Vitório
A água morna banhava seus corpos unidos em uma cadência única.
Lucila arfava de encontro a boca dele, se contorcendo a cada investida de seu pau duro, seu corpo molhado era puro pecado. A pele leitosa escorregando na dele, subindo e descendo montada em sua cintura.
Os seios dela batendo contra seu peito, numa carícia deliciosa, sua língua doce provando da dele como se experimentasse uma nova fruta. Essa mulher era o ápice do prazer e da doçura viciante.
A cada investida de Vitório, mais ele queria sentir o aperto de suas paredes quentes e meladas, o apertando dentro dela, lutando para comportar sua extensão, e ao mesmo tempo se satisfazendo com os movimentos dele.
- Você é minha, Lucila. – ele rosnou, a pressionando contra a parede do banheiro. – Só minha, princesa.
Ela assentiu, seus olhos semicerrados, a boca vermelha pelo beijo. A imagem da luxúria. Vitório sabia que precisava ir mais devagar com ela, que tinha que dar tempo para o corpo pequeno e delicado se recuperar, mas esse instinto de tê-la, essa necessidade frenética de proclamar sua posse sobre ela, não passava, na verdade, a cada toque ficava mais forte.
Segurando suas coxas abertas, ele começou a se mover mais devagar, para sentir sua bucetinha pequena se esticando lentamente ao redor dele. A sensação de entrar em Lucila dessa forma era sublime, e mesmo tendo gozado duas vezes, seu pau continuava ereto por ela.
Os mamilos rosados estavam tão durinhos, se movendo com o movimento de vai vem, tão lindos como dois botões de rosa sob o orvalho da manhã. Eram irresistíveis, como tudo em doce e inocente esposa.
Vitório tragou o primeiro, sugando como se estivesse faminto por aquele ponto específico dela, seu corpo se moveu automaticamente para dentro dela em uma estocada mais firme, recebendo seu delirante calor apertado. O som de seus corpos batendo sob a água era uma música erótica maravilhosa, e ele desejou ficar dentro dela para sempre.
- Lucy... – ele sussurrou à beira do clímax de novo. – Ah minha doce Lucy... Eu vou te fazer minha toda noite, até que não haja parte de seu lindo corpo que não tenha meu cheiro, minha marca e o meu sabor!
Um gemido ansioso saiu da boca dela, enquanto se contorcia com a investida intensa que o fez se derramar dentro dela mais uma vez. Ofegantes, suados, e cheirando ao prazer um do outro, suas bocas se encontrando, deixando seus corpos se acalmando do frenesi devastador daquele ato perfeito.
Lucila tocou a maleta suavemente, e esperou que ele abrisse, revelando seu conteúdo. Seus olhos marejaram quando ela se deparou com a partitura original de Träumerei, Op.15 de Schumann. As lágrimas rolaram por seu rosto delicado, as pontas de seus dedos deslizando sobre o papel antigo cheios de marcas do tempo.
- Foi a primeira composição que ouvi você tocar, e também a mais tocante que eu já presenciei. – Vitório a abraçou segurando o rosto dela, secando suas lágrimas com carinho. – Você se lembra, princesa?
Ela assentiu, o azul de seus olhos adquirindo uma tonalidade diferente, como se a alma dela estivesse exposta, aberta, mostrando sentimentos tão profundos que ninguém jamais viu. Seus braços o envolveram, o rosto afundou no peito de Vitório, e ele imediatamente a trouxe para seus braços.
Havia algo guardado a sete chaves dentro de Lucila, algo que ela nunca conseguiu compartilhar com ninguém, e ele sabia, desde aquela tarde em que a encontrou tocando Träumerei, entre lágrimas, soluçando sozinha; que aquela dor era grande demais para que ela suportasse sozinha.
E talvez fosse a raiz do trauma profundo que causou o mutismo de sua esposa.

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