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A Esposa Invisível romance Capítulo 214

Ao lado de Sophia, Arthur tinha os olhos frios e a expressão sombria.

— Senhorita, por favor, não interrompa a nossa refeição. — Beatriz apoiou o queixo nas mãos, lançando um olhar indiferente para ela.

— Acredito não tê-la ofendido de nenhuma forma. — Sophia mordeu os lábios, fingindo-se consternada. — Só vim dizer olá ao ver vocês aqui.

— Por que escolheram uma mesa na varanda? — Sophia suspirou e tentou colocar no rosto sua máscara mais amigável. — Este restaurante pertence ao Arthur. Venham conosco para a área reservada no andar de cima.

— Afinal, nós nos conhecemos. É o mínimo de hospitalidade que podemos oferecer. — Completou, enchendo-se de importância.

Sophia portava-se como se fosse a dona do estabelecimento e a anfitriã oficial.

Ela havia voltado do exterior para o feriado e retornaria no fim do mês. Seus estudos acabariam na primeira metade daquele ano.

Enquanto estivera fora do país, preocupara-se muito que os dois reatassem a relação. Porém, ao descobrir que eles haviam se divorciado, sentiu um imenso alívio.

— Pode poupar a sua arrogância. Beatriz e Arthur estão divorciados, e você, que não passava de uma amantezinha, finalmente garantiu seu lugar. Só alguém como você usaria uma simples mesa VIP como motivo para se exibir. — Felipe pousou lentamente o garfo e sorriu para Sophia.

Sophia apoiou a mão na barriga. Já estava grávida de cinco ou seis meses, e a gestação era visível.

— As suas palavras são cruéis e carecem de justiça, Sr. Valente. Eu não fui amante. Quando me envolvi com o Arthur, eu nem sequer sabia que ele era casado. — Ela o fulminou com o olhar.

— Se você não foi a amante, como explica essa barriga tão grande se faz apenas um mês que os dois se divorciaram? Quem mais poderia ser? — Retrucou Felipe secamente.

— Se o divórcio não tivesse saído, essa sua criança estaria condenada a viver como bastarda nas sombras. — Ele sentenciou.

O rosto de Sophia empalideceu brutalmente. Assumindo o papel de vítima, ela puxou a manga do casaco de Arthur.

— Você a assustou. — Arthur encarou Felipe com uma expressão tenebrosa.

— Então, queiram se retirar. — Felipe riu com escárnio.

— Este restaurante pertence ao Arthur. — Sophia franziu a testa em descontentamento.

— Um estabelecimento comercial escolhe agora quem vai ou não atender? — Beatriz fuzilou Arthur com uma zombaria cortante. — O Sr. Diniz realmente tem muito jeito para os negócios. Um verdadeiro titã da indústria.

— Vamos embora, Felipe. — Beatriz pegou sua bolsa e levantou-se da mesa.

Arthur contraiu os maxilares, as sobrancelhas unidas em desagrado.

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