Sara acordou sentindo-se extremamente cansada, seu corpo doía por inteiro, tinha calafrios sem motivo aparente, sua boca estava amarga e seu estômago já embrulhado, ao deslizar a mão pela cama, se deu conta que Tyler não estava ali, ela respirou fundo e sentou-se.
– talvez um banho me faça melhorar. – disse ela, então levantou-se, seu corpo sem forças, suas pernas tremiam, sua cabeça girava. No banheiro, Sara tirou a calcinha que estava usando, não lembrava de ter tirado a roupa pela noite, mas imaginava que Tyler havia o feito para deixá-la confortável. Embaixo do chuveiro, Sara se apoiava na parede, não entendia o motivo de todo aquele mal estar, era quase insuportável, foi então que o enjoo ficou ainda mais forte e ela começou a vomitar sem parar, o corpo perdeu o restante das forças, ela ajoelhou no chão ainda vomitando, mas logo caiu para o lado, vendo tudo distante, ouvia apenas um chiado, o barulho da água caindo do chuveiro, apesar de sua mente estar ali, seu corpo estava inerte, sem conseguir o mínimo movimento, nem mesmo gritar por ajuda, mas logo sua consciência também se foi.
Na cozinha Tyler havia preparado com ajuda de Catherine uma bela bandeja de café da manhã, depois do mal estar noturno que ela havia passado, ele queria que ela se alimentasse bem, que descansasse ao máximo. Ao entrar no quarto levando a bandeja, Tyler chamou por ela, mas não teve resposta, então ele colocou a bandeja sobre a cama e foi até o banheiro, afinal ele podia ouvir o barulho do chuveiro ligado, ao entrar, o desespero o tomou ao vê-la caída no chão, tão pálida e sem consciência.
– Sara, meu amor, acorda. – ele pedia tentando a acordar, enquanto o chuveiro molhava a ele também, sem sucesso, ele a pegou no colo e a levou até a cama, onde a deitou e continuou suas tentativas de acordá-la, mas nada surtia efeito, ao checar o pulso dela, ele viu que estava fraco. – vai ficar tudo bem meu amor. – disse ele, logo pegou o vestido dela que estava ali, o colocou no corpo dela, em seguida a pegou no colo e saiu, no jardim encontrou com o motorista, que ao ver a cena perguntou o que estava acontecendo.
– ah Deus, o que houve com a senhora?
– eu não sei, preciso leva-la para o hospital mais próximo possível. – Tyler disse em desespero, o homem assentiu e juntos seguiram para o carro.
A caminho do hospital, Tyler a segurava em seu colo, o medo de perdê-la fazia lagrimas caírem pelo seu rosto sem que ao menos percebesse, mas havia em si esperança, esperança dupla, ainda alimentava em sua mente a ideia do bêbe deles estar ali.
– vai ficar tudo bem meu amor. – ele sussurrou ao ouvido dela, foi então que, ela abriu os olhos o vendo daquele jeito tão desesperado.
– Tyler…
– passarinho, graças a Deus acordou, como se sente?
– muito enjoada. – disse ela, então virou a cabeça para o lado e vomitou ali mesmo, um líquido verde que fez a boca dela ficar ainda mais amarga.
– vai ficar tudo bem meu amor, já estamos chegando ao hospital. – ela mal escutou, a voz dele ficou distante, ela encostou o rosto no peito dele, e mais uma vez apagou.
Ao chegar no hospital, Tyler saiu rapidamente do carro e entrou no local, uma enfermeira que passava por ali, logo se aproximou para atendê-lo, tendo em vista que, ele levava no colo uma mulher desmaiada.
– o que houve?
– ela está passando muito mal e desmaiou.
– a quanto tempo?
– a primeira vez durante uns quinze minutos e agora faz uns dez minutos que está sem consciência. – contou ele.


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