Na manhã do dia seguinte, Sara acordou sentindo sua cabeça doer, ao virar para o lado ela viu seu amado, completamente sem roupa, nem mesmo o lençol o cobria, ela o olhou por inteiro, havia uma ereção matinal, ela sorriu, então lembrou-se da forma intensa a qual havia se comportado na noite anterior, aos poucos o sorriso sumiu dos lábios dela, e um pouco de vergonha lhe tomou, tinha se comportado de forma totalmente sem pudor com seu marido, e que problema havia nisso? Nenhum, ela só não estava acostumada a agir daquela forma, mas havia gostado muito do que fizeram no banheiro, mas então sua memória falhou.
– eu não lembro de mais nada além disso. – ela disse em voz alta, com isso acordando Tyler.
– Bom dia amor.
– Bom dia, desculpa, não queria te acordar.
– tudo bem passarinho? – ele perguntou.
– minha cabeça dói e não lembro de muita coisa, depois que saímos do banheiro, a gente fez…fez de novo? – ela perguntou de forma tímida, ele sorriu e disse.
– não, você caiu na cama já dormindo praticamente, mas sobre ontem, você estava tão safada, me provocando. – ele sussurrou ao ouvido dela fazendo seu interior se contorcer.
– e…o que você achou disso?
– adorei, me deixou tão excitado, me fez perder o controle e te foder bem gostoso. – disse ele, então segurou a mão dela e colocou sobre seu membro, ela o segurou, apertou levemente, ele suspirou e Sara mordeu o lábio inferior, mas então lembrou-se de algo.
– não podemos, não agora.
– podemos, só uns beijinhos, acaba rapidinho. – ele pediu manhoso.
– não podemos amor, Julie deve estar para chegar, ou esqueceu que ela vem ficar aqui com a gente hoje.
– poxa, eu tinha esquecido. – disse ele um tanto frustrado.
– vem, vamos tomar um banho.
Alessandro estava sentado no sofá da sala, ele mexia em seu celular enquanto aguardava o café da manhã ficar pronto, foi então que viu a porta se abrir e uma doce voz lhe chamar.
– titio Alê. – era Julie, acompanhada de Patrick, ela correu até ele e o deu um abraço apertado.
– oi bonequinha de porcelana, a quanto tempo em. – disse ele, ela balançou a cabeça afirmando e disse.
– sim, senti saudade, você trouxe presente pra mim, não é? – ela perguntou animada.
– na verdade não, foi uma viagem corrida e não tive tempo de comprar, mas ainda fico uns dias aqui e prometo que compro seu presente.
– Julie, que feio, não pode ficar cobrando presentes assim. – disse Patrick se aproximando.
– claro que posso pai, titio Alê sempre me dá presentes, igual o padrinho.
– deixa ela Patrick, e pode cobrar a vontade que o titio Alê é meio esquecido, como vai Patrick? – ele perguntou enquanto estendia a mão para o cumprimentar, Patrick fez o mesmo e apertou com firmeza e respeito.
– é sim. – disse Tyler, então deu início ao relato, se atentando a cada detalhe, e a cada um, Alessandro ficava mais indignado, mas escutava com atenção, sem interromper, pois precisava entender a situação por completo. – bem, foi isso. – disse Tyler após vários minutos onde só ele falou contando cada situação por Sara vivida.
– são uns malditos, porque não matou a família inteira? – Alessandro perguntou enquanto apertava o copo.
– até pensei, mas matar Donato poderia gerar algum conflito e isso poderia acabar respingando em Sara, ela não precisa disso, não precisa de sofrer mais.
– penso o mesmo, se você fizer essa garota sofrer, tá ferrado na minha mão. – disse Alessandro.
– eu não vou, eu tenho me esforçado pra ser o que ela precisa, pra ama-la como merece.
– tenho te visto feliz, mas sinto que falta algo. – Alessandro disse o encarando.
– falta, mas ela não estava pronta, na verdade nem eu estava, tinha e tenho muito que amadurecer, não estava pronto para ser pai, só tenho medo que ela nunca esteja pronta e meu sonho não se realize, ainda sim, ela seguirá sendo o amor da minha vida. – disse ele, mas engoliu seco e respirou fundo, seu desejo de ser pai ainda era algo tão intenso dentro dele.
– não acho que vá acontecer, pelo que vi, ela ama crianças, e leva jeito, pelo que me contou, ela só estava machucada, com medo, em busca de reaver o controle de seu próprio corpo, em busca de se curar primeiro para não passar pra uma criança o sofrimento que ela viveu, e isso é nobre da parte dela, já mostra o quão cuidadosa e amorosa ela será.
– será? – ele perguntou incerto.
– alguma vez errei no que disse? – Tyler parou, pensou, em seguida riu.
– sim, várias vezes, mas parte de mim diz que você está certo desta vez.

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