Cinco meses haviam se passado, Sara e Tyler estavam vivendo um verdadeiro romance, digno de livros, um conto de fadas apaixonado, mas naqueles meses, ela reparou no quanto por vezes ele ficava distante, triste, pensativo, ela sabia bem o motivo, e sentia na pele aquilo, mas em meio a tudo que estavam vivendo, ela havia aprendido que as vezes a cura é lenta, mas com amor, é efetiva, ela não pensava no que havia lhe acontecido, não se entristecia, e se sentia forte por ter passado por tudo aquilo e ainda sim, ser diferente da família dela.
Naquela noite, Sara mais uma vez viu Tyler acordado até tarde, com o celular na mão, vendo coisas sobre crianças, olhando as fotos de Julie quando era bebê, ele estava distraído, tanto que nem percebeu que ela acordou, estava perdido em pensamentos, sonhando com algo que não sabia se algum dia aconteceria. Sara ficou em silêncio ao lado dele, pensativa, então imaginou como seria ser mãe de um bebê dele, o quanto o faria feliz, e se deu conta que já não sentia o medo de antes, Alessandro tinha toda razão que com tempo e paciência Tyler poderia ter tudo que sonhava com ela
Pela manhã Sara tomou banho, enrolada em uma toalha ela foi para o closet, escolheu um vestido, em seguida uma roupa íntima, a qual logo tratou de colocar, depois ela parou em frente ao espelho, se olhou e tocou sua barriga, então virou de lado e a estufou, imaginando ali ser uma barriga de grávida, pôde até ver Tyler lhe abraçando por trás e lhe acariciando a barriga, ela sorriu imaginando aquilo, o sorriso virou uma risada, então balançou a cabeça e suspirou, a dias já não via aquela ideia como algo ruim, como uma coisa que lhe tiraria o controle de si mesma, até porque Tyler já havia provado que, respeitaria as escolhas dela, mesmo que para isso tivesse que deixar algo importante de lado.
Lorence foi até o quarto de Julie, a pequena dormia tranquilamente, ela olhou com carinho e sorriu com tamanha serenidade, mas precisava acordar a menina para ir para a escola.
– oi minha vidinha, tá na hora de acordar. – Lorence disse, Julie resmungou algo, em seguida enfiou a cabeça embaixo do travesseiro.
– não quero, me deixa dormir em paz. – Lorence franziu a testa, nos últimos dias havia visto a menina mudar de humor várias vezes ao dia, em muitas vezes irritada, de mau humor, ela estranhou, Julie sempre foi muito doce, mas atribuiu aquilo ao fato da pequena estar passando por mais uma adaptação, tendo em vista que Lorence e Patrick estavam quase morando juntos novamente, ele ficava maior parte do tempo na casa dela.
– querida, precisa ir pra escola.
– não vou, não vou, não vou. – disse a menina.
– Julie, está acontecendo algo na escola? Algum coleguinha te bateu ou algo do tipo?
– não, mas são todos uns chatos.
– sem birra ok, você vai pra escola sim, levanta, e vem logo tomar banho e escovar os dentes – Lorence disse firme, pensava ser só uma birra, então a menina o fez, mas foi batendo pé e resmungando.
– meu pai me deixaria ficar em casa.
– não deixaria não, inclusive ele está lá na cozinha preparando o café da manhã e seu lanche, tira o pijama. – a menina tirou o largando sobre a bancada da pia, e caminhou para baixo do chuveiro de braços cruzados, os descruzou apenas para ligar o chuveiro, mas voltou a cruzar de novo, Lorence estava alerta com aqueles comportamentos, algo estava acontecendo e precisava desvendar. – minha princesa, o que está acontecendo?
– nada.
– tem algo sim, você não é assim, o que está te deixando incomodada, de mau humor?
– nada mãe, eu não sei o que é. – Lorence franziu a testa, Julie era sempre tão comunicativa, sabia explicar bem quando algo a afligia ou incomodava. – desculpa mãe.

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