Entrar Via

A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 74

Adentrou a casa rapidamente, sem nem mesmo perceber que o som da conversa de Hermes e Amanda, vinha da sala de jantar.

Vitório subiu as escadas praguejando interiormente por não ter se lembrado de comprar para ela um buquê de rosas azuis, as preferidas dela.

Mas poderia compensar depois, quando saíssem juntos para almoçar.

A porta do quarto de hóspedes estava entreaberta, e ele checou de Olavo estava lá, constatando que o menino tinha arrumado a cama e possivelmente estava com Lucila, ele se preparou para não demonstrar sua vontade de ficar sozinho com sua esposa.

Adentrou a suíte devagar, aspirando o perfume dela que exalava por toda parte. O silêncio absoluto o recebeu inesperadamente. Não era o que ele esperava. Pensou que Olavo estaria ali esperando por ela para desceram para a sala de jantar, enquanto o menino falava sobre como foi sua noite.

Entretanto, a cama estava vazia.

E o quarto também.

A arrumação indicava que não havia ninguém ali há algum tempo, mas a bandeja de café da manhã estava intacta sobre o criado mudo, como um lembrete de que seu gesto não foi bem aceito. O bilhete, estava perto da rosa branca, como se não tivesse sido aberto.

Vitório colocou a maleta na cama, as mãos engancharam na cintura.

- Mais que caralho aconteceu em tão pouco tempo? – murmurou para si mesmo.

Lucila estava dormindo bem quando saiu, ele sabia que ela estava cansada e estaria dolorida então deixou ela descansar tranquilamente, enquanto buscava o presente dela. Então onde diabos estava sua esposa?!

Em um impulso, ele pegou a maleta e a guardou rapidamente em um dos compartimentos do closet. Olhou para o relógio de pulso, quase nove e meia. Seus compromissos na empresa começavam a partir das dez da manhã, portanto não podia perder tempo, tinha que encontrar Lucila e descobrir o que aconteceu, antes de sair para a Acrópole.

Diversas teorias se formavam em seus pensamentos tumultuados enquanto descia, em busca da única pessoa nessa casa que saberia onde ela estava e por que saiu assim.

- Porra, ela nem estava bem... – sabia que Lucila estava muito dolorida.

Então como ela pode sair assim?!

Entrou na cozinha com toda a sua fúria sobrecarregando seus músculos, seus punhos, seus pensamentos, e certamente sua presença.

Ludmila estava servindo café a Tobias, enquanto conferia seu caderno de anotações sobre os afazeres dos empregados. Ela levantou os olhos com aquela expressão indulgente que Vitório detestava.

- Onde ela está? – perguntou diretamente.

A velhota mal pode esconder o prazer em sua cara de mal amada do cacete.

- Quem, senhor? – perguntou, com a maior cara de pau.

- Não estou com paciência e nem humor para suas provocações! – Vitório espalmou ambas as mãos sobre o tampo de mármore da ilha da cozinha, se inclinando na direção dela.

A governanta engoliu em seco e arrumou o óculos, abaixando a cabeça. Era bom que soubesse com quem estava lidando.

- Se está se referindo a senhora, eu não sei onde ela está. – respondeu, quase engasgando com seu veneno mentiroso. – Ela só me instruiu a cuidar do menino e saiu.

- Você está mentindo!!!

Aquela velhota nunca quis me ver de volta, ela vivia enchendo a cabeça de Lucila de todo o tipo de merda, só para que não houvesse nenhuma aproximação entre eles. Se dependesse dessa velha fofoqueira que se encolhia de medo a sua frente, certamente Lucila estaria com outro homem a muito tempo.

- Eu não estou, senhor...

- Vou me atrasar hoje. Reagente à primeira reunião, e peça ao Ticiano que me encontre na minha sala às onze.

- Sim , senhor. E o que eu digo para o senhor Ícaro?

- O que tem ele, cacete? – perguntou exasperado.

- Ele está perguntando pelo senhor em razão do café da manhã que tinha marcado com a CEO da Construtora Camargo.

Merda! O café da manhã hoje era com Ícaro e Camila. Se esqueceu completamente.

- Diga ao meu irmão que estou resolvendo algumas pendências. Quando eu chegar, falo com ele. Envie flores a Camila em meu nome com um pedido de desculpas.

- A senhorita Camargo não aprecia flores Sr. Darius.

- Um vinho, então! – respondeu cortando uma avenida sem esperar o sinal abrir. – Pergunte ao Ticiano o que ela gosta, e resolva isso!

- Certo. Me desculpe senhor...

- Não é culpa sua... olhe... – Vitório puxou o ar com força, brecando seco, quando o sinal fechou e uma criança do tamanho de Olavo correu para atravessar a rua. – Eu preciso ir. Até mais.

Passou as mãos nos cabelos, pensando em como Lucila o afetava. Ele nunca esteve tão irritado nos últimos anos, nunca perdeu a paciência com sua secretária, não esquecia compromissos.

- Onde você está, princesa…

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Muda do CEO