Um desejo louco e perigoso, débil, forte e poderoso. Essa nova sensação não deveria existir por ela. Lucila era só uma menina, uma inocente menina, muito mais jovem que ele, inocente, inexperiente.
Os braços dela circundaram o pescoço de Vitório, tornando sua determinação de se afastar dela, ainda mais impraticável. Ele buscou em seus olhos um motivo para que ela fizesse algo tão imprudente, isso era como um cordeirinho entrando na toca do lobo.
Mas o que encontrou foi calor.
Uma calidez que o paralisou.
Aquele mar de emoções estava calmo, concentrado exclusivamente nele, o envolvendo em suas águas tórridas, como um feitiço inexorável. Vitório desceu suas mãos até a cintura de Lucila, não entendia porque estava agindo como uma marionete enquanto mergulhava nos olhos desse anjo, mas precisava de mais.
De mais proximidade, mais desse calor, mais dessa sensação de flutuar em um mar cálido ao sabor da brisa de verão. Ele a trouxe para mais perto, seu corpo reagindo ao contato completo com o dela. Suas mãos afagaram suas costas, desnudas pelo decote do vestido.
E aquele toque em sua pele foi o que destruiu o fio restante que o mantinha ligado à razão.
A boca dela se entreabriu levemente, e Vitório observou hipnotizado quando ela se aproximou mais, fechando seus olhos, e cobrindo os lábios dele com os dela.
O contato da boca macia rompeu algo dentro dele, fazendo Vitório reagir prontamente àquele toque. Sua boca cobriu a dela, ansiosa, vagarosamente provando de seu sabor incomum, vibrante, desconcertante. Lucila tinha o gosto de tudo o que era proibido, e ao mesmo tempo, de tudo o que era sublime.
A boca dela se abria receptiva, sem saber exatamente o que deveria fazer, mas Vitório, possuído pelo desejo, subiu a mão pelas costas nuas dela, e segurou seu pescoço, deslizando os dedos em uma cadência ritmada sobre a pele de marfim.
Lucila soltou o ar totalmente entregue a ele, fazendo o sangue de Vitório ferver, como um vulcão em erupção. A língua desenhou os lábios dela, e pouco a pouco foi adentrando a boca pequena em formato de coração. Conhecendo sua profundidade, seus segredos silenciosos, seu calor incandescente, o sabor mais intenso e totalmente viciante. Ela tocava o pescoço dele com tamanha delicadeza que a pele de Vitório se eriçava naquele ponto sensível ao toque dela.
Vitório não queria que aquele beijo acabasse. Segurou com mais força a cintura de Lucila, mergulhando a língua em sua boca, buscando a dela com avidez, fazendo ambas dançarem conforme a sua vontade, explorando tudo o que ela tinha e o que poderia ser tocado por seus lábios. O som da respiração ofegante dela era como um combustível para que sugasse seus lábios doces; para que desenhasse com a ponta dos dedos o contorno de seu pescoço.
Não havia mais ninguém no mundo. Tudo começava e terminava em Lucila, em sua fonte inesgotável de desejo e poderosa atração.
Seu corpo moldado ao dela era cortado pela eletricidade potente de tê-la para si. Lucila ofegou, sem ar, mas ele não conseguia parar de beijá-la, de mergulhar em sua boca doce, que o recebia com tanto calor e afeição inocente. Era como se afogar em uma fonte de águas cristalinas em meio ao deserto, ele precisava de mais e mais.
O corpo dela se moveu, contrastando a fragilidade de sua estatura quase suspensa nos braços dele, com a força bruta do corpo de Vitório. E foi nesse instante que percebeu que pressionava uma potente ereção contra o ventre dela.
Vitório interrompeu o beijo, seus olhos buscando e analisando as reações dos rosto dela. Mas não havia nenhum sinal de reconhecimento do que aquele ato libidinoso significava para ela. Ela não sabia o que isso significava?


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