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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 97

Dominic observa Vivienne, os traços suaves do rosto dela contrastando com o caos que o consome. Por um momento, a visão dela parece oferecer um refúgio, mas é um alívio que escapa tão rápido quanto veio.

Quando ele tenta se levantar com cuidado, uma dor aguda percorre seus músculos e suas pernas falham sob o peso do corpo. O movimento abrupto o força a sentar-se de volta na cama, o impacto causando um leve rangido no colchão. Esse som, somado à sua respiração irregular, desperta Vivienne, que, num reflexo protetor, se aproxima dele, os braços delicados envolvendo seus ombros largos.

— Não faça isso. — Dominic murmura, sua voz baixa e carregada de algo entre cansaço e frustração. Ele afasta as mãos dela com um gesto brusco, como se o toque fosse insuportável, algo que ele não pudesse suportar naquele momento. Seus olhos permanecem fixos no chão, recusando-se a encará-la. — Por que continua aqui, Vivienne? O que está acontecendo? — Pergunta, sua voz transborda confusão, cada frase carregando o peso de um homem tentando, desesperadamente, juntar os cacos de sua própria memória.

— Como assim, o que está acontecendo? — Vivienne rebate, a voz cortante, quase vibrando de indignação. A surpresa inicial desaparece, dando lugar a uma raiva ardente que a impulsiona a se levantar. Ela dá um passo à frente, o olhar fixo nele, enquanto a postura rígida denuncia sua prontidão para um confronto, mas Dominic permanece com o olhar no chão, os ombros tensos. — Você realmente não se lembra? — Continua, cada palavra impregnada de incredulidade e frustração.

— Lembrar do que exatamente? — Retruca, a voz mais dura do que ele pretendia, o tom seco refletindo sua própria confusão. — A última coisa de que me lembro foi de pedir para você ir embora. — Declara, ainda evitando encará-la, os olhos fixos no chão como se procurassem respostas que não conseguia encontrar.

— Olhe para mim quando falar comigo, Dominic! — Exige, a voz tremendo, não de hesitação, mas da força das emoções que transbordam dentro dela.

Ele obedece, levantando o olhar devagar, os olhos encontrando os dela com um misto de desafio e confusão. O impacto do contato visual é imediato, a intensidade entre os dois tomando conta do ambiente.

— Minha cabeça está explodindo, então, por favor. — Murmura, a voz abaixando, quase suplicante. — Não preciso dos seus gritos agora.

— Você me pediu para ficar. — Dispara, sua voz controlada, quase fria, mas incapaz de mascarar a confusão que transborda em seus olhos.

— Não, não pedi. — Retruca, a voz baixa e arrastada, enquanto se deita como se o simples ato de falar drenasse toda a sua energia. — Pedi para você ir embora. — Completa, fechando os olhos, como se a luz fosse um inimigo invisível, provocando-lhe desconforto.

As recomendações de Louis ecoam na mente de Vivienne, enquanto ela caminha até a janela, fechando as cortinas para mergulhar o quarto na penumbra. Ela observa Dominic por um instante, deitado e vulnerável, uma imagem que a inquieta. Algo está errado. Muito errado. Sem dizer nada, deixa o quarto e segue diretamente para a cozinha.

Ao chegar à cozinha, seus olhos encontram o celular largado sobre a bancada. Quase o arranca dali e, sem hesitar, vai para a sala de jantar. Suas mãos tremem levemente, enquanto procuram o contato de Louis. Antes mesmo de pensar em alternativas, a ligação já está sendo feita.

— Senhorita Bettendorf, bom dia. — A voz de Louis soa profissional, mas há uma preocupação sutil em seu tom. — Dominic está bem? — Pergunta, já antecipando o que poderia estar por vir. Ele sabia que, com o efeito dos medicamentos passando, as dores retornariam com intensidade.

Dominic obedece em silêncio, movendo-se com dificuldade até apoiar as costas na cabeceira da cama. Assim que ele se acomoda, ela se senta na beira da cama e coloca a bandeja entre suas pernas.

— Tome os remédios e depois o café. — Instrui, o tom seco, desprovido da delicadeza que usou na noite passada.

— Você parece chateada. — Comenta, enquanto leva o primeiro comprimido à boca, os olhos, avaliando-a como se tentasse decifrar sua expressão.

— Não pareço, eu estou. — Rebate, sem hesitar, levantando-se logo em seguida. Caminha em direção à porta, os passos firmes, como se quisesse escapar da tensão que paira no quarto.

— Vivienne. — Chama, fazendo-a parar no meio do movimento, ela respira fundo antes de se virar lentamente. Seus olhos, transbordando irritação, também carregam um lampejo de expectativa contida. — Por favor, fique aqui comigo. — Pede, engolindo o último comprimido. Sua voz, desprovida da habitual autoconfiança, revela uma vulnerabilidade crua, algo que raramente permite que outros percebam. — Realmente não me lembro do que aconteceu. — Confessa, a voz baixa, quase hesitante, como se cada palavra fosse um esforço que ele mal consegue sustentar. — Mas há algo sobre mim que você precisa saber. — Acrescenta, e agora sua voz carrega uma tonalidade que Vivienne nunca ouviu antes. É grave, marcada por uma resignação inquietante e, talvez, por uma pontada de vergonha.

Ele está à beira de revelar algo que, sem dúvida, preferiria manter oculto, mas a pressão de falar parece esmagá-lo. Há um traço de justificativa em sua postura, uma urgência quase desesperada de explicar suas ações, mesmo sabendo que isso lhe custará mais do que gostaria de admitir. Dominic detesta expor qualquer sinal de vulnerabilidade, especialmente diante de outra pessoa, e o esforço de quebrar essa barreira transparece em cada gesto contido.

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