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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 185

Lucila o olhou com incredulidade. Pensou que ouviu errado, suas mãos seguraram as dele, buscando desesperadamente por qualquer indício de que ele se enganou no que disse.

- Como assim...? O que você quer dizer com isso, amor? – Perguntou, sentindo seu coração galopar rápido.

- Acho que preciso detalhar aquilo para que entenda, é o mais justo com você, princesa. – ele a conduziu até a cama, depois de acomodá-la, Vitório se ajoelhou diante dela. – Logo que voltamos da Itália, eu me joguei no trabalho para controlar o desejo desenfreado, a vontade contínua de estar com você. Eu não queria admitir que estava amando você, não queria sentir nada por ninguém, principalmente por você, que sempre teve um lugar especial no meu coração. Mas me apaixonei loucamente por seu beijo, pelo doce e esperançoso que olhava para mim, e depois que você apareceu usando aquela lingerie no meu quarto na noite de núpcias, tudo em mim se tornou descontrolado e desesperado para ter você.

- Você me disse que não sentia nada por mim, me mandou embora... – Lucy disse, com os olhos marejados ao relembrar aquela rejeição.

- Creia-me que tive que fazer um esforço sobre humano para não te carregar para a cama e me perder naquele frenesi desesperador que estava sentindo. Eu até mesmo saí da villa. Não confiava em mim mesmo, e não queria que sua primeira vez fosse daquele jeito, por você achar que precisava agir como uma esposa. – Ele puxou o ar ruidosamente. – Se eu tivesse feito amor com você na lua de mel, teria sido muito pior, porque eu nunca imaginei que aquela psicopata faria o que fez.

- Ela se casou com o Ícaro. Também pensei que era isso que ela queria, nunca pensei que era você que ela perseguia...

- Acreditei que ela só faria aqueles joguinhos ridículos, me ameaçando de contar o envolvimento que tivemos antes dela conhecer o meu irmão. Mas ela perdeu a cabeça depois que me casei com você, chegando ao ponto de aparecer no meu escritório totalmente nua, ou aparecer em casa escondido, ameaçando te contar sobre nós. – as expressões dele foram ficando cada vez mais coléricas conforme falava. – Evitei muitas abordagens e loucuras dela, para atingirem você e o Ícaro, mas ela continuava me ameaçando. Astrid dizia que me faria ver que ela era a única quem deveria ser minha esposa, era como se ela tivesse enlouquecido de vez.

- Eu nunca a vi na nossa casa, mas me lembro de você se reunindo com a segurança do condomínio muitas vezes, e depois veio aquela decisão de por câmeras em toda parte.

- Nunca me passou pela cabeça que esse foi o motivo que te levou a viajar depois. Alimentei uma esperança boba de que tivesse ficado, só para ficar comigo no jantar com os meus pais.

- O jantar foi era importante para você, então terminei tudo o que me prendia ao escritório e voltei para casa antes de voar. – Vitório olhou para suas mãos entrelaçadas. – Quando cheguei a Amsterdã, já era de madrugada, não vi e nem falei com Ícaro. Fui saber que ela estava lá só no dia seguinte. Ícaro e eu discutimos feio, ele ficou possesso com a minha insistência em mandá-la embora, e fomos para as reuniões totalmente fora de sintonia. Mesmo assim, consegui contornar os danos, e os executivos chegaram a um acordo, e fechamos o negócio na segunda noite de negociações. Chegamos ao hotel ainda irritados um com o outro, mas estávamos felizes com o novo cliente. Astrid estava esperando por ele, e tentou fazer o Ícaro me convencer a sair para comemorar, mas eu não suportava nem olhar para ele, muito menos sairia para jantar com eles.

- Ela foi para Amsterdã com intuito de te fazer aceitá-la de volta. – Lucila concluiu, sentindo um calafrio percorre-la. Essa mulher insuportável era como um maldito vírus.

- Não. Ela tinha outro intuito, e o conseguiu naquela noite. – Ele rosnou entre os dentes, se levantando e se afastando até chegar às portas abertas. A rajada de vento o atingiu e ele fechou os olhos, seu cenho franzido ao extremo. – Recebi uma garrafa de Macallan 1926, um whisky escocês que estava querendo a um tempo. Ela tinha os cumprimentos do meu irmão, na caligrafia dele, e estava acompanhada de uma variedade de queijos suíços, e eu que não tinha comido nada desde o almoço, decidi comer a iguaria local antes de provar o Macallan.

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