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A escolhida para gerar o herdeiro do mafioso romance Capítulo 72

Após o banho, Lorence ajudou Julie colocar uma roupa confortável, a menina logo deitou-se, levando para a cama consigo seus unicórnios, Lorence suspirou, Julie era só uma criança, mas seu corpo ameaçava passar por mudanças às quais sua mente não estava preparada.

Lorence seguiu para a cozinha, lá encontrou Patrick terminando de arrumar a mesa do café da manhã, ela se aproximou, então Patrick perguntou.

– Julie já está pronta? fiz o sanduíche que ela gosta, pra levar pra escola. – ele disse alegre, ainda alheio a situação.

– ela voltou pra cama, podemos conversar um instante?

– claro amor, Julie está bem? – ele perguntou preocupado.

– não sei ao certo.

–amor, está me assustando, fala logo.

– quando fui dar banho em Julie percebi algumas mudanças no corpo dela.

– mudanças…que mudanças? – ele perguntou.

– os seios de Julie começaram a se desenvolver, também pude notar alguns pelos na parte íntima e uns odor nas axilas.

– não…impossível, nossa filha é só uma menininha, fez sete anos a dois meses. – disse ele incrédulo, mas também assustado.

– eu sei, ela ainda não está pronta pra isso, não tem idade e nem preparo emocional, desconfio que seja puberdade precoce.

– e agora, o que faremos?

– vou marcar uma consulta com a pediatra dela, e com um endocrinologista, para que ela faça todos os exames necessários, tadinha da nossa pequena, por isso anda tão irritada e carente, os hormônios estavam fazendo uma revolução no corpinho e na mente dela.

– tem como controlar isso, tipo adiar, né?

– sim, é possível, mas o endocrinologista vai precisar analisar bem o caso pra ver a melhor forma de fazer…poxa, como não percebi isso antes. – disse ela se sentindo frustrada, Patrick a abraçou, então a confortou.

– você percebeu rápido, nos primeiros sinais, e agiu como qualquer boa mãe agiria, não se cobre tanto, vai ficar tudo bem.

– espero que sim, não sei o que seria de mim sem você aqui.

– ainda que estivéssemos separados, eu estaria aqui pra você, pra nossa filha.

– quero te pedir uma coisa. – disse ela enquanto o apertava mais forte.

– tudo que quiser meu amor.

– mansinho comigo, porque com o resto…resolveu o assunto que te tirou de casa pela madrugada? – ela perguntou.

– sim, assunto morto e enterrado, literalmente. – ela suspirou, balançou a cabeça em negação e disse.

– eu deveria ficar com medo, ou preocupada, mas não.

– você entende bem a situação, é uma perfeita esposa de mafioso. – ele sussurrou ao ouvido dela a fazendo arrepiar. – aceita sair comigo hoje?

– sim, onde vamos?

– a uma boate, o amigo que ajudei é o dono, ele reservou o camarote pra mim, poderemos aproveitar bem e com privacidade.

– vai ser ótimo, vai ter Whisky? – ela perguntou, ele riu, em seguida disse.

– claro que sim, da última vez que tomou whisky comigo, transamos seis vezes em uma noite.

– whisky acende um fogo inexplicável dentro de mim. – ela sussurrou, seus lábios quase se unindo aos dele.

– eu sei bem como é. – disse ele, então acabou com a distância que separava os lábios dele com um beijo intenso e apaixonado.

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