Após o banho, Lorence ajudou Julie colocar uma roupa confortável, a menina logo deitou-se, levando para a cama consigo seus unicórnios, Lorence suspirou, Julie era só uma criança, mas seu corpo ameaçava passar por mudanças às quais sua mente não estava preparada.
Lorence seguiu para a cozinha, lá encontrou Patrick terminando de arrumar a mesa do café da manhã, ela se aproximou, então Patrick perguntou.
– Julie já está pronta? fiz o sanduíche que ela gosta, pra levar pra escola. – ele disse alegre, ainda alheio a situação.
– ela voltou pra cama, podemos conversar um instante?
– claro amor, Julie está bem? – ele perguntou preocupado.
– não sei ao certo.
–amor, está me assustando, fala logo.
– quando fui dar banho em Julie percebi algumas mudanças no corpo dela.
– mudanças…que mudanças? – ele perguntou.
– os seios de Julie começaram a se desenvolver, também pude notar alguns pelos na parte íntima e uns odor nas axilas.
– não…impossível, nossa filha é só uma menininha, fez sete anos a dois meses. – disse ele incrédulo, mas também assustado.
– eu sei, ela ainda não está pronta pra isso, não tem idade e nem preparo emocional, desconfio que seja puberdade precoce.
– e agora, o que faremos?
– vou marcar uma consulta com a pediatra dela, e com um endocrinologista, para que ela faça todos os exames necessários, tadinha da nossa pequena, por isso anda tão irritada e carente, os hormônios estavam fazendo uma revolução no corpinho e na mente dela.
– tem como controlar isso, tipo adiar, né?
– sim, é possível, mas o endocrinologista vai precisar analisar bem o caso pra ver a melhor forma de fazer…poxa, como não percebi isso antes. – disse ela se sentindo frustrada, Patrick a abraçou, então a confortou.
– você percebeu rápido, nos primeiros sinais, e agiu como qualquer boa mãe agiria, não se cobre tanto, vai ficar tudo bem.
– espero que sim, não sei o que seria de mim sem você aqui.
– ainda que estivéssemos separados, eu estaria aqui pra você, pra nossa filha.
– quero te pedir uma coisa. – disse ela enquanto o apertava mais forte.
– tudo que quiser meu amor.
– mansinho comigo, porque com o resto…resolveu o assunto que te tirou de casa pela madrugada? – ela perguntou.
– sim, assunto morto e enterrado, literalmente. – ela suspirou, balançou a cabeça em negação e disse.
– eu deveria ficar com medo, ou preocupada, mas não.
– você entende bem a situação, é uma perfeita esposa de mafioso. – ele sussurrou ao ouvido dela a fazendo arrepiar. – aceita sair comigo hoje?
– sim, onde vamos?
– a uma boate, o amigo que ajudei é o dono, ele reservou o camarote pra mim, poderemos aproveitar bem e com privacidade.
– vai ser ótimo, vai ter Whisky? – ela perguntou, ele riu, em seguida disse.
– claro que sim, da última vez que tomou whisky comigo, transamos seis vezes em uma noite.
– whisky acende um fogo inexplicável dentro de mim. – ela sussurrou, seus lábios quase se unindo aos dele.
– eu sei bem como é. – disse ele, então acabou com a distância que separava os lábios dele com um beijo intenso e apaixonado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A escolhida para gerar o herdeiro do mafioso