Astrid
Bettany Clintwood limpou o rosto ferido de Astrid com uma toalha úmida e morna. Em seu rosto, uma expressão de sincero pesar, algo que para a própria Astrid era repugnante.
Uma mera empregada, com pena da senhora da casa. Que coisa ridícula.
Apesar do nome, Bettany era uma brasileira, filha de uma paulista e uma americano falido, que viveu em Zurich a maior parte de sua vida, por isso seu sotaque era bem carregado, apesar de falar muito pouco. O pai dela trabalhava como motorista para os Andersen, e ela cresceu na propriedade e se tornou uma governanta moldada por Berna, a falecida esposa de Hans.
A lealdade da jovem empregada obviamente pertencia a família Andersen, porém havia algo que poderia usar a seu favor. A língua materna de Bethany. O português arrastado que ela falava, era mais do que suficiente para se comunicarem sem que Hans soubesse o que era dito, portanto, ela seria uma ótima ferramenta.
Pensando nesse aspecto, Astrid sempre foi simpática e cordial com Bettany. Até mesmo agora, que tinha vontade de arrancar aquela expressão de pena do rosto da empregada, com suas próprias unhas.
- Beth... – chamou num fio de voz, fazendo as lágrimas de ódio correrem soltas. Precisava usar a pena dela de alguma forma. – Eu...eu não entendo...como o marido amoroso e gentil... pode fazer isso comigo...
Seu rosto se transformou em um mar salgado, fazendo seus hematomas e cortes limpos arderem.
Se não virasse o jogo rápido, se tornaria um corpo enterrado em algum canto qualquer das propriedades Andersen, tinha certeza que Hans não hesitaria em matá-la.
Tinha que escapar desse imbecil que acreditava que tinha colocado uma coleira em seu pescoço. Mas depois de ser fodida aos socos e estrangulamentos diversas vezes, ela entendeu que Hans transformou o desejo que tinha por ela em uma depravada vontade de vê-la sofrer e urrar de dor.
Ele não era um Mestre de BDSM, pelo contrário, Hans abominava esse tipo de coisa fora da caixa. Ele era do tipo nobre e cheio de compostura até no sexo. Entretanto, desde que aquelas malditas fotos chegaram até ele, era como se estivesse nas mãos do próprio demônio.
Não havia pausas para suas “disciplinas”. Ele não permitia que ela dormisse, sempre que pegava no sono ou tentava escapar do quarto, aquela coisa enorme que ele enfiou em sua bunda, a eletrocutava, fazendo Astrid se contorcer de dor e desespero.
A comida deixou de ser levada ao quarto dela desde a descoberta dele. A sopa, como era chamada agora coisa nojenta, tinha uma origem desconhecida, e lembrava restos do esgoto. Estava vivendo daquela água suja de carne sebenta que ele mandava servir, e se ela não comia, Hans usava o choque dentro de sua vagina também.
Seu órgão genital virou o botão perfeito para ele. A cada tortura, ele rosnava o quanto ela era imunda e suja, chegando a obriga-la a reproduzir cenas das fotografias, que acabou com seus planos.
- Senhora, eu sinto muito... – Bettany respondeu, daquela forma carregada, porém num tom suave. – O Sr. Andersen é um homem muito nobre.... ele só está...


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