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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 39

Claire desliza a mão pelos cabelos, em movimentos que exalam toda sua sensualidade, enquanto observa o olhar de Dominic percorrendo deliberadamente seu corpo, ciente da atração inegável entre eles.

— Que surpresa inoportuna, senhorita Gauthier. A que devo o prazer? — Dominic pergunta, novamente, com um sorriso enviesado, sua voz carregando uma formalidade proposital, enquanto fixa seu olhar no dela.

— Sabe que detesto essa formalidade, Dom. — Claire reclama, se aproximando. Ela pousa as mãos no peito dele, abrindo devagar os botões do paletó.

— Ah, mas que descuido o meu. — Declara, com falso pesar, segurando as mãos dela e afastando-as do seu peito. — Infelizmente, tenho assuntos urgentes a tratar, senhorita Gauthier. Talvez possamos marcar um horário mais apropriado? — Sugere, fechando a porta atrás de si.

— Essa sua pose de executivo ocupado não me engana. — Rebate, a irritação evidente em sua voz. — É verdade o que estão dizendo?

— E o que exatamente “estão dizendo”? — Indaga, com uma expressão tediosa, encarando a feição da mulher, que passa de sedutora a algo mais vulnerável.

— Você será pai? — Dispara, observando-o atentamente, esperando uma mudança em seu semblante ou postura, sempre tão contida, mas ele permanece impassível, quase entretido com seu desconforto. — Seu avô contou para o meu. — Acrescenta, numa tentativa quase desesperada de provocar uma reação.

— Sim, é verdade. — Responde, com seriedade, deslizando as mãos para os bolsos do paletó, numa tentativa de esconder seu incômodo e suas preocupações. Enquanto caminha em direção ao elevador, sua postura rígida exala uma indiferença cuidadosamente forjada.

— É assim que você me conta algo tão importante? — Questiona, seus saltos ecoando pelo corredor, enquanto o segue. Ela agarra seu braço com força suficiente para fazê-lo parar, posicionando-se à sua frente com uma mistura de indignação e desespero. — Estou esperando uma explicação, Dominic.

— Explicação? — Rebate, arqueando uma sobrancelha, seu olhar penetrante encontrando o dela com uma mistura letal de raiva e irritação. — Não me lembro de ter assinado nenhum contrato que me obrigue a compartilhar os detalhes da minha vida pessoal, senhorita Gauthier.

— Por quê, Dom? Por quê? — Pergunta, em meio às lágrimas, mas tudo que recebe dele é um levantar de mãos, um gesto quase indiferente de rendição. — Por que você é esse homem horrível? — Grita, enquanto Dominic se afasta em direção ao elevador, as palavras dele rasgando-a por dentro.

— Porque é esse o preço que pagamos por dizer a verdade, viramos monstros aos olhos dos outros. — Dispara, sustentando seu olhar frio até as portas do elevador se fecharem. — Droga! — Murmura, irritado com o peso de suas próprias palavras, ciente de que ela, mais uma vez, o havia forçado a esse confronto. Ao chegar ao térreo, Dominic segue até sua vaga, mas, ao se sentar ao volante, avista Claire saindo do prédio, o rosto visivelmente marcado pela tristeza, lutando contra as lágrimas. Ele aperta o volante com força, sentindo o desconforto da própria frieza, mesmo tendo deixado claro os limites daquela relação. — Esqueça isso, Dominic. — Resmunga para si, ligando o carro e partindo em direção ao apartamento de Vivienne.

No caminho, ele para em um restaurante refinado e escolhe o almoço como ela havia pedido. Ao chegar ao prédio, estaciona e sobe com os pacotes nas mãos, mas, ao alcançar o andar dela, percebe o movimento das mudanças dos vizinhos. Ignorando a distração, ele toca a campainha do apartamento de Vivienne.

— Com licença, senhor. — A voz hesitante da vizinha o interrompe, atraindo sua atenção. — A senhorita Bettendorf não está em casa. — Informa, observando a expressão dele endurecer. — Ela saiu há uns vinte minutos. — Completa, percebendo o sorriso enigmático se formar nos lábios de Dominic, como se a situação o divertisse de alguma forma.

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