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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 182

Beth se esforçava para parecer que estava tudo bem, mas era evidente que isso não era verdade.

A vontade de Lucy era levá-la para algum lugar, longe das vistas da governanta assombrada, e então descobrir o que houve. Mas nesse momento, tudo o que podia fazer era garantir que veria Beth de novo.

- Eu fiquei muito surpresa com a sua visita Sra. Darius. – ela disse, depois de se sentar na extremidade da sala.

Ela parecia querer manter certa distância, como se o abraço emocionado de ambas, há poucos minutos não tivesse acontecido. O comportamento da moça doce e bondosa, estava muito diferente do que conheceu.

- Combinamos de nos chamar de maneira menos formal, se lembra. – disse, com um sorriso forçado. – Me chame de Lucy.

- Talvez eu tenha sido muito precipitada. – ela disse desviando o olhar. – Em que posso ajudá-la?

- Sabe porque estou aqui Beth. – Lucy começou, como ela insistia em olhar para o jardim lá fora, com aquele olhar perdido, Lucila foi direto ao ponto. – Quero fazer o exame, para determinar se somos realmente irmãs

- Não precisa se forçar a isso, sei que não quer um vínculo com alguém como eu...

Os olhos de Beth brilharam em novas lágrimas.

O que aconteceu? Por que ela estava assim? Onde foi parar aquele brilho intenso e caloroso de seu olhar?

- Minha reação foi o reflexo de alguns traumas da minha infância. Mesmo assim, eu deveria ter me contido. Me desculpe, Beth.

Seus olhos molhados se voltaram para Lucy, surpresos com a sinceridade. Ela estremeceu, parecia prestes a desabar.

- Até lá podemos nos aproximar, e nos conhecer melhor. Quero saber tudo sobre você, sobre o nosso pai... – Beth escondeu o rosto nas mãos, cedendo as suas emoções.

Lucila correu até ela, e a abraçou forte, dizendo baixinho.

- Quem está fazendo isso com você, querida? Você precisa de ajuda? É a Astrid?

À menção do nome daquela mulher, Beth se afastou olhando para Lucila com verdadeiro choque.

- Você ainda não sabe?

- O que?

- Ela fugiu.

Inconscientemente, Lucila apertou forte as bordas do sofá. O rosto molhado de Beth começou a girar, e ela fechou os olhos tentando afugentar seus temores para longe.

Pensou em Olavo.

Aquela mulher era capaz de qualquer coisa. Poderia estar elaborando algo para sequestrar Olavo, e forçar Vitório a agir como ela queria. Todos estavam em risco.

- Eu não sabia que ele...tinha escondido... isso. – Beth disse num tom sussurrante. – Sinto muito, Lucy... devia ter te avisado, mas...

- Já excedeu seus limites por hoje, Bettany. – Uma voz aveludada, porém imperativa, as interrompeu.

Lucila se levantou, se deparando com um homem um pouco mais baixo que Vitório, cabelos grisalhos perfeitamente penteados para trás, feições rígidas e másculas, olhos azuis celestes, e um porte físico bem distribuído. Silenciosamente, ele adentrou a sala, vestia uma calça de alfaiataria francesa, mocassins de couro italiano e um suéter caqui da Hermès.

- Bem, nos vemos amanhã. Até mais.

- Boa tarde. – Sam disse, pela primeira vez, se fazendo notar.

Ao serem conduzidos para fora, Lucila sentiu como se parte do seu coração ficasse presa lá dentro daquele lugar escuro e sombrio. Beth sairia amanhã, não ia aceitar nenhuma desculpa. Tinha que falar com ela longe da sufocante presença de Hans Andersen.

- Você ouviu o que a coitada da sua irmã disse? – Sam falou, assim que entraram no carro. – A vadia fugiu, precisamos falar com os rapazes. Ela é perigosa, Lucy.

Lidar com a presença de Andersen, foi tão difícil, que fez a fuga de Astrid ser irrelevante naquele momento. Mas Sam tinha razão, a paz tinha acabado, e agora entendia porque se sentia tão inquieta, como se a qualquer momento algo fosse atacar a felicidade de sua família.

- Vamos nos reunir no jantar. Pelo que entendi, Andersen está escondendo a fuga dela.

- Acho que ele está escondendo porque está dormindo com a sua irmãzinha. – Sam falou, fazendo uma careta. – Ela parecia um pobre cordeiro na boca de um chacal.

- Isso não pode ser verdade. Sei que tinha algo muito errado naquele lugar, mas não posso acreditar que ele está se aproveitando dela.

- Você continua inocente, como sempre cunhadinha. – Sam respondeu, sarcástica, abaixando os óculos de sol. – Algo está rolando ali, mas Bettany não tentou te pedir ajuda e nem falou do Hans em nenhum momento. Acho que ela gosta dele.

- Pelo amor de Deus, Sam. Ele parece o avô dela!

- Olha quem fala! – ironizou Sam, fazendo a expressão de Lucy se quebrar. – Gostar de coroas deve ser algo que está no sangue.

- Sam!

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