Entrar Via

A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 83

Vivienne se inclina para trás, os olhos fixos nos dele, como se tentasse decifrar cada nuance de seu olhar, cada expressão escondida atrás da máscara de controle que ele sempre exibe. O ritmo acelerado de seu coração ecoa no peito, a confusão crescente se misturando com o calor do momento.

Ela se levanta, o movimento hesitante como se uma força invisível a chamasse para o desconhecido, mas antes que ela consiga sequer dar mais um passo, a mão dele envolve a sua com uma suavidade tão imprevista que a desconcerta. O toque dele é um contraste estranho, um lembrete de que, sob a fachada de dureza, ele ainda consegue ser suave, de ser vulnerável.

Dominic se ergue, como se o espaço entre eles fosse algo que ele precisasse dominar. Ele vira o rosto dela para si com um gesto ameno, mas infundido com um comando silencioso, que deixa claro quem está no controle. Seus olhos, que raramente revelam algo, agora estão intensamente fixados nela, como se tentassem decifrar a tempestade de sentimentos que ela tenta manter oculta. O que transborda de seus olhos é inegável, uma mistura de desejo, de necessidade e de algo que se aproxima do medo, um medo de se perder no que está crescendo entre eles.

Ele pode sentir a confusão dela, a apreensão de se entregar àquela atração, mas também o reflexo do que ela sente, um desejo que não consegue ser contido. A luta interna dela ressoa em sua própria alma, uma batalha entre o impulso de sucumbir ao desconhecido e o receio de se afundar naquele abismo de emoção que parece engoli-los, sem garantia de retorno.

— Você não precisa fugir, pequena. — Dominic afirma, a voz baixa e envolvente, enquanto a puxa para mais perto, seu toque gentil, erguendo o rosto dela para encará-lo. — Não estou dizendo que estou apaixonado por você. — Acrescenta, observando a confusão em seus olhos se transformar em uma sombra de vergonha, como se suas palavras a desarmassem, mas também a expusessem de maneira vulnerável.

— Eu sei, eu sei. — Vivienne responde, quase em um sussurro, seus olhos evitando os dele, enquanto tenta se afastar, como se o toque dele queimasse, uma chama que ela não sabe como controlar. Mas antes que ela consiga escapar completamente, Dominic a puxa suavemente de volta, guiando-a para seu colo, como se aquele fosse o lugar onde ela deveria estar. — Isso seria impossí…

— Não acho. — Interrompe, sentindo a leveza de seu corpo sob o seu toque, e é impossível não notar o jeito que ela se curva para ele, como se sua proximidade fosse uma necessidade. — Na verdade, acho que é extremamente plausível. — Acrescenta, com um sorriso malicioso, saboreando cada reação dela. A surpresa, a confusão e aquele desejo evidente que ela tenta esconder, tudo isso se torna combustível para o fogo entre eles. — Não preciso dizer o quanto você me atrai, preciso? — Pergunta, com uma voz baixa e sedutora, seus lábios traçando um caminho quente ao longo da linha do pescoço dela. O toque é lento, deliberado, como se ele quisesse que ela sentisse cada centímetro de contato. Ele se aproxima ainda mais, seus lábios roçando os dela com uma intensidade controlada, mas inegavelmente possessiva. — Você já sabe, não sabe? — Indaga, a provocação em sua voz é um convite irresistível, seu sorriso se tornando ainda mais malicioso. — Porque você está sentindo. — Provoca, a voz carregada de desejo, enquanto pressiona suavemente o quadril dela, fazendo questão de que ela sinta o calor de seu corpo, a intensidade do desejo que cresce a cada movimento.

— Por que está chorando, pequena? — Pergunta, enquanto seus dedos secam cada lágrima que escorre. Ele observa seu rosto com uma atenção tão intensa que ela quase sente como se ele estivesse lendo sua alma.

— Não sei. — Responde, as palavras saem entre soluços, enquanto as emoções a invadem. Cada gesto dele, cada toque, é como um abraço ao seu coração, fazendo-a sentir-se mais segura. — Talvez seja por perceber que estava errada em tudo que pensei, que eu não preciso passar por tudo isso sozinha, que posso confiar em você. — Declara, a confissão vem como um alívio, um peso que ela não percebeu que carregava até esse momento, quando finalmente se deixa envolver pela promessa de proteção que ele oferece sem hesitar.

— Você não precisa passar por isso sozinha. — Afirma, puxando-a mais para si, os lábios tocando sua testa com suavidade, como se esse simples gesto pudesse curar todas as inseguranças dela. — Estarei aqui em cada momento dessa jornada, tanto agora quanto depois que os bebês nascerem. — Promete, com uma sinceridade que reverbera em suas palavras, e ela, tocada por aquelas promessas, deixa escapar um sorriso tímido, quase imperceptível. — Vivienne, permita-me cuidar de vocês. Mude-se comigo para os Estados Unidos. — Propõe, uma oportunidade para recomeçar, uma chance de construir um futuro onde ela não esteja sozinha.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Escolha Certa com o CEO Errado