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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 153

Vitório

Quando Hans Andersen o convidou para uma reunião privada, ele não imaginava que seria um jantar na cobertura do CEO estrangeiro. Muito menos que veria aquela cena bizarra.

Vitório pousou os talheres, nauseado com a entrada de Astrid.

Hans divagou sobre vários assuntos relacionados aos negócios, muito amistoso e tranquilo, nada que o preparasse para isso.

Logo após o último prato ser servido, Hans tocou uma sineta sobre a mesa, uma ferramenta que lembrava muito os nobres de antigamente, que a usavam para chamar seus serviçais.

Sendo quem era, Vitório não estranhou a ação, afinal de contas, estava lidando com um homem que adorava a superioridade e o poder.

No entanto, quem adentrou a sala de jantar não foi uma simples empregada.

Inicialmente, sua mente se perdeu naquela imagem. A vadia que estava tentando destruir sua família, era essa mesma pessoa? A mulher que entrou, vestia um vestido negro que cobria todo o seu corpo, dos tornozelos até o punho, as camadas de tecido não evidenciavam sua figura, marcando somente a cintura, numa espécie de cinto que lembrava uma corrente dourada.

Astrid tinha os cabelos presos e seu rosto estava livre de qualquer maquiagem, mostrando várias marcas roxas e azuladas, e os lábios inchados e partidos. Vitório tinha que admitir que não esperava ver aquilo, mas sentiu uma grande satisfação em ver essa desgraçada dessa maneira.

Mas preferia não fazer parte desse espetáculo bizarro.

- O significa isso, Sr. Andersen? – ele perguntou, assim que o homem se levantou e puxou a cadeira para Astrid, que não dizia uma palavra, só olhava com uma estranha apelação para Vitório.

- Algo te incomoda, Sr. Darius? Talvez a presença da minha esposa?

- Essa reunião é uma piada, Andersen? – Vitório disse, se levantando.

Hans sorriu, quando ao seu olhar, Astrid pegou o garfo e começou a comer uma sopa estranha, com aspecto suspeito.

Vitório ficou nauseado com o cheiro asqueroso daquela substância, mas a puta demoníaca levava a colher na boca ferida sem parar, enquanto suas lágrimas se misturavam àquela coisa.

- Não se ofenda com a mera presença de Astrid. Eu sou um homem casado. É natural que minha mulher esteja presente nesse tipo de reunião. – Hans olhou para Vitório, com indulgência afiada. – A propósito, parabéns pelo bebê. Tenho certeza que a Sra. Darius é uma excelente mãe. Não acha, querida?

Vitório olhou para a figura miserável no chão. Estava apenas desacordada agora, mas desejava que estivesse morta. Mas não pelas mãos desse homem, mas por ele mesmo. Ela devia muito, tinha que pagar.

Entretanto, esse não era o momento de confrontar Hans Andersen. Nesse paradoxo louco em que se via, o pior cenário se concretizaria caso arrancasse dele o que ele queria agora.

Não sabia que tipo de relação havia antes das fotos enviadas por Ícaro, mas duvidava muito que Astrid estivesse tão confiante em desafiá-los, se Hans a tinha como um objeto ordinário, uma cadela em sua coleira de ouro.

- Espero que cumpra com sua palavra. – respondeu Vitório com severidade, antes de se virar para sair.

Agora que sabia onde ela estava e como estava. Seria fácil acabar com ela.

Ao chegar na porta, o mordomo a abriu, antes de deixar o ambiente, porém, Vitório disse num tom baixo e perigoso.

- Mantenha essa lunática longe do meu filho. Se ela sonhar em tentar reaver a guarda do Olavo, eu vou me certificar de que ninguém encontre os seus ossos.

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