Vitório queria que ela pensasse a respeito. Mesmo que Lucila estivesse querendo conhecer quem ele era de verdade, ele temia que isso a afastasse. Ele podia ser o cavalheiro, o homem que faria amor com ela com dedicação, paixão e romantismo pelo resto de sua vida, se ela não quisesse nada daquela sua outra parte mais escura. Toda a escolha estava nas mãos dela, porque tudo o que importava, na verdade era ela.
Podia viver sem ser um Mestre dominador. Mas não podia viver sem tocar, sem beijar, sem fazer amor com essa mulher.
“Eu entendi. E quero continuar.” Ela empurrou suavemente seu peito para elaborar aquela resposta, e nessa ação Vitório temeu por um instante que ela tivesse se assustado irremediavelmente, e o considerasse um pervertido violento.
Mas ao ver seus gestos, ele a beijou novamente, mergulhando em sua boca. Seu coração disparou, batendo forte contra o peito dela. Ela sabia o que ele era, e ela o queria, ela o desejava mesmo assim. Lucila queria ser sua, dessa forma, de todas as maneiras, e isso era o ápice de tudo.
Levantando os braços dela acima da cabeça, ele terminou de cruzar o cordão, uma linha acima dos seios e outra abaixo. Os nós pressionavam pontos estratégicos no corpo dela.
- Não se esqueça da senha de segurança. Mesmo se estiver contida, pode mover os dedos, e eu paro imediatamente. – A observou assentir.
A curiosidade e excitação expressas em seu rosto bonito.
- Agora vire-se, e fique de joelhos de costas para mim. – ordenou sentindo a corrente elétrica percorrer suas veias com a perspectiva de dominá-la com essa técnica.
Lucila obedeceu, sua respiração era rápida, ela estava ansiosa.
Vitório passou as duas pontas do cordão pelos ombros dela, e começou a trançar atrás de suas costas.
- O shibari é uma técnica japonesa milenar que usa cordas e nós para dar prazer. – beijou a curva de seu pescoço que se arrepiou.
Ela estava tão sensível, receptiva e Vitório sentiu seu desejo imperar em urgência em resposta.
- Os nós de cada posição, ficam estrategicamente distribuídos por pontos erógenos no corpo feminino. – explicou, passando a língua pela coluna dela, onde acabou de fechar o último nó da parte dos membros superiores. - O Shibari cria padrões geométricos e formas com corda que contrastam com as curvas naturais do corpo feminino. Os desenhos dos laços são pensados para favorecer e realçar a figura do corpo, destacando as partes íntimas, como essa... – ele segurou seus seios salientes, apertados pela corda, provocando a pele quente e sensível. - ...exageradamente, para marcar as curvas da figura submissa e a contorção erótica do corpo.
Lucila já respirava com dificuldade, encaixando a cabeça no ombro dela, Vitório a viu olhar para a forma como os dedos dele beliscavam os mamilos saltados para cima, ela mordia os lábios de tanto prazer.
- Essa posição se chama Takate-kote combinada com a Tsuri. – Vitório sussurrou fazendo ela ficar de quatro. Com o outro cordão, dobrou a perna esquerda dela, e aprendeu bem firme, deixando só os seus joelhos apoiados sobre o colchão, ele repetiu o mesmo tipo de amarração com a perna direita.
Imóvel, com a cabeça pressionada no colchão, ela reagia ao menor toque, se arrepiando inteira.
Vitório olhou para sua obra perfeita. Os padrões dos nós a excitavam a qualquer movimento e quando ele se posicionou, subindo as mãos pelas pernas dela, Lucila gemeu, empinando aquela bunda redonda, que era visão do paraíso.
Suas mãos a provocavam, pressionado alguns nós em suas costas, e em suas coxas, assim que ela começou que sua bucetinha começou a se molhar, toda aberta, pulsante, ele puxou as pontas da corda de uma vez, trazendo seu corpo pronto contra o dele, o recebendo inteiro dentro de se vagina quente, batendo nas paredes do útero de Lucila.
O corpo dela ficou estático, preso pela corda, a cada respiração os nós a deixavam mais e mais sensível.
A aurora começava a clarear o céu, Vitório ainda se movia dentro de Lucila, acariciando agora seu corpo marcado. Em um estado de semi inconsciência, a cabeça dela se escondeu na curva do pescoço dele. E mesmo depois que sua esposa apagou, exausta, demorou um tempo para que conseguisse parar de se mover dentro dela.
Só quando os pássaros começaram a cantar e os raios de sol começaram a iluminar o interior do quarto, foi que Vitório se forçou a sair de dentro de Lucila.
Delicadamente a segurou em seus braços, beijando seus cabelos úmidos de suor, seu rosto tinha uma cor de manga rosa adorável. Um sorriso lento cruzou seus lábios, como a amava. Sua ânsia por ela não tinha fim.
Agora ela sabia que não havia limites para o desejo que sentia por ela.
Com cuidado começou a soltar o cordão, a pele marcada ficou exposta e Vitório se sentiu culpado imediatamente, por ter machucado sua esposa assim. A livrou de todas as amarras, e beijou suavemente onde estava machucado. Ela era tão delicada, como as pétalas de uma rosa branca pura e perfumada.
Ao mesmo tempo que se sentia culpado, também sentia prazer em ver as marcas de sua dominação nela.
A depositou na cama, e cobriu seu corpo com o lençol cor de palha.
Lucila desmaiou de exaustão, e certamente não acordaria tão cedo. Foi até o banheiro e encheu a tina de cobre com água morna, quando estava na quantidade adequada, ele voltou ao quarto e a pegou em seus braços.
Entrou na tina com ela em seu colo, a acomodando confortavelmente em seu peito, Vitorio lavou seu corpo com o sabonete de flores do campo. E quando acabou, deixou sua cabeça pender para trás encostada na parede, enlaçando a cintura fina de Lucila em um abraço terno. Um sorriso suave curvou seus lábios quando o sol banhou seus corpos pela janela. Nunca se sentiu tão em paz e completo como nesse momento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Muda do CEO