Lucila
Vitório voltou tarde do prédio da segurança.
Quando ele chegou, Olavo já tinha adormecido, e ela já tinha terminado de arrumar as malas dele, e estava finalizando a dela.
Sem uma palavra, ele entrou no banheiro e tomou uma banho demorado, o rastro de um cheiro estranho estava impregnado em suas roupas. Lucila ficou um tempo parada no meio do quarto, se perguntando o que aconteceu para deixá-lo tão calado e sério.
“Será que ele se arrependeu de viajar?” se perguntou.
Estava perdida em divagações, quando ele saiu do banheiro e a surpreendeu com um abraço que lhe roubou todo o ar. Ele a girou em seus braços, encontrando seus lábios com os dele, o beijo era lento, terno e ao mesmo tempo cheio de paixão.
Enlaçando seu pescoço, ela se deixou ser suspensa do chão, quando ele pegou seus quadris, a levantando com facilidade.
- Desculpe se demorei. Houve um problema com as câmeras de segurança externas, e ao que tudo indica, elas foram danificadas.
Os olhos de Vitório estavam tão profundos, pareciam tão distantes da serenidade anterior. Um problema com as câmeras foi o suficiente para deixá-lo assim? Ou havia algo mais que ele não estava dizendo. Será que ele viu algo que o fez repensar o relacionamento deles?
“Tudo bem. Nós terminamos tudo rapidamente. O Olavo estava cansado, foram muitas emoções em um só dia.” Ela respondeu, tentando anular aqueles pensamentos que faziam seu coração doer.
Vitório tinha os cabelos úmidos do banho, o cheiro do sabonete masculino se desprendia da pele de seu peito nu, exalando até as narinas dela. Inconscientemente, seus olhos se voltaram para a cicatriz em destaque no peito bronzeado.
Como se estivesse hipnotizada por aquela marca, ela a tocou com as pontas dos dedos.
“Um dia vai me contar o que aconteceu?” ela perguntou com gestos leves e suaves.
- Um dia, não vai haver nada que você não saiba sobre mim. – ele respondeu misteriosamente.
A excitação de seu marido se moveu entre suas pernas, mas ela não estava com pressa. Ela estava pronta para abandonar seus tabus, para explorar tudo o que Vitório era, para sentir ele por inteiro, e fazê-lo sentir o que seus sentimentos queriam dizer.
Empinando o quadril, ela o beijou.
Um beijo que o provocava, que o incitava a conhecer o desejo dela, da mesma forma que ela queria conhecer o dele cada vez mais fundo. Satisfeita com o jeito firme com que ele segurava sua cintura, fazendo ela roçar sobre seu membro, ela começou uma trilha de beijos quentes descendo lentamente por seu pescoço, peito, abdômen...até chegar a virilha marcada por músculos sobressalentes.
Ela nunca tinha feito isso, mas o desejo de prová-lo vinha dominando seus pensamentos. Seus dedos pequenos se fecharam na extensão de seu pau grosso, e ela buscou em seus olhos qualquer sinal de rejeição ou de incômodo. Mas seu marido segurava seus cabelos suavemente, com uma expressão ansiosa, que ela nunca tinha imaginado ver em seu rosto.
Não pode evitar o sorriso travesso que curvou seus lábios, quando se inclinou, passando a língua por sua glande vagarosamente. O rugido de Vitório, fez seu coração palpitar descontroladamente, a mão dele afundou em seu cabelo, seus olhos ficaram mais escuros, num cinza aço cintilante.
E ela se perguntou, por que não seguiu seus sentimentos antes!

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