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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 89

Todas as informações recém descobertas ainda giravam incessantemente na cabeça de Vitório. Adiantou o máximo que foi possível, os seus compromissos, e pediu a Bárbara, sua secretária, que informasse seus irmãos que ele tinha compromissos familiares.

Pensou em diversas maneiras de quebrar as barreiras do medo de Olavo. Precisava descobrir tudo o que aconteceu e por que ele procurou a casa deles, e o mais importante; saber se ele poderia mesmo ser seu filho, como tudo levava a crer.

A ideia de comprar um telescópio surgiu facilmente, quando se lembrou que o menino era fascinado pelo espaço. Imaginava que ver as estrelas e planetas com ele, faria o garoto se abrir, nem que fosse só algo que não levasse Vitório a nada.

Mais do que nunca, ele queria conhecer Olavo.

Se ele fosse mesmo seu filho, havia perdido muitas coisas, e não esteve com ele nos piores momentos de sua curta vida. Isso era tão revoltante, tão frustrante.

Ao estacionar, pensou em outro aspecto dessa possibilidade. Lucila.

Sua doce esposa não sabia de suas temerosas suspeitas, mas se constatasse a veracidade da paternidade de Olavo, teria que contar a Lucila. O problema seria explicar a ela como um garoto de nove anos, era filho dele, e o pior, com aquela puta dos infernos.

A perspectiva do que aconteceria ao revelar a verdade a ela, causou uma reação antagônica e hostil em seu peito. Só de pensar na dor que Lucila sentiria, Vitório já se sentia o pior dos canalhas, sem contar que isso poderia afastá-la totalmente, dizimando suas chances de conquistá-la.

- Isso não vai acontecer. Lucila é minha, ela sempre será minha. – ele murmurou para si mesmo, pegando o pacote no carro.

Adentrando a sala de jantar, percebeu que o som dá risada do garoto trouxe uma sensação indescritível de alívio. Era como se precisasse ouvi-la para se saber que ele estava ali, que estava bem.

Vitório deixou o pacote sobre a mesa do aparador, e seguiu o som que vinha da porta aberta do jardim dos fundos. A cena era realmente linda.

Lucila estava de joelhos perto de um vaso basco, com seus instrumentos de jardinagem no chão de ardósia, ao seu lado, Olavo tentava plantar as mudas de plantas, como ela acabou de fazer.

O garoto tinha um regador em uma mão, e uma pá de jardim na outra. Seus cabelos, suas roupas e os pés estavam todos sujos de terra. Lucila usava um short esportivo preto, e uma camiseta regata verde limão. A água do regador a deixou molhada, e a rouba estava aderindo ao seu corpo sexy.

- Lucy, acho que os meus não vão brotar. – Olavo disse, entre uma risada e outra. – eu afoguei as sementes, e elas não vão sobreviver.

Lucila riu com ele, e o encorajou a plantar mais, segurando em suas mãos.

- Fizeram uma festa no jardim, e nem me convidaram. – ele sorriu para o garoto.

Se aproximou e bagunçou seus cabelos molhados. As bochechas de Olavo ficaram rosadas, e ele abaixou a cabeça para esconder o sorriso triunfante. Lucila arrumou as mexas soltas de seu cabelo sedoso, atrás das orelhas, fazendo seu perfume único chegar até as narinas dele.

Teve que se conter para não arrebatar seus lábios rosados ali na frente do menino. Vitório passou o braço pela cintura dela, ignorando seus protestos por estar molhada e suja de terra. Beijou o alto de sua cabeça, e perguntou.

- Como foi o seu dia?

“Foi muito bom. Consegui uma vaga para o colégio São Colombo, para o Olavo. Ele adorou a novidade, acho que gosta muito de aprender. Depois fizemos um sorvete para o jantar e viemos para o jardim. E o seu, como foi seu dia na Acrópole?”

Enquanto Lucila gesticulava, Olavo observava atentamente seus gestos. Ele estava genuinamente interessado nas libras.

- Tudo certo. Vamos entrar? Está escurecendo, e vocês dois estão encharcados. – ele disse num tom mais preocupado. Não queria que eles pegassem uma gripe forte, típica dessa época do ano.

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