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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 79

Lucila

As reações de seu corpo ao toque dele, a sua voz, seu cheiro e suas provocações imorais, eram desconcertantes.

A raiva fazia seus sentimentos se tornarem ainda mais intensos.

Ela não pretendia jogar na cara dele que sabia sobre a linguagem de sinais, mas quando percebeu que ele pretendia continuar com esse jogo, algo dentro dela perdeu a paciência.

Lucila apertou os olhos tentando resistir ao desejo, ao calor lânguido que se apossava de cada célula que a constituía. Não devia sentir isso, não devia ceder e permitir que ele ficasse tão perto, mas só de aspirar o cheiro tão profundo e inebriante que se desprendia do pescoço, do peito dele, ela já sabia que estava perdida.

A boca dele desceu sobre a dela, se apropriando dos seus lábios ao mesmo tempo que enganchava suas pernas na cintura dele, a carregando no colo. As mãos enormes afundando na carne de suas nádegas, a cada passo que ele dava.

O beijo dele se aprofundou, exigindo que a dela se abrisse para ele, que correspondesse a urgência de sua língua, fazendo ambas dançarem em uma combinação crescente de necessidade, luxúria e posse.

Sim, posse.

Vitório demonstrava pocessividade com aquele beijo, com o jeito que a segurava atracada a ele. E ela... não sabia por quê, mas se sentia da mesma forma.

A vontade de sentir tudo de novo, de ter Vitório só mais uma vez se sobrepôs à razão e a aquele frágil instinto de auto preservação. Quando ele se sentou no sofá com ela, estavam praticamente sem fôlego, e estava tão quente que ela temeu que entrassem em combustão instantânea.

Vitório abandonou seus lábios, para degustar seu pescoço, que ela oferecia totalmente entregue ao delírio de sentir a boca dele no seu corpo de novo.

As alças de seu vestido foram afastadas, expondo seu tronco, seus seios rijos de tanto desejo. Mãos habilidosas os tocaram, a deixando ainda mais úmida em seu centro.

Lucila se viu abrindo a camisa dele, sem nem saber direito o que estava fazendo. Suas mãos passearam pelos músculos em liberdade, o calor natural de Vitório, os pelos de seu tórax, salpicados de prata como sua barba e cabelo, eram macios e contrastavam com a suavidade da pele sensível dos mamilos dela.

Se afastando alguns centímetros, Vitório subiu completamente a saia de seu vestido, acariciando suas pernas, seus olhos cintilando na pouca luz com o verde cintilante, mesclado a prata derretida.

Ele observava suas reações, ficando cada vez mais duro sob ela.

- Onde está todo mundo? – uma mão máscula subiu pela coluna dela, provocando arrepios extasiantes.

“Meu pai e minha mãe levaram o Olavo ao cinema... – ela gesticulou fracamente. - ... dispensei os funcionários mais cedo para... poder tocar.”

- Ótimo. – ele respondeu afundando a mão no cabelo dela e o segurando, mantendo o olhar no dela. – Isso significa que temos bastante tempo para que você me convença que não quer, que não sente desejo assim...

A outra mão se enveredou entre suas pernas abertas, subindo lentamente até seu sexo ansioso, molhado, dolorido e pulsante. O olhar dele seria capaz de queimar a floresta amazônica inteira, quando seus dedos afastaram sua calcinha para o lado. O polegar massageava seu clitóris com movimentos circulares precisos, causando uma verdadeira tempestade de prazer em seu centro, que automaticamente começou a se esfregar contra o membro dele.

- Abra o zíper, me toque e sinta o que você faz comigo, querida. – ele ordenou naquele tom grave, sexy, que era impossível resistir.

Com as mãos trêmulas, ela desceu até sua cintura, soltando primeiro seu cinto, depois abriu o zíper da calça, Lucila se arrepiou ao tocá-lo sobre o tecido preto da box que ele usava.

Inesperadamente se lembrou do dia em que o masturbou, acreditando que estava sonhando. Vitório sorriu maliciosamente.

Como ele nunca percebeu o quanto precisava disso.

Desse contato, dessa conexão, de sentir desejada. Ela queria se sentir a mulher dele. Lucila não queria se lembrar de quantas noites ela remoeu a rejeição da lua de mel, chorando sozinha. Mas neste momento, em que ele entregava tudo o que negou por todos esses anos, nesse momento em que ela se sentia parte dele, se movendo num ritmo frenético sobre ele, sua mente insistia em lembrar daquela noite amarga em que ansiou por ele, em que se ofereceu em uma bandeja de prata e foi rejeitada.

Os movimentos de seus quadris ficaram cada vez mais rápidos, o suor escorria por seu corpo, se misturando ao dele. Vitório gemia de prazer, mas quanto mais ela aumentava o ritmo, mais ele tentava contê-la, até que segurou seu rosto entre as mãos, buscando em seus olhos.

- Vai devagar, querida, você ainda está machucada e dolorida. – ele tentou fazê-la parar.

Mas Lucila não conseguia parar de se mover, ignorando os protestos de seu próprio corpo, e também as lágrimas que se formaram rapidamente. Ela mergulhou na profundidade daquela galáxia inexplorada dos olhos de Vitório. “Eu não posso parar, porque eu te amo. E você nunca me deu o que oferece agora. Quero mais, quero ter tudo de você nesse momento, para que nunca mais me sinta sozinha, para que aquela noite se apague em minha mente. E eu me esqueça que um dia você me rejeitou!”

Seus pensamentos eram tudo o que ela sentia naquele momento, mas ela nunca poderia dizer isso para ele. Nunca se colocaria na situação de mulher desesperada de novo.

Vitório beijou seus lábios com suavidade, a abraçando forte. Seu abraço era acolhedor, e só fez mais lágrimas banharem o rosto dela. Se ele soubesse o quanto seu coração ansiava por ele.

A onda de prazer estava no limiar de seu ser, ela sentia o clímax chegando e queria memorizar esse momento para sempre, porque ela sabia que Vitório não a amava e não ficaria.

Lucila fechou os olhos e jogou a cabeça para trás quando desceu deu uma vez sobre o mastro inchado, pulsante do homem que amava. Seu corpo estremeceu com a força do orgasmo, e a intensidade que sentia o dele chegando dentro dela.

Com o rosto afundado em seu pescoço, ele depositou um beijo gostoso em sua pele eriçada, e murmurou, enquanto se levantava com ela a surpreendendo mais uma vez.

- Não sei o que está pensando, mas não importa que pense que foi só mais vez. – Vitório abriu a porta do jardim de inverno, e sem nenhum pudor a carregou pela casa se livrando das calças no meio do caminho. – Eu não vou embora, e você não pode se livrar de mim.

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