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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 38

Os passos de Dominic até o sofá são pesados, seu corpo protesta a cada movimento. Deixa-se cair sobre as almofadas, sentindo cada músculo reclamar pelo esforço excessivo, a adrenalina da briga sendo substituída por exaustão. Do outro lado da porta, o olhar de Noah endurece, suas mãos fecham-se em punhos, irritado por mais uma vez terminar humilhado.

— Sabe o que a Vivienne é, Dominic? — Noah grita, apoiando as mãos no chão e inclinando seu corpo para trás. — Uma mulher qualquer, como todas que passaram pela minha cama. — Declara, elevando propositalmente a voz, querendo provocar o irmão. Dominic aperta as têmporas com força, tentando conter não só a dor que lateja em sua cabeça, mas também a raiva que cresce a cada palavra do irmão. — Se formos contabilizar o tempo que ela me dedicou, foi praticamente uma prostituta particular. — Acrescenta, com uma risada maldosa. — E então, Dominic, já cansou? — Provoca, ciente do estado dele, resultado da noite anterior, uma informação que seu avô o havia contado. — Antes de vir aqui, estava com aquela va…

— Cala essa m*****a boca. — Dominic ordena, irrompendo pela porta com uma violência descontrolada, a dor pulsante em sua cabeça, completamente apagada pela fúria que o consumia. — Acha mesmo que não posso acabar com você? — Questiona, cada passo em direção ao irmão carregado de uma ameaça intensa. — Vamos começar então. — Dispara, seus olhos faiscando com uma intensidade selvagem. — É esse que dói? — Pergunta, esmagando impiedosamente o pé esquerdo dele, arrancando um gemido de dor. — Ah, é este aqui. — Declara, pisando com força exagerada no pé direito, antes que Noah pudesse sequer tentar recuar, e um grito dilacerante ecoa pelo ambiente.

— Dominic, para! — Ordena, sua voz se transformando num urro agonizante, enquanto Dominic intensifica a pressão sobre seu pé ferido. — Mandei parar! — Repete, seus punhos golpeando o chão com desespero frenético.

— Olhe para você, um cachorrinho assustado. — Provoca, retirando o pé com um desdém cortante. — Por que insiste em me provocar quando não aguenta nem um minuto de confronto? — Pergunta, inclinando-se para agarrar violentamente o colarinho do irmão. — Não seja medíocre, Noah, embora pareça sua especialidade. — Afirma, arremessando-o com repulsa e limpando as mãos como se tivessem sido infectadas por algo tóxico. — Suas palavras ofensivas sobre Vivienne só demonstram sua frustração patética. — Comenta, cravando nele um olhar carregado de desprezo. — Se prometer se comportar como um homem decente, posso considerar permitir que se aproxime dela, se ela desejar, claro. — Declara, mantendo sua postura imponente, mesmo quando suas próprias palavras parecem rasgar algo dentro dele. — Permita-me ser claro, já que insiste em manter esse comportamento infantil, nunca mais ouse me provocar desta maneira. — Adverte, abrindo e fechando os dedos numa tentativa de controlar sua fúria, adentrando seu apartamento novamente e batendo a porta com força, ignorando os gritos de raiva de Noah. — Que família perturbadora. — Profere, dirigindo-se ao seu quarto e jogando-se na cama.

Enquanto, Noah ergue-se com dificuldade, a dor em seu pé intensificada, mas é seu orgulho que está ferido. Sente-se impotente por não conseguir confrontar o irmão. Na ordem de nascimento, Dominic é o mais novo, mas sempre foi o mais predominante entre os três, e ao longo dos anos isso se tornou algo que o irrita cada vez mais. Ele caminha em direção aos elevadores, as palavras de Dominic ainda ecoando em sua mente.

— Defesa pessoal parece uma excelente alternativa para nossa próxima conversa, irmãozinho. — Noah declara, com frieza, adentrando o elevador, determinado a mudar essa situação.

Em seu quarto, Dominic observa o teto com uma expressão contemplativa, as palavras de Noah ecoando em sua mente. A informação de que ele esteve com Vivienne desperta um incômodo que ele se recusa a nomear.

— Fascinante como isso me afeta. — Murmura para si, um sorriso irônico brincando em seus lábios, enquanto gira na cama. Seus olhos fixam-se no celular sobre a cômoda e, após alguns minutos de deliberação interna, ele o alcança com movimentos calculados, discando o número que já conhece de memória.

— Alô? — A voz sonolenta de Vivienne ecoa pela linha.

— Senhorita Bettendorf, espero não estar interrompendo seu expediente. — Pronuncia, com sua característica formalidade, cada palavra articulada com nitidez definida.

“Para sua informação, encontro-me em minha residência. Espero que isso não seja um inconveniente.”

Dominic arqueia uma sobrancelha, seu semblante assumindo uma expressão mais séria ao considerar as implicações de mais uma ausência dela no trabalho. Mesmo ocupando a posição de CEO, está plenamente consciente das consequências que tais faltas podem acarretar para a carreira dela.

— Depois me ocupo dessa questão. — Murmura, erguendo-se com movimentos deliberadamente moderados, enquanto se dirige ao banheiro, sua mente já arquitetando maneiras de contornar a situação.

Após um longo banho e sua meticulosa rotina para completar o visual impecável, Dominic recolhe seus objetos pessoais. Com passos decididos, ele se encaminha para a porta, sua mente já antecipando o encontro com Vivienne, porém seus movimentos são abruptamente interrompidos ao abri-la.

— O que você está fazendo aqui? — Questiona, sua voz oscilando entre surpresa e um claro desconforto. Seus dedos pressionam a maçaneta com força excessiva, como se aquele gesto pudesse afastar a presença indesejada, que agora compromete seus planos para aquela manhã.

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