De volta a casa, Sara seguiu direto para seu quarto, pelo caminho não avistou Tyler, o que a deixou ainda mais entristecida. Sara deitou-se em sua cama, e abraçou seu urso, sua mente o tempo inteiro vacilando entre Tyler e se aquela pílula iria funcionar, em meio a isso o cansaço mental a tomou e ela acabou adormecendo. Após passar todo o dia naquele quarto, ao início da noite, Sara decidiu sair, ao menos para buscar Rei, em busca de um pouco de atenção, ela foi, o encontrou na sala, deitado em frente ao sofá, ela sentou-se ali e acariciou o cachorro, que grunhiu baixinho, ele sentia a melancolia dela então ficou quietinho, Sara até suavizou um pouco seus pensamentos, mas então ele surgiu em seu campo de visão, Tyler, Sara suspirou, tomou coragem e lhe perguntou.
– vai sair?
– sim. – foi tudo que ele respondeu enquanto caminhava em direção a porta, logo em seguida saiu, ele só queria se distanciar dali, ir em busca de algo que acalmasse sua mente, que tirasse de seu peito aquela confusão.
Durante aquela noite, Sara mal dormiu, só conseguia pensar no quanto se arrependia de ter se entregado a ele, se sentia boba, burra, não tinha ideia do quanto aquela noite havia sido especial para ele, e que tudo que havia acontecido entre eles, estava ocupando um lugar dentro dele, que o causava medo e esse era o motivo do afastamento.
Naquela manhã Sara levantou um tanto tarde, após tomar café da manhã, ela foi para o jardim, precisava espairecer, enquanto olhava um passarinho na roseira, ela se perdeu em pensamentos, foi então que o viu, ele caminhou em direção a porta de entrada, usava a mesma roupa da noite anterior e um óculos escuros, o que indicava que havia passado a noite fora, Sara mordeu o lábio para conter o que estava sentindo, mas sua mente era implacável e a fazia pensar fortemente que ele havia passado a noite com outra, sem ânimo para mais nada, ela entrou na casa e foi direto para seu quarto, desta vez Rei a acompanhou. Já em seu quarto, Sara pegou seu celular e ligou para Lorence, a ligação demorou a ser atendida, quando ela achou que iria cair, escutou a voz de Lorence do outro lado da linha.
– oi Sara, como está? – ela perguntou de forma alegre.
– oi Loren, não muito bem.
– o que houve?
– problemas com o Tyler, podemos conversar, preciso desabafar.
– claro, mas vai ter que esperar um pouco, estou no trabalho e com várias pacientes, que tal uma noite de garotas hoje na minha casa?
– vai ser ótimo.
– te espero lá mais tarde.
– tudo bem, bom trabalho.
Era fim de tarde, Sara arrumou uma mochila, mas antes de sair, foi em busca de Tyler, queria saber se estava tudo bem ela ir, mas foi informada que, ele havia saído, ela então deixou avisado aos empregados da casa para onde estava indo, logo em seguida ela foi a procura do motorista e pediu que a levasse, ele assim fez. Ao chegar a casa de Lorence, Sara tocou a campainha, a porta logo foi aberta por Lorence que a recebeu com um abraço.
– vem, entra. – Sara entrou e na sala avistou Patrick montando um quebra cabeça com Julie, a garota assim que viu Sara, largou as peças no chão e correu até ela lhe dando um abraço.
– Sara, estava com saudade.
– eu também meu anjinho. – disse ela, Patrick a olhou bem, era observador, viu as olheiras, o rosto vermelho, era notável que ela havia andado chorando, ele só conseguiu pensar “o jantar com os pais dela foi tão ruim assim?” mas ele nada disso não queria se meter, e se fosse fazer, faria com Tyler, com Sara, Lorence resolveria.
– vem cá querida, vamos terminar, sua mãe e a Sara precisam conversar. – disse Patrick, Julie assentiu, deu mais um abraço em Sara e voltou para junto de seu pai, enquanto Sara e Lorence seguiram para o quarto dela.
– e então, o que houve? por que essa cara.

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