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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 130

Vitório

- Isso mesmo, você está indo muito bem, filho. – disse orgulhosamente para Olavo, que segurava as rédeas de um cavalo baio manso.

O peão responsável pelos animais caminhava ao lado de Vitório que acompanhava o trote tranquilo.

- Precisa de mais alguma coisa, patrão? – perguntou o peão.

- Não, pode ir Jorge. – ele respondeu, sorrindo para Olavo que ria feliz em cima do animal.

O homem se despediu com um toque na aba do chapéu, como cumprimento, e os deixou dentro do campo cercado de treino dos cavalos. Não demorou muito para que seu filho dominasse as simples instruções que deu a ele, e rapidamente já estava montando.

Ícaro estava apoiado na cerca de madeira há certa distância, os observando, Tay estava dando voltas em um triciclo antigo do lado de fora do circuito, e não havia sinal de Maya.

- Onde será que está a Maya? – perguntou, conversando com Olavo que seguia concentrado.

- Ela ajuda a cuidar das lhamas a tarde, com o Vô Chico. – informou seu filho. – Só por causa disso, ela acha que sabe tudo sobre as lhamas.

Vô Chico, era o capataz leal da fazenda que estava com os Darius desde que seu pai comprou El Dourado. O velhote ensinou os três irmãos a montarem, e morava ali na sede mesmo. Chico é casado com a cozinheira, Maria. Juntos, tiveram oito filhos e quatorze netos. Vários deles trabalhavam na fazenda.

Ele era como um avô de verdade para os Darius e essa consideração estava sendo passada aos filhos deles.

- Você não quis participar? – Vitório perguntou, conforme acompanhava o menino e o cavalo.

- Eu ia com ela porque o Tay é muito pequeno para ficar dentro das cocheiras, mas não fui dessa vez porque o tio Ícaro disse que você e a mamãe iriam chegar.

- Foi bom, porque conseguiu aprender a montar, carinha. – ele respondeu, se aproximando de Ícaro. – Viu como ele conduz com facilidade? – perguntou ao irmão.

- Tem uma sorte que eu não tive, Olavo. – Ícaro disse, fazendo o menino olhar curioso. – Eu levei um tempo para aprender, caí da sela inúmeras vezes.

- Meu pai me ensinou direitinho, aí ficou fácil. – ele respondeu estufando o peito. – Posso dar uma volta no circuito devagar, papai?

- É claro. Trote lento, lembra bem. – instruiu, se encostando na cerca ao lado de Ícaro.

- Pode deixar! – Olavo respondeu animado, se afastando lentamente com o cavalo.

Vitório observou o garoto se afastando com o cavalo em trote lento, e um calor orgulhoso se espalhou por seu peito, mais intenso do que qualquer vitória que já conquistou nos negócios ou na vida.

A cada pequeno gesto de Olavo, o jeito como firmava as rédeas, como erguia o queixo, tentando se mostrar confiante, ele via a oportunidade de construir com o filho algo que não teve a oportunidade até agora; um relacionamento sólido, feito de confiança, presença e amor de pai e filho verdadeiro.

Diferente da frieza e das ausências que marcaram a infância dele até aqui, Vitório queria estar com ele em cada passo, em cada aprendizado, para que o menino nunca duvidasse do quanto era amado e valorizado.

Queria que Olavo crescesse sabendo que tinha em seu pai um porto seguro, alguém que o sustentaria nos tombos da vida, mas também o aplaudiria em cada conquista, por menor que fosse.

E, naquele instante, enquanto via o filho cavalgar com o sorriso estampado no rosto, Vitório sentiu que esse laço já estava sendo tecido, forte e indestrutível, como ansiou desde o momento em que soube que ele era seu filho.

- Ele leva jeito. – comentou Ícaro. - Deve estar no sangue. – completou.

Capítulo 130 Tio e sobrinho 1

Capítulo 130 Tio e sobrinho 2

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