O abraço apertado, os beijos arrepiantes em seu pescoço, em seu colo...
A sensação de arrepio e expectativa que acelerava cada vez mais o seu coração, fazia Lucila abandonar completamente seus receios, suas inibições. Ela tirou a pouca roupa que ele usava e começou a beijar seu corpo timidamente.
Vitório tinha o corpo de guerreiro. Grande, forte, e marcado.
A boca dela deslizou suavemente pelo sulco daquela cicatriz no tórax masculino, os sons que escapavam da boca dele emudeceram por um instante, seu corpo ficou rígido sob o dela. Lucila queria saber a história por trás daquele ferimento que deixava ele assim, queria saber de tudo o que ele viveu sem contar a ela, mas por enquanto, tocar e sentir o homem que ela amava desesperadamente, era o suficiente.
As mãos dele subiram por suas coxas, trazendo consigo o tecido da camisola azul claro que ela usava. Lucila se sentou sobre a cintura dele, terminando de tirar a própria roupa. Os olhos dele a contemplaram com aquele desejo consumidor que fez sua pele se aquecer, mesmo sendo açoitada pelo vento gelado da noite.
Os dedos dele subiram desenhando seus braços, o contorno de seus seios redondos, seu abdome, seu sexo quente que o envolvia como se quisesse traga-lo para sempre.
Lucila fechou os olhos, jogando a cabeça para trás. O toque dele em sua fenda pressionada por seu membro rígido, era intenso demais, e fazia seu desejo se derramar cada vez mais.
Um gemido suave escapou de seus lábios, quando as carícias se tornaram mais exigentes. O olhar de Vitório se tornou mais profundo, segurando o dela como se precisasse ter certeza de que ela realmente estava em seus braços.
- Eu nunca deixarei que te tirem de mim... – ele murmurou rudemente, pouco antes de inverter as posições.
As palavras enigmáticas provocaram um calafrio em sua espinha, mas ela não teve tempo de pensar mais a respeito. Com o céu estrelado recortando sua figura máscula, Vitório a penetrou com intensidade quase desesperadora.
O ímpeto de sua investida era devastador, fazendo Lucila senti-lo em cada extensão de seu corpo. As mãos se entrelaçaram com as dela, as mantendo firmemente presas na superfície macia, a boca dele subia por seu colo numa busca incessante em saciar sua fome.
- Eu sou louco por você, Lucila. – ele confessou, entrando e saindo de dentro dela com estocadas cada vez mais rigorosas. – Você nunca vai me deixar!
Deixar? Por que ela o deixaria?
O vento soprou forte, a lenha crepitou na fogueira, e a boca dele se apossou dela, consumindo tudo com uma sede que drenava qualquer resquício de raciocínio ou coerência.
Vitório estava cada vez maior dentro dela, seu corpo se curvava generosamente a ele, ela queria satisfazê-lo, queria que ele sentisse sua ânsia nesse prazer avassalador, nessa desesperadora busca entre eles.
Sem sair de dentro dela, Vitório desenhou com o polegar o contorno dos lábios encharcados do gozo de ambos, abertos, recebendo seu membro desproporcional.
Lucila mordeu as costas da própria mão com aquela sensação provocante e ao mesmo tempo tão possessiva e intimidante. Era como se ele reafirmasse que aquela parte de seu corpo, e todo o resto pertencesse somente a ele, e seu toque.
A primeira estocada fez ela se contorcer e morder sua mão com mais força. Ela o encarou chocada, seus olhos lacrimejando, seu corpo pulsando como se fosse uma artéria.
- Sente isso? – ele meteu de novo, com a mesma pressão enlouquecedora, como se estivesse dentro de seu útero agora. – Isso é o seu corpo me entregando o que nunca poderia pertencer a nenhum outro homem!
O tom rude e ríspido não causaram medo, pelo contrário, ela se sentia arrebatada pela voz, pela força, pela voracidade. Era como se Vitório estivesse a marcando como sua, até em suas entranhas. E aquela compreensão era.... delirante, perfeita.
Não havia nada que mudaria isso agora. Ela era irrevogavelmente dele, sempre foi. Só que agora ela tinha dentro de si a reivindicação poderosa e perpétua desse homem, que transformou qualquer conceito abstrato que ela tinha sobre fazer amor.
Seus gemidos se perderam na noite, enquanto as luzes das estrelas se misturavam à luz dos olhos dele. Ela se perdia em seu calor, em sua fome, na ganância dele por seu corpo, por suas reações. E nesse momento, quando os delírios de prazer impediam qualquer raciocínio, ela pensou em como era delicioso ser literalmente devorada pelo homem que amava.

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