Tyler foi até o quarto de Sara, em busca dela, precisava saber como estava, ao abrir a porta, tudo que ele viu foi um volume embaixo dos lençóis que abafavam os soluços do choro desesperado, Tyler suspirou, aquele choro era o mais dolorido que já havia escutado em sua vida, cuidadosamente ele se aproximou, segurou o lençol e o puxou, a vendo encolhida, com os olhos fechados, como se temesse abri-los e dar de cara com o ser que havia lhe causado tal dor.
– Sara, sou eu. – disse ele, logo em seguida sentou-se na beirada da cama e a abraçou, ela buscando acalento o agarrou forte e se acomodou em seus braços, nos braços da única pessoa que até então havia feito algum ato de proteção.
– por favor Tyler, não deixe mais ele chegar perto de mim, se ele chegar vai fazer mais uma vez…por favor não deixe. – ela clamou em meio a lágrimas,
– não se preocupe Sara, ele não vai voltar nunca mais, me perdoe por ter deixado isso acontecer, não imaginei que esse maldito teria a capacidade de vir aqui, se eu ao menos imaginasse teria dito aos seguranças para barrar a entrada dele, ele te tocou…você sabe, daquela forma? – Tyler questionou enquanto deslizava os dedos nos longos cabelos ondulados dela, ela apenas balançou a cabeça negando, estava tão abalada, tão quebrada e assustada, nem mesmo se dava conta que, estava refugiada no colo de um homem, Tyler por sua vez, de forma alguma viu aquele ato como algo sensual ou sedutor, era só uma garota desesperada de medo, que enfim havia encontrado alguém que lhe dava um pouco de proteção. – calma pequeno passarinho, você não está mais presa naquela gaiola de descaso e maldade, aqui está segura, eu vou te proteger. – ele sussurrou de forma carinhosa, ela assentiu com a cabeça, sentia que era verdade, mas não sabia o que dizer, ou como agradecer.
Horas se passaram, Sara permanência no colo dele, já não chorava, apenas estava calada, imovél, como se temesse sair do colo dele e algo a machucasse, Tyler por sua vez não estava incomodado, sentia que podia fazer aquilo por horas, dias se preciso, a calentar, transmitir confiança e proteção, e assim foi, ele ficou por horas apenas lhe dando alento e carinho, até que em um determinado momento, ela acabou adormecendo, ele cuidadosamente a colocou na cama, ela se encolheu, franziu o cenho mas não despertou, parecia que mesmo inconsciente ela havia percebido não estar nos braços dele e não havia gostado de sair, talvez por que nos braços dele a sensação de proteção era maior, ele vendo aquilo sorriu, em seguida colocou o cobertor sobre ela e saiu do quarto, em frente a porta, Rei estava deitado, ao ver Tyler ele grunhiu e murchou as orelhas, parecia estar preocupado, com a porta aberta, o cachorro fez menção de entrar, mas Tyler o impediu.
– vem garotão, você está sujo de sangue e precisa de um banho, ela vai ficar assustada se te ver assim. – disse ele.
Tyler sorria de orelha a orelha, seu plano havia funcionado, Loan havia sido capturado, ele se questionava como um filho de um mafioso era tão idiota ao ponto de ser capturado tão facilmente, mas Tyler não achou ruim, afinal em breve poderia por em pratica todas atrocidades que havia pensado para aquele ser asqueroso. Antes de sair, Tyler foi até o quarto de Sara, ela seguia dormindo, ele suspirou, cuidadosamente fechou a porta, então saiu, queria ver com seus próprios olhos o desespero de Loan, mesmo que ainda não fosse a hora de matá-lo. Ao chegar ao local onde Loan havia sido aprisionado, um galpão no meio da mata, ele estacionou seu carro, ao entrar, o viu amarrado em uma cadeira.


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