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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 93

O sono chegou rápido para o pequeno, em menos de dez minutos, Olavo já estava dormindo na cama confortável, preparada especialmente para ele.

Observou seu marido ligar o abajur e afagar os cabelos do garotinho com carinho. A expressão serena na fisionomia infantil, era muito diferente da conturbada durante o sono que ele apresentava quando chegou.

Vitório endireitou o corpo, e começou a caminhar na direção dela. A abraçando, eles ainda ficaram alguns minutos o observando dormir, era tão bom ficar ali ver seu peito subir e descer na cadência de seu respirar tranquilo.

- Acho que já ficamos aqui tempo demais. – ele sussurrou no ouvido dela, beijando seu pescoço e sua orelha.

Seus olhos se fecharam, se deleitando com as carícias, e se deixando levar pelos braços fortes e pelos passos ágeis que a rapidamente a tiraram do quarto infantil.

Entre beijos escaldantes ele a levou direto para o terraço da suíte, em que estavam antes.

Lucila sentiu o cheiro de rosas se misturar ao vinho e às chamas.

- Abra os olhos, princesa.

Lucila o obedeceu já sentindo seu corpo se arrepiar inteiro, abriu os olhos devagar, guiada pela voz grave de Vitório e pelo calor envolvente que irradiava do corpo dele contra o seu.

Por um instante, seus sentidos foram tomados por uma brisa morna que trazia o perfume inebriante de rosas azuis mesclado ao doçura amadeirado do vinho e à fumaça sutil da lenha queimando. Seus olhos se arregalaram lentamente, enquanto absorviam cada detalhe daquele cenário cuidadosamente preparado, como se fosse um trecho arrancado de um conto de fadas moderno.

A fogueira improvisada, envolta por pedras claras, lançava uma luz âmbar sobre tudo ao redor, criando sombras dançantes que davam ao ambiente um ar de sonho.

Ao seu redor, um espaço circular havia sido cuidadosamente montado com almofadas luxuosas e mantas macias nos tons elegantes de azul royal, azul marinho, pérola e areia. O chão havia sido forrado com um tapete de fibras naturais e linho, que se estendia até onde a pequena mesa baixa de madeira rústica estava posicionada, emoldurando o cenário com uma estética rústica-chique, acolhedora e sedutora.

E naquele instante, entre o calor do fogo, o aroma das rosas, Lucila soube que seu coração nunca pertenceria a outra pessoa. Ela estava irremediavelmente perdida por aquele homem. Não por causa de seus beijos, ou de sua beleza rude, máscula e charme hipnótico, mas por causa da alma oculta por trás de tudo isso. Porque ninguém faz algo assim por alguém... a não ser que seu coração também estivesse envolvido.

“Quando fez tudo isso?” ela perguntou em gestos trêmulos.

Vitório segurou seu rosto. Havia tantas coisas em seu olhar, aquela galáxia de brilho sem fim a atraia a mergulhar neles e se perder para sempre.

- Pensei nisso enquanto estava no escritório. Só pedi ao Tobias para realizar os preparativos e montar tudo quando a gente fosse colocar o Olavo na cama. – Os dedos dele deslizaram nos traços dela.

Seu braço a trouxe de volta para encontrar o seu corpo. E quando sua boca tomou a dela num beijo profundo e ardente, ela soube que com Vitório, seu coração poderia estar seguro, porque ele era único que a faria se sentir assim, o único capaz de trazer essa vibração colorida, cálida e perfeita dentro dela.

Ele vai guiando-a para as almofadas, seu corpo está tão incrivelmente másculo, forte, emanando tanto calor quanto as chamas da fogueira. Vitório se deitou com ela por cima, suas mãos buscando seu corpo ansiosamente, despertando sua vontade, seu desejo de se entregar cada vez mais.

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