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A escolhida para gerar o herdeiro do mafioso romance Capítulo 17

Passava das nove da manhã, quando a campainha da casa de Lorence tocou, ela que já havia levantado, foi até a porta, ao abrir, viu Tyler em frente a mesma, com cara de poucos amigos.

– não deveria abrir a porta usando esse tipo de roupa. – disse Tyler ao reparar no pijama dela.

– você se importa por acaso? — ela perguntou cruzando os braços.

– eu não, pra mim nem mulher você é, mas Patrick não gostaria nada de saber que você recebe homens assim.

– uau Tyler, você elevou minha autoestima, estou me sentindo um homem da porra agora.

– você entendeu o que eu quis dizer.

– sim, não recebo as pessoas assim, só abri por que vi pelo olho mágico que era você, e o Patrick não tem que achar nada da forma que eu recebo ou não visitas na minha casa, e esse óculos escuro na cara?

– ressaca. – disse ele sentando-se no sofá da sala. – e Sara?

– dormindo, está de ressaca, ontem tomamos uma garrafa inteira de vinho.

– o que? você está louca Loren, Sara não podia beber dessa forma, na verdade acho que ela nunca nem bebeu. – Tyler disse aflito e Lorence riu.

– calma bobão, Sara tomou apenas uma taça de vinho enquanto conversávamos pela madrugada, acha mesmo que eu seria louca de deixar ela beber dessa forma sabendo a quantidade de vitaminas que ela está tomando e também o noripurum.

– louca não tenho duvidas que é, mas que a deixaria fazer isso já não sei.

– acha que é só você e Patrick que podem sair pra encher a cara?

– eu prefiro que continue sendo assim, meu Deus, você é uma péssima influência para a Sara. – disse ele fazendo Lorence rir.

– quando ela estiver bem vou leva-la pra sair, enquanto você e o Patrick ficam de babá, sei lá, talvez uma daquelas boates onde os homens dançam quase pelados.

– fora de questão e se fizer isso, vou buscar as duas a força. – ele disse com um sorriso divertido. – Como foi a noite?

– foi ótima, mas me diz uma coisa, por que largou a Sara aí fora e foi embora correndo?

– Tive um problema.

– não faz assim com ela não, ontem conversamos bastante, Sara é uma garota tão adorável, e já sofreu tanto.

– fica tranquila Loren, eu não vou machucar a Sara, não sou nenhum monstro e você sabe bem.

– tem tantas formas de machucar uma pessoa Tyler, Sara não precisa de muito pra ser machucada, e olha, essa garota já sofreu tanto que não merece mais sequer bater o dedinho na lateral do sofá. – disse Loren o fazendo rir.

– eu sei e você tem razão.

– Eu vou chamar a Sara e a Julie.

– elas já acordaram?

– sim, acordaram cedinho e Julie pediu pra Sara fazer um penteado nela, agora estão lá no quarto brincando de boneca.

– que bom que Julie encontrou alguém pra brincar de bonecas com ela, quando for a minha casa não precisarei brincar de boneca com ela. – disse ele fazendo Lorence rir.

A caminho da casa de Tyler, o silêncio imperava no carro, Sara não se atreveu a dizer nada, teve medo de levar mais uma patada, de o desagradar com seu falatório, ele por sua vez estranhou o silêncio, achou que ela teria muito a contar, mas como ela não disse nada, deixou o ambiente silencioso, estava com dor de cabeça por conta da ressaca. Quando chegaram a casa, Sara seguia em silêncio, ela pegou sua mochila e entrou na casa, quando já estava pra subir a escada, ele a chamou.

– Sara, está tudo bem?

– sim.

– está tão calada, achei que teria muita coisa pra contar sobre a noite de garotas.

– bem, achei melhor não lhe perturbar com falatório, não quero lhe estressar como ontem.

– eu vou te proteger pra sempre passarinho. – ele prometeu, mas seria capaz de cumprir?

Quando enfim se soltaram daquele abraço, Sara seguiu para seu quarto, assim que entrou ela largou sua mochila no chão, se atirou em sua cama e abraçou seu grande urso de pelúcia, ela sentia seu estômago fervilhar, aquela sensação era incrível, diferente e capaz de preencher tudo que antes estava preenchido de más lembranças e medo.

Durante aquele restinho de dia, Sara caminhou pela casa como se andasse pelas nuvens, alegre, sorridente, pensativa, ela sentou-se no sofá da sala, então viu aquela porta entreaberta, aquele cômodo que ela julgava um escritório e nunca havia entrado, segundos depois Rei saiu de lá, aquilo só atiçou ainda mais a curiosidade de Sara, então decidiu que iria entrar, ela levantou-se do sofá, olhou para os lados, em seguida entrou, o que viu lá a surpreendeu, havia uma mesa de madeira, um sofá, e inúmeras prateleiras cheias de livros, era uma biblioteca particular, que Tyler também usava com escritório, ela totalmente encantada, decidiu explorar o lugar, olhando as prateleiras e vendo quais livros a podiam agradar, estava tão distraída que por entre aquelas prateleiras não notou que estava Tyler, ele a olhou com curiosidade e atenção, mas vendo que ela não havia se dado conta de sua presença, decidiu se fazer notar.

– gosta de ler passarinho? – Sara soltou um grito de susto e deixou o livro que segurava cair no chão, Tyler logo se aproximou para pegar.

– Tyler, desculpe ter entrado assim…

– um romance, muito bom por sinal, não se preocupe passarinho, é bem vinda sempre que quiser vir, achei que já tivesse descoberto esse cômodo.

– não, eu já tinha reparado, mas nunca havia entrado, achei que era um escritorio. – ela disse sem graça, não só pela situação, mas pelo que havia acontecido mais cedo.

– também é um escritório, inclusive nesse instante vim pegar um documento, terei que sair.

– tudo bem, é…bom trabalho? – ela perguntou e ele riu.

– é realmente são coisas de trabalho e espero que seja bom, fica a vontade tá, só toma cuidado quando sair para não deixar o Rei aqui, aquele malandro gosta de comer livros. – Sara riu, em seguida disse.

– tudo bem, não se preocupe, irei garantir que ele não coma nenhum livro. – ele sorriu, em seguida se aproximou e depositou um beijo na bochecha dela.

– até amanhã passarinho. – ele sussurrou ao ouvido dela, o que a fez suspirar.

– não volta hoje?

– volto, mas provavelmente estará dormindo, então nos veremos apenas amanhã.

– entendo, até amanhã então. – disse ela, ao olhá-la, ele viu o sorriso nos lábios dela e as bochechas coradas, ele estava gostando cada vez mais de vê-la daquela forma.

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