Sara havia deitado novamente no colo de Tyler e estava a ler seu livro em silêncio enquanto ele lhe dava carinho, mas ela não se sentia bem, seu estômago estava embrulhado, se sentia cansada e muito sonolenta, então ela fechou o livro e ficou quieta, de olhos fechados, não demorou muito ela adormeceu, cuidadosamente ele a pegou no colo e levou para o quarto, ela mal se deu conta, apenas virou a cabeça quando ele a colocou na cama.
– meu amor…– ele a chamou, mas Sara não respondeu, ele suspirou, em seguida sussurrou. – espero que não seja complicado. – disse ele, queria muito um filho com ela, mas não gostaria de vê-la passar por uma gravidez complicada, ele já havia se convencido que ela estava grávida, mal sabia ele que, aquela felicidade era temporária.
Horas mais tarde, Sara acordou sentindo os braços fortes dele em seu corpo, o calor exalando a pele dele tocando a sua, ela suspirou de paixão, cuidadosamente ela se soltou do abraço, ainda sem acordar, ele virou-se, ficando de barriga pra cima, Tyler estava apenas de cueca, ela o olhou por inteiro com desejo, quando chegou ao membro, ela viu o volume, ele estava dormindo, mas estava ereto, ela sorriu e mordeu o lábio inferior, pensando em como podia que, até dormindo ele ficava excitado, aquele pensamento lhe arrancou um sorriso, mas não tirou de si o desejo, então decidiu se divertir um pouco com ele. Cuidadosamente Sara puxou a cueca, o membro dele logo saltou para fora, então começou a depositar beijos nele, mas logo ele já estava em sua boca, foi então que escutou um gemido dele, ela parou, então ele disse.
– não se intimide meu amor, continue, sou seu. – Sara sorriu, então continuou, ela gostava da ideia de proporcionar prazer a ele, aquilo a deixava satisfeita, a fazia se sentir boa para ele. – está ficando boa, isso meu amor, assim mesmo. – disse ele, em meio aos sussurros sem pudor, ela assistia a pele dele arrepiar, o corpo estremecer por inteiro, era uma visão deliciosa pra ela. Quando ele enfim chegou ao ápice, Sara sentiu parte de seu gozo ir parar em seus lábios e rosto, ela então deslizou a língua pelos lábios e sentiu o sabor dele, quente, salgado, até um tanto ácido, mas não ruim, ela não sentiu como uma obrigação, fez por instinto, por tesão e gostou de fazer aquilo, Tyler por sua vez olhava a cena extasiado, a língua deslizando pelos lábios, o sorriso que se formou em seguida, o gozo escorrendo pelo rosto dela, ele a olhava como se fosse uma obra de arte preciosa, e para ele, realmente era.
Depois do intenso momento entre os dois, Sara e Tyler seguiram para o banheiro, após lavar o rosto, ela se colocou nos braços dele em um abraço.
– de coração espero que me acorde assim todas as vezes que eu estiver dormindo.
– será que vai aguentar? temos transado tanto. – ela disse, ele sorriu de canto e disse.
– mas é óbvio que vou, é minha obrigação estar sempre pronto pra saciar seu desejo. – disse ele enquanto beijava o pescoço dela.
– bem, se em algum momento não levantar, eu vou entender. – ela brincou, ele riu, então a afastou de seu corpo, a olhou com um sorriso divertido e disse.
– por acaso está achando que sou broxa?
– bem, pode acontecer. – ela disse quase entre risos, ele riu, então usou suas mãos pra fazer cócegas nela, Sara começou a rir sem controle, enquanto tentava esquivar dele.
– não…amor, para. – ela pedia enquanto ria e se esquivava, mas então suas costas ficaram contra a parede, sem lhe dar escapatória, mas tudo que ele fez foi, colocar as mãos na parede ao redor dela, a deixando encurralada, em seguida uniu a testa na dela.
– amor, quer deitar, quer que eu te acompanhe ao banheiro? – ele perguntou preocupado, já levantando da cadeira, Sara o olhou bem, a expressão de preocupação, se sentia culpada, mesmo que não estivesse tão fora de sua razão, seu único erro era, não se abrir com ele de uma vez, e ela sabia bem disso, mas não tinha coragem. Tyler a pegou no colo então saiu a levando em direção ao quarto, ele podia sentir o rosto dela contra seu corpo, as lágrimas lhe molhando, os soluços, ao entrar no quarto, ele a colocou na cama, e tratou logo de a examinar, ele segurou o pulso dela, estava um pouco acelerado, mas nada demais, os lábios um tanto pálidos, em seus olhos olheiras que não podiam ser de sono, afinal o que ela mais havia feito era dormir nos últimos dias. – meu amor, o que está sentindo? – ele perguntou preocupado.
– estou enjoada. – ela disse desviando o olhar do dele, não conseguia contar o que tinha feito, não conseguia explicar o medo que lhe causava ter uma família, tendo em vista que, em todos seus anos de vida, nunca foi feliz em família.
– tem certeza que é só isso? – ele perguntou sentando ao lado dela, ela apenas balançou a cabeça afirmando e logo foi para o colo dele o abraçando forte, ele não disse mais nada, apenas a abraçou lhe dando o conforto que ela precisava, mal sabia ele que receber aquilo só a fazia se sentir mais culpada e triste.
Sara acabou adormecendo nos braços de Tyler, ele cuidadosamente a colocou na cama, e a olhou com carinho e cuidado.
– amanhã a levarei ao médico, não posso deixar que fique assim. – disse ele, então sorriu, já havia colocado em sua cabeça que ela levava no ventre seu herdeiro, então logo imaginou que, no dia seguinte teria a confirmação, mal sabia ele que aquela felicidade era temporária.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A escolhida para gerar o herdeiro do mafioso