Vitório
A espera por ela o deixando louco.
Depois que todos foram embora, ele e sua doce esposa colocaram Olavo para dormir. Lucy leu para ele pela primeira vez, e apesar da emoção, o cansaço o venceu rapidamente, e não demorou para seu filho adormecer com um sorriso terno nos lábios.
Finalmente sozinhos no quarto principal, Vitório tomou Lucila em seus braços, ansiando por tocá-la e fazer ela gemer de paixão, mas danadinha tinha outros planos, o empurrou na cama sorrindo e disse que tinha uma surpresa.
Mal se contendo, Vitório se despiu. Vinha desejando possuir sua esposa de todas as formas possíveis, e hoje poderia saciar sua fome de prazer.
Mas a espera estava acabando com o seu pouco controle.
Ela estava tão linda essa noite, seu sorriso incrível, seu toque macio e delicado, o perfume único que se desprendia de sua pele leitosa... E a sua voz, aquela suave e melodiosa voz que o encantava como magia, fazendo seu coração retumbar, como um chamado de sintonia única, feito somente para ele.
- Querida, está demorando muito. Acho que você precisa que eu vá até aí te ajudar.
- Não seja impaciente. Não vai estragar a surpresa. – Ela ralhou de dentro do closet. – Já estou saindo. Tire a roupa e fique na cama.
- Não tem mais nada aqui para tirar, princesa.
O som do riso dela contagiou o lugar.
O coração de Vitório disparou, não podia esperar mais, queria olhar para ela, ve-la sorrir daquele jeito, sentir seu gosto no dele. Se levantou, pronto para desobedecê-la, mas nesse momento, ouviu o som quase inaudível de seus saltos.
Vitório voltou para cama e se sentou no meio da cama, encostado nos travesseiros. Os olhos fixos no corredor do closet.
As luzes se apagaram, e a iluminação foi substituída pela luz ambarada de descanso, trazendo maior intimidade ao ambiente. Em seguida, uma música terrivelmente instigante invadiu a suíte.
Ela não estava para brincadeira. A expectativa o corroeu por dentro.
- Feche os olhos, querido, e não se mexa. – ela disse, numa voz sexy pra caralho.
Vitório puxou o ar ruidosamente, fechando os olhos. Imediatamente sentiu a presença dela caminhando em sua direção, apertou com força a cabeceira de cobre da cama, para não puxá-la para si. Podia sentir o rosto dela próximo ao dele, seu cheiro o entorpecendo irremediavelmente.
Um clique metálico em seu pulso o surpreendeu.
Em seguida, um segundo clique no outro pulso.
- Mas o que...
- Shiiii... – ela disse, bem rente ao ouvido dele.
Seu corpo se arrepiou, respondendo a provocação que incitava inúmeras imagens.
- Agora você pode abrir. – Ela sussurrou.
Ele a obedeceu novamente, e o que surgiu diante de seus olhos o deixou completamente aturdido, rendido e alucinado de desejo. Lucila, aquela mulher que sempre foi tão recatada e composta, vestia uma fantasia sexual.
E não era qualquer fantasia.
Ela estava vestida, ou praticamente desnuda, de nada mais nada menos que uma coelhinha. Sim... uma coelhinha mais sensual que qualquer coisa que ele já tinha visto ou imaginado nessa vida.
As orelhas pontudas de pelinhos brancos e rosa se moveram, quando ela deu uma voltinha, bem ali na frente dele, o incitando a avançar, a devorá-la, até que não soubesse mais o próprio nome.
Ela sorriu satisfeita, ao vê-lo duro como um mastro de ferro, e se virou rebolando um pompom branco, costurado em uma calcinha minúscula de tule francês que se unia à parte da frente da roupa.


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