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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 44

Vivienne recua até sentir as costas pressionarem contra a porta, sua visão embaçando, enquanto a presença imponente de Dominic se transforma num borrão à sua frente. Suas pernas fraquejam, e, quando começa a deslizar, braços fortes a amparam, segurando-a com firmeza antes que atinja o chão.

— Vivienne, você está bem? — Dominic pergunta, toda sua postura autoritária dando lugar a uma preocupação genuína. — Ei, inspira e expira. — Instrui, notando sua dificuldade para respirar, enquanto a guia cuidadosamente até o sofá. — Senhorita Lima? — Chama, sem desviar a atenção de Vivienne.

— O qu… — Joana interrompe sua fala, ao entrar na sala e deparar-se com o estado da amiga. — O que você fez com ela? — Questiona, acusadoramente, aproximando-se rapidamente.

— Traga água. — Ordena, ignorando a acusação. — Agora. — Insiste, sua voz denunciando a preocupação que tenta mascarar. — Continue respirando. — Incentiva, checando o pulso acelerado dela e as mãos frias.

— Aqui! — Joana retorna apressada com o copo de água.

— Beba. — Dominic instrui, enquanto aproxima o copo dos lábios de Vivienne, apoiando a nuca dela para ajudá-la a beber devagar. Quando o copo fica vazio, ele sorri, satisfeito. — Isso, muito bem. — Elogia, colocando o copo de lado e deitando-a com cuidado no sofá, elevando suas pernas no encosto para melhorar a circulação e retirando delicadamente os sapatos para que ela fique mais confortável. — Provavelmente você teve um episódio de hipotensão, em outras palavras, uma queda de pressão. — Explica, os olhos percorrendo o rosto dela com atenção, observando cada traço e mudança enquanto o rubor começa a retornar às suas bochechas. Ele tenta manter a postura calma, mas a preocupação é evidente em cada movimento. — Está se sentindo melhor? — Pergunta, a voz suavizando ainda mais, mas com a intensidade de quem espera uma resposta sincera. Vivienne assente lentamente, ainda tentando assimilar o súbito mal-estar que a acometeu.

— Ela está bem? — Joana interrompe, ansiosa, andando de um lado para o outro, o olhar inquieto alternando entre Vivienne e Dominic.

— Está se recuperando. — Dominic responde, com uma calma que tenta conter sua apreensão. — Precisaremos fazer um check-up, senhorita Bettendorf. — Comenta, o olhar encontrando o dela. Vivienne esboça um sorriso quase involuntário, surpresa pela atenção minuciosa dele.

— Talvez se o senhor parasse de me estressar, isso não aconteceria. — Vivienne resmunga, sua voz ainda fraca, mas carregando uma teimosia característica.

— Pelo visto, a senhorita já está se recuperando. — Rebate, sua mão firme, impedindo a tentativa dela de se levantar. — Não, permaneça deitada por mais um momento. — Orienta, seu olhar atento a cada movimento dela. A respiração, ainda irregular, denuncia o quanto ela não está completamente bem. — Precisa de mais água? — Pergunta, observando o gesto inconsciente dela de umedecer os lábios ressecados.

— Sim. — Responde, num sussurro, seu olhar fixo no dele. Por um instante, ela percebe uma vulnerabilidade rara em seus olhos.

— Senhorita, por favor. — Solicita, estendendo o copo vazio para Joana, seus olhos ainda fixos em Vivienne.

— Claro. — Joana responde, prontamente, desaparecendo em direção à cozinha.

— Senhor Muller. — Vivienne começa, hesitante, sua voz ainda baixa e insegura. — O senhor não precisa se preocupar com o bem-estar dos bebês. — Afirma, um arrepio involuntário percorrendo sua pele ao sentir o toque dele em sua mão, enquanto ele entrelaça seus dedos com os dela, como se tentasse transmitir seu calor para ela. — Não estou fugindo de ninguém, nem corro perigo algum. — Revela, percebendo que ele a observa com mais atenção do que gostaria. — Meu passado não deve preocupá-lo. — Acrescenta, tentando manter uma postura firme.

— Posso lidar com ele sozinha. — Responde, um sorriso satisfeito brincando em seus lábios ao recordar o encontro anterior.

— Mas não precisa. — Afirma, a mensagem implícita em suas palavras é clara, ele está oferecendo apoio, talvez não da forma mais óbvia, mas de uma maneira que ela não pode ignorar. — Por mais imbecil que ele pareça, Noah tem um histórico preocupante ao lidar com rejeição feminina. — Declara, passando os dedos pelos cabelos num gesto que evidencia desconforto. — Não me refiro apenas as palavras, senhorita Bettendorf. — Acrescenta, notando pelo olhar dela, que sua mensagem foi compreendida.

— Sei me defender muito bem. — Declara, embora a informação a perturbe. — E Noah, descobriu isso hoje. — Afirma, provocando uma risada em Dominic, que claramente associa a informação ao mancar do irmão. — Qual a graça? — Questiona, confusa com sua reação.

— Nada relevante. — Desconversa, tomando o copo vazio das mãos dela. — Além de Noah, mais alguém a está importunando? — Pergunta, com uma preocupação que não consegue mascarar. — E não diga “você”. — Acrescenta, rapidamente, arrancando dela uma risada leve.

— Não se preocupe, sei me cuidar. — Responde, hesitante, a visita do avô dele pesando em sua consciência, mas optando pelo silêncio, apesar de notar essa nova faceta mais gentil dele.

— Claro. — Resmunga, claramente frustrado com a falta de confiança entre eles. — Posso levá-la para casa? — Pergunta, passando novamente as mãos pelos cabelos, evidenciando como se sente desconfortável com demonstrações de gentileza.

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