envolvido com alguém da sua idade, assim como Seth.

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