“Meu Deus! É bem maior do que eu imaginei.” Ela disse animada, olhando para as pessoas que cruzavam a estrada, todos de botas de trabalho e chapéu.
Vitório deu de ombros, como se não fosse nada.
- Ainda tem o moinho de grãos por ali. – ele apontou em direção ao silo. – E depois da casa principal há um bosque cheio de árvores frutíferas, que é onde estão acampando. Há também o curral do cavalos e das lhamas a oeste do barracão, podemos ver tudo depois. – ele falava de uma maneira tão habitual, que fez ela pensar em quanto tempo ele passou ali. – Temos gado de corte também, mas ficam no quadrante norte, um pouco mais longe daqui. Depois do pomar tem uma lagoa, e logo mais acima há uma colina depois da campina, que dá uma visão linda do céu noturno.
Lucila ouvia cada palavra imaginando cada lugar que ele descrevia. Teve poucas oportunidades de estar no campo, mas quando aconteceu, ela mal colocou o pé para fora de casa, e não viu nada que se comparasse a El Dourado.
- Olhe lá, eles estão indo ver os novos potros. – disse apontando para Ícaro e as crianças que caminhavam para fora do imenso barracão, bem ao longe. – Vamos entrar e nos instalar em um dos quartos e depois encontramos eles, tudo bem?
“É claro.” Ela concordou, subitamente animada com a perspectiva de ver Olavo e o pessoal. Apesar de quase não terem dormido a noite, ela queria aproveitar cada momento com a família.
Ajeitou o chapéu de cowgirl na cabeça, usava um short jeans desfiado que fez Vitório babar quando a viu assim que o vestiu, uma camisa de manga curta rosa claro, amarrada na frente, deixando parte de seu abdômen à mostra, e botas de couro de cobra cor marfim e caramelo. Seus cabelos estavam presos e um rabo de cavalo, e alguns fios escapavam, esvoaçando ao vento.
Vitório vestia uma calça jeans escura que demarcava cada músculo trabalhado, uma camiseta bege, e botas de vaqueiro. Ele estava tão sexy daquele jeito. Era como se fosse talhado para aquele cenário, para a força bruta que tinha, seu jeito rústico era como uma perdição. Só de olhar para ele assim, já sentia seu corpo quente, e o calor só crescia naquele ponto específico entre suas pernas.
“Pare com isso! Não seja tão pervertida!” Ela se recriminou.
Quando a caminhonete parou no caminho de cascalho, de frente a casa. Alguém se ofereceu para ajudar.
Vitório a ajudou a descer, dando um tapinha discreto na bunda dela, que automaticamente a fez entrar em combustão, imaginando diversas formas de montar aquele cowboy.
Lucila ficou parada perto da escada que levava a varanda, se abanando com o chapéu. Que tentação ficar vendo ele assim, se movendo naquela roupa.
O marido gostoso começou a tirar suas malas com ajuda do peão que falava engraçado, como se Vitório fosse um dos homens que trabalhasse na lida com eles. Era tão desconcertante pensar que ele era um CEO que lidava com milhões todos os dias, mas estava aqui falando de bezerros e de feno de qualidade.



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