Após o ato, eles terminaram o banho, Tyler a ajudou a se secar, em seguida a pegou no colo e a levou em direção a cama, apesar de sua força e resistência, ela sentiu vez ou outra o corpo balançar, ele havia bebido bastante e o álcool estava tomando conta do corpo dele. Tyler a colocou na cama e a deu um beijo cheio de carinho, ao fim, ela suspirou e disse.
– vou botar um pijama.
– não precisa, passarinho, eu te esquento pela noite, quero sentir sua pele na minha. – ele sussurrou, ela sorriu, então se acomodou na cama esperando que ele fizesse o mesmo, logo ele desligou a luz e deitou-se ao lado dela, a acomodando em seu peito, o que o fez sorrir involuntariamente, era tão aditivo cada momento com ela, que o fazia querer cada vez mais.
Era manhã, Tyler acordou, sua cabeça doía, ele respirou fundo, abriu os olhos e a seu lado viu Sara completamente despida, dormindo tranquilamente, em seus lábios, um sorriso de quem estava bem satisfeita, ao vê-la daquela forma, Tyler lembrou-se de cada segundo da noite passada, cada palavra dita, das sensações que experimentou com ela, era tudo tão intenso e complexo, mas ele reconhecia aqueles sinais, aquele desejo incessante, a vontade de tê-la sempre, de cuidá-la a qualquer custo, Tyler deslizou a mão pelo cabelo de forma exasperada, e sussurrou a si mesmo.
– eu não posso, não posso. – ele sabia bem que se continuasse daquela forma, quebraria a promessa que havia feito a si mesmo, de não entregar seus sentimentos a mais nenhuma mulher. Seu coração se apertou, ele engoliu em seco, pensando no que fazer, como agir, não queria magoar Sara, mas não queria se magoar também, era tudo confuso e complicado, sem saber como agir com aquela situação, ele levantou-se cuidadosamente para não acordá-la, em seguida catou suas roupas do chão e seguiu para seu quarto, assim que entrou no mesmo, seu celular tocou, ele olhou para a tela vendo um número desconhecido, ele imaginando que era Patrick que, mais uma vez havia trocado de número, atendeu.
– alô. – disse ele, mas antes que pudesse perguntar quem era, uma voz feminina soou do outro lado, aquela voz que antigamente costumava o arrancar sorrisos e declarações, aquela mesma que também havia despedaçado seu coração o deixando sem perspectiva de concerta-lo.
– Tyler, precisamos conversar. – o corpo de Tyler gelou, as palavras lhe faltaram, sua cabeça girou. – eu continuo te amando, sei que errei, mas por favor me perdoe. – ele não teve força para responder, já estava tão confuso com Sara, aquela ligação só o deixou mais confuso e assustado, então ele encerrou e logo em seguida bloqueou o número, por fim ele jogou o celular para o lado e deitou-se, sentindo a frustração tomar conta de si.
– se eu ao menos fosse inteiro, Sara. – disse ele, não se sentia capaz de oferecer muito a ela, ainda que em dias, tivesse dado a ela muito mais do que ela havia recebido em anos.
Sara acordou já sorrindo, imaginando que teria mais um momento lindo com Tyler, mas ao abrir os olhos, ela viu que ele não estava ali, ao lembrar-se de todas as coisas bonitas que ele havia lhe dito, suspirou, mas ela não relembrou apenas o que aconteceu naquela noite, mas sim em todo o dia.
– ah Deus, foi dentro, todas as vezes. – ela disse preocupada, então apertou o lençol em suas mãos, e a dúvida se levantou. – ele fez isso apenas para me engravidar, pra cumprir seu plano, agora que conseguiu o que queria, nem mesmo esperou que eu acordasse. – ela sussurrou a si mesma, sentindo a angústia tomar seu corpo, estava se sentindo mais uma vez usada, com pressa ela levantou-se da cama e correu para baixo do chuveiro, precisava lavar seu corpo, mas queria mesmo era lavar a alma. Embaixo do chuveiro ela pensava ter sido feita de boba, mal sabia ela que Tyler estava em um conflito interno enorme. Durante o longo banho, Sara teve uma ideia para resolver a situação ao menos temporariamente, ela não se sentia pronta para engravidar e se houvesse maneiras de prorrogar ao máximo o plano de Tyler, ela o faria, e para aquele momento, havia uma solução, uma pílula do dia seguinte. Após ter a ideia, Sara encerrou o banho de imediato, correu para o quarto se secando, colocou a primeira roupa que viu pela frente, nem mesmo secou o cabelo, cada segundo era precioso, tendo em vista que já fazia várias horas desde a primeira vez que aconteceu.
Sara buscou Tyler por toda a casa, mas não o encontrou, restava apenas um lugar, o quarto dele, apesar da situação, Sara estava pensativa, queria acreditar que não havia sido enganada por ele, que o que havia acontecido no dia anterior tinha sido fruto do desejo, do carinho que ele havia declarado sentir por ela, também pesava no peito dela, o sonho dele, não queria magoá-lo, mas não estava pronta. Em frente ao quarto de Tyler, Sara parou, ela ficou por cinco minutos parada, em sua cabeça, esperava que ele tivesse uma justificativa para ter a deixado sozinha após a noite tão importante que haviam tido. Quando ela tomou coragem, bateu na porta e ele respondeu.
– quem é?
– sou eu Tyler. – ela disse receosa, ao ouvir a voz dela ele suspirou, sua vontade era abrir a porta e abraçá-la, mas não tinha forças, não tinha coragem.
– o que quer? – ele perguntou de forma fria, ela engoliu seco fazendo as lágrimas se acumularem, ali ela já entendeu que não teria uma justificativa, na verdade, ela nem esperava receber mais o carinho dele, e aquilo a magoou profundamente e a fez ter certeza que o que ela planejava fazer era o melhor, e era o melhor para ambos, claramente, nenhum dos dois estava pronto para ter um bebê, mesmo com todo o desejo que ele tinha de ser pai, ele tinha muito que amadurecer.
– eu…eu preciso ir a uma farmácia, mas não tenho dinheiro. – ela respondeu com a voz embargada e ficou à espera da resposta dele, mas não teve, ela ficou parada ali por cerca de três minutos, até que decidiu sair, mas antes de sair, ela ouviu a porta destrancar, então parou e esperou, Tyler abriu a porta e estendeu a mão para ela, entregando um cartão e um pequeno papel com a senha.

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