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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 73

Vitório

Era muito cedo para encontrar alguma coisa à altura de Lucila. Mas essa manhã, nesse momento, merecia algo especial, e ele não precisava procurar por nada, porque para ela tinha guardado algo que seria inestimável e que certamente mostraria que pensava nela há muito tempo.

Tinha que mostrar a sua princesa que tinha voltado para ficar, que essa noite teve um significado que nem conseguia descrever em palavras.

Dirigindo para o centro da cidade, ele pensou em como Lucila reagiria ao entregar a ela aquele presente.

Ela estaria tomando o café da manhã que ele levou para ela? Estaria pensando na noite passada, revivendo tudo, como ele estava fazendo agora?

Um sorriso torto encontrou seus olhos pelo espelho retrovisor. Parecia a porra de um adolescente que acabou de fazer sexo pela primeira vez. A imagem de Lucila nua em sua cama, gemendo de prazer, chorando de emoção retumbou em seu peito.

Não. Não era nada parecido com aquilo.

O que houve entre eles não era nada como sexo puro e simples. Ele sabia bem. Vitório penteou os cabelos ainda úmidos para trás, com os dedos; aquilo era mais do sexo, mais do que qualquer experiência sexual que já viveu. Isso era fazer amor.

Que ironia do destino.

Ele que achava impossível uma intimidade mais intensa do que as sessões de bdsm que apreciava, que ridicularizou Ícaro, Alberto, por enalteceram o relacionamento que tinham, por dizerem que não havia nada que se comparasse a ter em sua cama a mulher que amava; agora estava totalmente consciente de que estavam absolutamente certos.

Fazer sexo, brincar com escravas, jogar com submissas era muito bom. Assistir a sessões também era interessante. Mas nada, nada se comparava a fazer amor.

Fazer amor era ligação de corpo e alma, era fluidez e intensidade. Era coração e ritmo.

E Lucila, mostrou a ele que eles tinham algo raro, potente, inflamado, uma chama inesgotável e latente que não tinha começo nem fim. Era isso, era fazer amor.

Sua bela esposa não se entregou sozinha na noite passada, ele também o fez. Só ela foi capaz de atingir esse ponto em seu peito que manteve sua alma ligada a dela, que sentiu suas emoções se refletirem nas dele.

Mesmo que tenha tentado ir devagar, para não machucar Lucila que é tão delicada; foi impossível parar. Uma vez não foi o suficiente.

Dentro daquele cofre havia algo que ele tinha guardado a sete chaves, que pensou que nunca teria a oportunidade de entregar a ela. Mas depois do que aconteceu, sabia com toda certeza que esse era o momento.

Para as outras pessoas, poderia ser algo sem valor, até mesmo ridículo. Mas para Lucila, para ele, aquilo era mais valioso que qualquer joia, que qualquer tesouro.

Ele puxou a maleta de couro verde escuro, e conferiu seu conteúdo. Seu coração disparou inexplicavelmente. Nunca se esqueceria do quanto aquilo os uniu, e de como pensou que protegeria Lucila daquele momento até o fim de sua vida, de que nunca mais deixaria ela sofrer daquele jeito em que a encontrou, e que seria o seu confidente sobre aquele segredo por toda a sua vida.

Tirou a maleta do cofre e fechou, ainda se lembrando de suas mãos pequeninas deslizando sobre o teclado do piano, molhado com os pingos de suas lágrimas.

Naquele dia ela mostrou a ele seu coração e toda a sua pureza. Ele nunca se esqueceria do que sentiu naquele momento e da promessa que fez a ela.

Vitório saiu da mansão, louco para olhar nos olhos dela, sentir sua boca de novo, e dizer o quanto a queria. Dizer que nunca se esqueceu daquele dia, que essa era a prova.

Dirigindo rápido pelas ruas da cidade, ele não via a hora de chegar, de sentir seu cheiro, de abraçar seu corpo quente e macio, de tomá-la de novo, e se sentir completo de novo... só mais uma vez.

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