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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 86

Vivienne continua batendo na porta com desespero crescente, seu corpo tremendo enquanto lágrimas não param de escorrer. Num acesso de pânico, começa a forçar a maçaneta freneticamente, desferindo t***s e chutes contra a madeira que se recusa a ceder.

— Por favor, Dom! — Vivienne clama, sua voz quebrando como vidro, a testa pressionada contra a superfície fria que parece zombar de seu desespero. — Apenas me dê um sinal, qualquer sinal de que está consciente. — Implora, cada segundo de silêncio, uma tortura que dilacera sua alma.

— Vá embora! — A voz de Dominic ressoa fraca e distante, uma sombra da força que normalmente carrega. O som, embora assustadoramente débil, traz um sopro momentâneo de alívio ao seu terror.

— Graças a Deus. — Sussurra, novas lágrimas escorrendo, enquanto seu coração trava uma batalha entre medo e alívio. — Como faço para ajudá-lo? — Murmura, para si mesma, seus olhos vasculhando o quarto até encontrarem o celular como uma última esperança. Com dedos que tremem, mas não hesitam, pesquisa rapidamente antes de discar o número que pode ser sua salvação.

— Muller Genesis Center, bom dia! — Uma voz profissional a atende.

— Preciso falar com Louis Muller imediatamente. — Solicita, lutando para manter a compostura, enquanto sons inquietantes continuam vindo do banheiro.

— A senhora deseja marcar uma con…

— Não. — Interrompe, com desespero mal contido. — Diga que é sobre o sobrinho dele, Dominic. — Informa, com urgência, seu coração acelerando ao ouvir sons inequívocos de vômito vindos do banheiro.

— Um momento. — A recepcionista pede, colocando-a em espera. O clique da linha mudando soa como um eco enlouquecedor em meio ao silêncio tenso que se segue. A música de fundo, baixa e irritantemente repetitiva, invade seus ouvidos, mas não consegue abafar o martelar constante de seu coração. Cada segundo parece se alongar cruelmente, transformando os minutos em uma provação interminável.

— Bom dia. — A voz de Louis finalmente surge na linha, calma, controlada, mas carregada de uma curiosidade contida. Havia algo calculado em seu tom, como se tentasse medir cada palavra, enquanto buscava entender o propósito daquela ligação inesperada.

— Doutor Muller, por favor. — Começa, a voz fraca, quase um sussurro, enquanto tenta encontrar força no meio do caos dentro de si. As palavras tropeçam umas nas outras, saindo rápidas demais, carregadas de uma pressa desesperada que impossibilita disfarçar o pânico.

— Primeiro, respire. — Instrui, com uma calma meticulosa, o tipo de controle que só quem lida com emergências diariamente pode dominar. Ainda assim, há uma tensão sutil, um fio de preocupação que escapa por entre as palavras. — Quem está falando?

E naquele momento, sentada no chão frio, com as lágrimas traçando caminhos pelo rosto, Vivienne sente o peso esmagador da preocupação tomar conta. Não é só pelos bebês, disso ela tem certeza. A cada segundo de silêncio do outro lado da porta, a ansiedade cresce como uma sombra que não consegue afastar.

A ideia de perdê-lo, de qualquer forma que fosse, faz o ar parecer mais pesado, e ela não entende completamente o porquê. Quando isso se tornou tão importante? Quando Dominic, com toda sua intensidade e teimosia, passou a ocupar um espaço que ela não planejou ceder?

Ela fecha os olhos por um instante, tentando organizar os pensamentos, mas tudo que encontra é o caos. Talvez não fosse amor, talvez fosse a ideia de mais uma perda. Ou talvez fosse algo que ela ainda não estava pronta para enfrentar. Tudo o que sabia era que aquele momento parecia maior do que ela, maior do que ambos.

— Graças a Deus! — Exclama, o alívio transbordando em sua voz, enquanto a campainha toca, trazendo uma sensação de respiro profundo após o que pareceram minutos intermináveis de angústia. Ela se levanta com um impulso, quase como se estivesse sendo puxada pela esperança, seus passos rápidos ecoando pela casa vazia, ainda carregada de silêncio e tensão.

As lágrimas ainda marcam seu rosto, mas agora são apagadas pela urgência de sua corrida até a porta. Ao abri-la com pressa, a expectativa logo se dissolve em confusão. Sua expressão de alívio se desintegra ao se deparar com a figura à sua frente.

— Quem é você? — Pergunta, sua voz evidenciando surpresa e desconfiança ao perceber que não é Louis como esperava. Suas mãos apertam instintivamente a maçaneta, um gesto inconsciente de proteção.

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